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Por Dentro da Magistratura: juiz Gerardo Humberto fala sobre carreira e desafios no TJMT

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Está no ar a 44ª edição do programa Por Dentro da Magistratura, com uma inédita entrevista com o juiz auxiliar da Vice-Presidência, Gerardo Humberto Alves da Silva Júnior. Normalmente responsável pela condução das entrevistas do programa, o magistrado foi escolhido para a primeira edição de 2026 para conversar sobre sua vida e carreira acadêmica e na magistratura. O entrevistador desta edição é o desembargador Marcos Machado, que integra o Conselho Consultivo da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT).

Juiz do Poder Judiciário de Mato Grosso desde 2004, Gerardo Humberto é formado em Direito, possui MBA em Poder Judiciário pela Fundação Getúlio Vargas, é mestre em Soluções Alternativas de Controvérsias Empresariais pela Escola Paulista de Direito e mestre em Teoria e Filosofia do Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, cursa doutorado em Direito Processual pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Ele é autor do Manual do Recurso Especial – Teoria e Prática, que conta com prefácio do ministro Marco Buzzi, obra apresentada pelo desembargador Marcos Machado durante o encontro.

“Sempre tive o interesse de ir para a área acadêmica. Minha mãe é professora, eu tenho três irmãs, duas são professoras, minha mãe foi dona de escola, então eu cresci dentro de uma escola. Sempre tive muito interesse nessa área acadêmica. Só que, no início, isso não era possível, porque eu morava no interior, jurisdicionei no interior muitos anos, então havia essa dificuldade de deslocamento; não havia tanta facilidade naquela época. Na primeira oportunidade para cursar um mestrado, eu aproveitei e cursei. No segundo momento, nós tivemos o mestrado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Esmagis e o Tribunal. Também aproveitei a oportunidade, e foi um período de grande aprendizado. Agora, o doutorado em Direito Processual. É um objetivo que eu aguardei o momento certo para realizar, mas o interesse sempre existiu”, contou.

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Na entrevista, o magistrado fala sobre diversas experiências vivenciadas ao longo de 22 anos de magistratura, iniciada em Porto Alegre do Norte, e discorre sobre temas como métodos autocompositivos, humanização do julgamento, uso da inteligência artificial nas rotinas de gabinete e a experiência como juiz auxiliar, como o período em que atuou na Corregedoria-Geral da Justiça e, agora, os desafios vivenciados na Vice-Presidência.

Sobre o uso da IA, o entrevistado disse ter receio do uso indiscriminado da ferramenta. “É um ponto que me causa muita preocupação, porque eu enxergo o sistema de IA como um sistema que vai auxiliar o magistrado na decisão. Com o sistema de IA, o juiz precisa saber fazer. Ele precisa ler o processo, compreender o que vai decidir e saber elaborar a decisão. Eu sempre brinco: faz o teste do papel e da caneta. Dá papel e uma caneta e me redige uma decisão. Esse é um ponto. O sistema de IA vem para auxiliar, jamais para substituir. Mas o que tenho visto na prática é muito mais esse outro modelo, um modelo de substituição. A atual geração sabe fazer e usa a IA. Mas, em pouco tempo, nós vamos ter pessoas que não vão saber fazer e que serão dominadas pela IA”, ponderou.

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Clique neste link para assistir à íntegra do programa.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

“Selo Imprensa por Elas” destaca adesão de veículos de comunicação e busca proteger mulheres

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O troféu e o “Selo Imprensa Por Elas”, entregues aos 27 veículos de comunicação presentes no “Café com a Imprensa – Diálogo e Proteção à Mulher”, marcam o início de novas ações de enfrentamento à violência de gênero a serem desenvolvidas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. O evento, realizado nesta quarta-feira (15) no Tribunal de Justiça, em Cuiabá, foi o primeiro passo para jornalistas e magistrados construírem juntos um protocolo de cobertura jornalística que proteja as vítimas da violência doméstica e feminicídio.

“Podemos juntos fazer uma transformação cultural. Precisamos do apoio e da parceria dos meios de comunicação para evitar que mais mulheres sejam mortas em seus ambientes íntimos. Esse encontro foi essencial para ouvirmos as dúvidas e sugestões dos profissionais presentes e debatermos questões sensíveis”, ressaltou a coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), desembargadora Maria Erotides Kneip.

Durante o café, foi distribuído o “Guia Rápido –Jornalismo que protege e dignifica” como primeira minuta de um trabalho maior a ser construído, conforme a juíza Ana Graziela Vaz de Campos, membro da Cemulher e vice-presidente do Fórum Nacional de Juízes e Juízas (Fonavid).

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“O ‘Selo Imprensa Por Elas’ destaca os veículos que investem na qualificação de suas equipes e na melhora contínua da cobertura responsável dos casos de violência doméstica. Desse diálogo, vamos construir juntos um protocolo de cobertura jornalística para evitar o chamado efeito copycat, quando se divulga a forma como ocorreu o feminicídio e um caso gera outros similares”, pontuou.

Para a desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, a iniciativa tem como objetivos a “proteção da dignidade das mulheres, a prevenção da revitimização e o estímulo a práticas que contribuam para a responsabilização e reeducação de agressores, inclusive por meio de Grupos Reflexivos”.

Durante o evento, o delegado do Distrito Federal Marcelo Zago trouxe dados de pesquisa científica sobre os impactos da cobertura midiática sobre o assunto, bem como da violência de gênero e feminicídios.

Também estavam presentes o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira; os desembargadores Márcio Vidal e Jonnes Gattas; o secretário-geral do Tribunal de Justiça, juiz Agamenon Alcântara Moreno; a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, que preside a Rede de Enfrentamento de Cuiabá; além dos juízes Marcos Terencio Agostinho Pires, de Cuiabá; Leonísio Salles de Abreu Júnior, de Chapada dos Guimarães; Rosângela Zacarkim, de Sinop; Suelen Barizon Hartmann, de Tangará da Serra; Djessica Giseli Kuntzer, de Pontes e Lacerda; Juliano Hermont Hermes da Silva, de Várzea Grande; Luciana Sittinieri Leon, de Rio Branco e Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, de Barra do Garças.

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Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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