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Primeira premiação do concurso “A Escola Ensina, a Mulher Agradece” mobiliza escola em Rondonópolis

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A primeira edição da premiação do concurso cultural “A Escola Ensina, a Mulher Agradece” foi realizada na tarde desta segunda-feira (24 de novembro), no Fórum da Comarca de Rondonópolis, reunindo estudantes, professores, gestores escolares, representantes do Poder Judiciário e autoridades municipais.

A iniciativa é uma realização do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher (Cemulher-MT), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e municípios. O projeto reforça o papel da escola como espaço essencial para a formação cidadã e para a prevenção à violência contra a mulher desde a infância.

Nesta edição, participaram os alunos da Escola Municipal Rosalino Antônio da Silva, que inscreveram trabalhos nas categorias redação, poesia, música (letra e melodia) e vídeo (roteiro e produção artística). As produções, elaboradas por estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental, incentivaram a reflexão, a empatia e o fortalecimento de valores de respeito por meio da educação, com foco na conscientização sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Durante a cerimônia, os autores dos trabalhos vencedores receberam medalhas e certificados simbólicos, em reconhecimento ao empenho e à criatividade demonstrados. Professores e equipes pedagógicas que acompanharam os estudantes também foram homenageados pelo compromisso em promover discussões significativas sobre o enfrentamento à violência de gênero.

A desembargadora Maria Erotides Kneip, coordenadora da Cemulher-MT, destacou a alta qualidade dos materiais apresentados. “Eu ainda estou emocionada, vou ser bem sincera, porque eu esperava uma boa produção, mas não esperava a qualidade que encontrei. Redações muito bem feitas, poesias, sonetos com rimas perfeitas, a música excelente, de altíssima qualidade, e os vídeos também. Estou muito feliz, e o resultado em Rondonópolis foi muito além do que eu esperava. Acredito que, investindo na educação e no respeito, nós conseguimos transformar a sociedade. É ensinando o respeito que a sociedade muda, e esse é justamente o mote desse projeto”, disse.

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Uma das idealizadoras do concurso, a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica de Cuiabá, também elogiou o desempenho dos estudantes. “Fiquei encantada com os trabalhos dessas crianças e adolescentes. Demonstraram criatividade, empatia e profundo conhecimento do tema. Na etapa estadual teremos uma premiação ainda mais especial, com reconhecimento para alunos, professores e escolas, que será realizada no dia 10 de dezembro, no Tribunal de Justiça”, comentou.

A juíza Maria Mazarelo Farias Pinto, titular da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Rondonópolis, ressaltou o impacto positivo do projeto. “Esse projeto é mais um em defesa da vida. Muito me orgulha poder participar disso, porque são vocês, crianças, que amanhã poderão estar em nossas carreiras no Ministério Público, na OAB, na Defensoria Pública e, principalmente, como cidadãos”, reforçou.

Para a diretora do Foro, juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, o envolvimento dos estudantes mostrou maturidade e sensibilidade diante do tema. “Ver as crianças falando sobre a Lei Maria da Penha e sobre respeito aos direitos foi emocionante. A escola abraçou o projeto, e trazer os estudantes para dentro do fórum mostra que este também é um espaço educativo, um espaço de formação para a cidadania”, afirmou.

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O secretário municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Carlos Alberto Pereira Júnior, também enfatizou o significado da iniciativa para a sociedade. “Essa é uma iniciativa muito bonita que tivemos a oportunidade de realizar na Escola Rosalino. Hoje tivemos quatro grupos premiados, utilizando a arte para valorizar a mulher e expor as atrocidades da violência. Os vencedores foram quatro, mas quem realmente ganha é toda a sociedade”, concluiu.

Também participaram do evento a desembargadora aposentada Maria Aparecida Ribeiro; o juiz Wanderlei José dos Reis, titular da 2ª Vara de Família e Sucessões; a representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Rondonópolis, Priscila Raimundi; o superintendente municipal de Políticas para Mulheres, Francisco Lucena; e vereadores do município.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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“Selo Imprensa por Elas” destaca adesão de veículos de comunicação e busca proteger mulheres

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O troféu e o “Selo Imprensa Por Elas”, entregues aos 27 veículos de comunicação presentes no “Café com a Imprensa – Diálogo e Proteção à Mulher”, marcam o início de novas ações de enfrentamento à violência de gênero a serem desenvolvidas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. O evento, realizado nesta quarta-feira (15) no Tribunal de Justiça, em Cuiabá, foi o primeiro passo para jornalistas e magistrados construírem juntos um protocolo de cobertura jornalística que proteja as vítimas da violência doméstica e feminicídio.

“Podemos juntos fazer uma transformação cultural. Precisamos do apoio e da parceria dos meios de comunicação para evitar que mais mulheres sejam mortas em seus ambientes íntimos. Esse encontro foi essencial para ouvirmos as dúvidas e sugestões dos profissionais presentes e debatermos questões sensíveis”, ressaltou a coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), desembargadora Maria Erotides Kneip.

Durante o café, foi distribuído o “Guia Rápido –Jornalismo que protege e dignifica” como primeira minuta de um trabalho maior a ser construído, conforme a juíza Ana Graziela Vaz de Campos, membro da Cemulher e vice-presidente do Fórum Nacional de Juízes e Juízas (Fonavid).

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“O ‘Selo Imprensa Por Elas’ destaca os veículos que investem na qualificação de suas equipes e na melhora contínua da cobertura responsável dos casos de violência doméstica. Desse diálogo, vamos construir juntos um protocolo de cobertura jornalística para evitar o chamado efeito copycat, quando se divulga a forma como ocorreu o feminicídio e um caso gera outros similares”, pontuou.

Para a desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, a iniciativa tem como objetivos a “proteção da dignidade das mulheres, a prevenção da revitimização e o estímulo a práticas que contribuam para a responsabilização e reeducação de agressores, inclusive por meio de Grupos Reflexivos”.

Durante o evento, o delegado do Distrito Federal Marcelo Zago trouxe dados de pesquisa científica sobre os impactos da cobertura midiática sobre o assunto, bem como da violência de gênero e feminicídios.

Também estavam presentes o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira; os desembargadores Márcio Vidal e Jonnes Gattas; o secretário-geral do Tribunal de Justiça, juiz Agamenon Alcântara Moreno; a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, que preside a Rede de Enfrentamento de Cuiabá; além dos juízes Marcos Terencio Agostinho Pires, de Cuiabá; Leonísio Salles de Abreu Júnior, de Chapada dos Guimarães; Rosângela Zacarkim, de Sinop; Suelen Barizon Hartmann, de Tangará da Serra; Djessica Giseli Kuntzer, de Pontes e Lacerda; Juliano Hermont Hermes da Silva, de Várzea Grande; Luciana Sittinieri Leon, de Rio Branco e Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, de Barra do Garças.

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Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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