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Cejusc de Chapada dos Guimarães encerra edição 2025 do Projeto Círculos Coloridos na Saúde

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Na manhã desta sexta-feira (19), o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Chapada dos Guimarães realizou a última edição do ano do projeto Círculos Coloridos na Saúde, com encontro dedicado ao tema “Câncer de Pele”, em alusão à campanha Dezembro Laranja. A atividade ocorreu na Unidade de Saúde da Aldeia Velha, em Chapada dos Guimarães, e reuniu profissionais da saúde local, pacientes e familiares em um espaço voltado ao diálogo, à escuta e ao cuidado.

O Círculo teve como eixo central a reflexão sobre o maior órgão do corpo humano, a pele, com destaque para a importância da prevenção, da informação qualificada, do diagnóstico precoce e, sobretudo, da necessidade de um atendimento humanizado, atento às dimensões físicas, emocionais e sociais envolvidas no adoecimento. Também foi abordada a relevância do cuidado no momento da comunicação do diagnóstico, considerando os impactos que essa informação pode gerar na vida das pessoas.

Participaram do encontro 17 pessoas, entre médico, enfermeiras, agentes comunitários de saúde, demais profissionais da equipe, além de pacientes e familiares, fortalecendo a noção de corresponsabilidade e de construção coletiva do cuidado em saúde.

Durante o círculo, perguntas orientadoras estimularam a reflexão e a troca de experiências, como: o que já se sabe sobre o câncer de pele; experiências pessoais ou de pessoas próximas com a doença; hábitos de exposição ao sol; desafios para a prevenção; estratégias para ampliar o cuidado com a pele; vivências no atendimento da rede de saúde; possibilidades de aprimoramento da comunicação entre profissionais e usuários; e ações coletivas que podem fortalecer a prevenção e o cuidado com o câncer de pele.

O diálogo foi considerado produtivo e evidenciou o reconhecimento mútuo, tanto por parte da equipe de saúde quanto dos pacientes e usuários, sobre a importância de um atendimento humanizado, fundamentado na escuta qualificada, no respeito e na empatia. Também foi destacado o impacto positivo dos círculos restaurativos na ambiência da Unidade de Saúde da Aldeia Velha, ao estimular conversas orientativas e restaurativas entre profissionais, pacientes e usuários, com foco no conhecimento da realidade local e na qualificação contínua dos serviços prestados.

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Como facilitador do encontro, o juiz Leonísio Salles de Abreu Júnior emocionou-se ao perceber, de forma concreta, a transformação restaurativa em curso, inclusive em nível pessoal. Atualmente em tratamento de mais uma lesão de câncer de pele, ele compartilhou sua vivência, discutiu coletivamente os obstáculos enfrentados ao longo da jornada e sentiu-se acolhido pelo grupo, evidenciando a força do cuidado compartilhado e do diálogo humano como instrumentos de fortalecimento individual e coletivo.

“O Círculo da Paz realizado dentro da unidade de saúde proporcionou um espaço seguro e acolhedor para expressar sentimentos, medos e experiências que, muitas vezes, não encontramos lugar em ambientes tradicionais. Pude falar da carga emocional do tratamento, de dificuldades enfrentadas ao longo do cuidado e até de um histórico familiar, sendo acolhido pela escuta compassiva de todos”, relatou, destacando a importância do diálogo humano e da empatia no processo de enfrentamento da doença.

O magistrado ressaltou que o Círculo também permitiu refletir sobre a necessidade do diagnóstico precoce, do cuidado com a pele e da forma sensível com que as informações de saúde são comunicadas aos pacientes. Ele destacou ainda o impacto transformador da Justiça Restaurativa em Chapada dos Guimarães, não apenas na área da saúde, mas também em outras frentes da vida comunitária.

“Esses espaços mostram que a Justiça pode cuidar de pessoas, fortalecer vínculos e promover mudanças concretas na vida da coletividade, sempre com foco na dignidade, no acolhimento e na valorização da vida”, concluiu.

O médico Mathws Rodrigues da Silva, da UBS Aldeia Velha, que participou pela terceira vez do Círculo da Paz, enfatizou a relevância do tema câncer de pele para a sociedade. “É um assunto extremamente importante e que precisa ser discutido com clareza. Sempre que a pessoa perceber qualquer alteração ou sinal diferente na pele, deve procurar ajuda médica para um diagnóstico adequado e para entender quais serão os próximos passos”, alertou.

Ele agradeceu ainda a condução do encontro e destacou a importância da atuação conjunta entre Justiça e Saúde. “Sou muito grato pela composição do Círculo da Paz e pelo apoio do juiz, que contribuiu para que esse diálogo aconteça de forma produtiva e acolhedora”, completou.

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A enfermeira Daiane Nunes da Guia, da Unidade Básica de Saúde Aldeia Velha, destacou a importância das ações educativas realizadas ao longo do ano, que incluem os Círculos Coloridos na Saúde e reforçam o fortalecimento do vínculo com a comunidade. “Sempre que chamamos a população, conseguimos criar vínculos. As pessoas participam, contribuem e se mostram muito receptivas. Seja em rodas de conversa ou em salas de espera, nosso objetivo é informar, prevenir e dar continuidade ao cuidado”, afirmou.

Recentemente diagnosticada com câncer de pele, a paciente Filomena Araújo Parizotto compartilhou sua experiência pessoal e destacou a importância do espaço de diálogo proporcionado pelo projeto. “É um tema muito delicado para mim, pois já perdemos nossa mãe para o câncer, e nunca tivemos a oportunidade de conhecer de perto informações sobre diagnóstico e tratamento”, relatou.

Ela também afirmou que participar do encontro foi um momento significativo. “Fiquei muito feliz em estar neste Círculo. As informações, a conversa e a troca de experiências foram muito importantes. Espero participar de outros encontros, porque isso agrega muito ao meu cuidado e à minha esperança por resultados positivos”, concluiu.

O encerramento desta edição do Projeto Círculos Coloridos na Saúde demonstra que o Poder Judiciário, por meio do Cejusc de Chapada dos Guimarães, vem contribuindo para agregar valor às políticas públicas, humanizar relações e promover a transformação das relações humanas na coletividade, atuando de forma integrada com a rede de saúde e com a comunidade.

Ao incorporar práticas de Justiça Restaurativa no contexto da saúde pública, o Judiciário contribui para a promoção da dignidade, da prevenção, do cuidado integral e da cultura do diálogo, consolidando a compreensão de que a justiça também se constrói por meio da escuta, do acolhimento e do compromisso com a vida.

Autor: Assessoria

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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“Selo Imprensa por Elas” destaca adesão de veículos de comunicação e busca proteger mulheres

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O troféu e o “Selo Imprensa Por Elas”, entregues aos 27 veículos de comunicação presentes no “Café com a Imprensa – Diálogo e Proteção à Mulher”, marcam o início de novas ações de enfrentamento à violência de gênero a serem desenvolvidas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. O evento, realizado nesta quarta-feira (15) no Tribunal de Justiça, em Cuiabá, foi o primeiro passo para jornalistas e magistrados construírem juntos um protocolo de cobertura jornalística que proteja as vítimas da violência doméstica e feminicídio.

“Podemos juntos fazer uma transformação cultural. Precisamos do apoio e da parceria dos meios de comunicação para evitar que mais mulheres sejam mortas em seus ambientes íntimos. Esse encontro foi essencial para ouvirmos as dúvidas e sugestões dos profissionais presentes e debatermos questões sensíveis”, ressaltou a coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), desembargadora Maria Erotides Kneip.

Durante o café, foi distribuído o “Guia Rápido –Jornalismo que protege e dignifica” como primeira minuta de um trabalho maior a ser construído, conforme a juíza Ana Graziela Vaz de Campos, membro da Cemulher e vice-presidente do Fórum Nacional de Juízes e Juízas (Fonavid).

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“O ‘Selo Imprensa Por Elas’ destaca os veículos que investem na qualificação de suas equipes e na melhora contínua da cobertura responsável dos casos de violência doméstica. Desse diálogo, vamos construir juntos um protocolo de cobertura jornalística para evitar o chamado efeito copycat, quando se divulga a forma como ocorreu o feminicídio e um caso gera outros similares”, pontuou.

Para a desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, a iniciativa tem como objetivos a “proteção da dignidade das mulheres, a prevenção da revitimização e o estímulo a práticas que contribuam para a responsabilização e reeducação de agressores, inclusive por meio de Grupos Reflexivos”.

Durante o evento, o delegado do Distrito Federal Marcelo Zago trouxe dados de pesquisa científica sobre os impactos da cobertura midiática sobre o assunto, bem como da violência de gênero e feminicídios.

Também estavam presentes o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira; os desembargadores Márcio Vidal e Jonnes Gattas; o secretário-geral do Tribunal de Justiça, juiz Agamenon Alcântara Moreno; a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, que preside a Rede de Enfrentamento de Cuiabá; além dos juízes Marcos Terencio Agostinho Pires, de Cuiabá; Leonísio Salles de Abreu Júnior, de Chapada dos Guimarães; Rosângela Zacarkim, de Sinop; Suelen Barizon Hartmann, de Tangará da Serra; Djessica Giseli Kuntzer, de Pontes e Lacerda; Juliano Hermont Hermes da Silva, de Várzea Grande; Luciana Sittinieri Leon, de Rio Branco e Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, de Barra do Garças.

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Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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