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Programa Mais Júri realiza duas sessões do Tribunal do Júri em Cuiabá em julho

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Ilustração com martelo de juiz e estátua da deusa Têmis, símbolos da Justiça.O Programa Mais Júri, coordenado pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT), realiza neste mês de julho duas sessões do Tribunal do Júri em Cuiabá. Os julgamentos serão presididos pelo juiz cooperador Marcos Faleiros da Silva, designado por meio da Portaria n. 46/2026-GAB-CGJ.
As sessões estão marcadas para os dias 15 e 30 de julho, às 9h. No primeiro julgamento será apreciado o processo que tem como réu Alex Roberto Queiroz, acusado da morte do advogado Renato Nery. Já no dia 30, será levado a júri Claudiomar Garcia de Carvalho, em processo desaforado da Comarca de Chapada dos Guimarães, que apura o homicídio de Leandro Rodrigues Boamorte e a tentativa de homicídio contra Jordam Kesler de Barros Silva.
Instituído pela Corregedoria-Geral da Justiça, o Programa Mais Júri reúne magistrados cooperadores para ampliar a realização de sessões do Tribunal do Júri em comarcas com maior demanda, buscando reduzir o tempo de tramitação dos processos de crimes dolosos contra a vida, diminuir o acervo processual e contribuir para o cumprimento das metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
“O Programa Mais Júri é uma estratégia de gestão voltada para dar maior efetividade à prestação jurisdicional. Ao ampliar a capacidade de realização das sessões do Tribunal do Júri, conseguimos reduzir o acervo processual e oferecer uma resposta mais célere à sociedade, sempre preservando a qualidade da atividade jurisdicional”, destaca o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote.
“O trabalho cooperativo permite reforçar temporariamente as comarcas que apresentam maior demanda por julgamentos do Tribunal do Júri. Com planejamento e integração entre as unidades, conseguimos ampliar a capacidade de julgamento e dar andamento a processos que aguardam há anos por uma solução definitiva”, afirma o juiz auxiliar da Corregedoria e coordenador do programa, Jorge Alexandre Martins Ferreira.
Pauta de julho da Capital – Além das duas sessões conduzidas pelo juiz cooperador Marcos Faleiros da Silva, a pauta de julho da 1ª Vara Criminal de Cuiabá prevê outros 10 julgamentos, totalizando 12 sessões do Tribunal do Júri ao longo do mês de julho, os julgamentos envolvem processos de homicídio qualificado, tentativa de homicídio e feminicídio tentado.
Mais Júri – Desde o início da força-tarefa em 2026, o Programa Mais Júri já contabiliza 66 sessões do Tribunal do Júri realizadas em 10 comarcas mato-grossenses. Os trabalhos este ano já foram concluídos em Barra do Bugres (10 julgamentos), Marcelândia (5), Nova Ubiratã (4), Paranatinga (18) e Sorriso (4).
A força-tarefa permanece em andamento nas comarcas de Vila Rica, com 10 julgamentos realizados e outros 15 designados; Alta Floresta, com 5 realizados e 20 designados; Cuiabá, com um julgamento concluído e duas sessões do Programa Mais Júri programadas para julho; Juína, com 5 realizados e 15 designados; e Nova Monte Verde, com 4 realizados e 10 designados.
Ao todo, essas comarcas ainda possuem mais de 60 sessões designadas, que serão realizadas ao longo de 2026, dando continuidade ao esforço coordenado pela Corregedoria para reduzir o estoque de processos do Tribunal do Júri e conferir maior celeridade ao julgamento dos crimes dolosos contra a vida. Em 2025 o programa realizou 163 sessões do Tribunal do Júri em diferentes comarcas do Estado.

Autor: Alcione dos Anjos

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Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Círculos de Construção de Paz fortalecem diálogo e transformam convivência nas escolas de Sinop

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Os Círculos de Construção de Paz têm fortalecido a cultura do diálogo e da convivência respeitosa nas escolas de Sinop (481 km de Cuiabá). Com a participação de professores, gestores e coordenadores, a iniciativa já soma mais de 760 círculos registrados no sistema do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Baseada na Justiça Restaurativa, a metodologia promove escuta qualificada, fortalecimento dos vínculos e construção coletiva de soluções para desafios do ambiente escolar. Além de prevenir conflitos e violências, estimula habilidades socioemocionais, como empatia, cooperação, responsabilidade, autocontrole e respeito às diferenças.
A expansão do programa ocorreu a partir de um Termo de Cooperação Técnica entre o Poder Judiciário, a Secretaria Municipal de Educação e a Rede Estadual de Ensino. Atualmente, 105 professores, coordenadores pedagógicos e gestores escolares atuam como facilitadores da metodologia.
A juíza coordenadora da Justiça Restaurativa em Sinop, Débora Caldas, destaca que os facilitadores são os protagonistas da iniciativa. Segundo ela, cada círculo representa uma oportunidade de prevenir conflitos, combater o bullying e fortalecer vínculos, contribuindo para formar uma geração mais preparada para o diálogo e para a construção da paz.
A articuladora das Redes Municipal e Estadual de Ensino em Sinop, Elisangela Santos, afirma que os círculos já fazem parte da rotina das escolas, fortalecendo vínculos, ampliando os espaços de escuta e favorecendo o desenvolvimento socioemocional dos estudantes.
A gestora judiciária do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Sinop, Silvana Cavalcanti, ressalta que os resultados são fruto da atuação conjunta entre o Poder Judiciário, as redes de ensino e os profissionais da educação, com apoio permanente à formação e ao acompanhamento das escolas.
Para o juiz coordenador do Cejusc Sinop, Cristiano Fialho dos Santos, a Justiça Restaurativa amplia a atuação do Judiciário ao levar a cultura do diálogo para o ambiente escolar, fortalecendo a convivência e promovendo relações mais saudáveis.
Os impactos também são percebidos pelos professores facilitadores. Carmen Inês Botton, da Escola Estadual Rosa dos Ventos, afirma que os círculos oferecem aos estudantes um espaço seguro para serem ouvidos, fortalecendo a empatia, a comunicação não violenta e a resolução pacífica de conflitos. Na Escola Municipal Aleixo Schenatto, Djordana Cecília Bombarda destaca que a metodologia melhora as relações entre os alunos e favorece a aprendizagem. Já Luzineide Barboza de Sousa, da Escola Municipal Rodrigo Damasceno, relata que os encontros se tornaram um ambiente de acolhimento para estudantes que encontram na escuta ativa um espaço para expressar sentimentos, angústias e dificuldades.

Autor: Roberta Penha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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