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Informação e acolhimento: campanha fortalece rede de apoio a mulheres no Judiciário

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O Núcleo de Atendimento “Espaço Thays Machado”, do Poder Judiciário de Mato Grosso, promoveu neste sábado (7 de março) um bate-papo sobre violência doméstica e familiar contra a mulher com trabalhadoras terceirizadas da instituição. O encontro marcou a abertura da campanha “Eu Digo Basta”, voltada ao fortalecimento das ações de prevenção, informação e acolhimento dentro do Poder Judiciário estadual.

A atividade foi realizada no auditório Espaço Justiça, Cultura e Arte “Desembargador Gervásio Leite”, com transmissão online. A abertura foi conduzida pela desembargadora Maria Erotides Kneip, que é coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso (Cemulher-MT), e as palestras foram ministradas pela juíza colaboradora e pela psicóloga do Núcleo, Tatyana Lopes de Araújo Borges e Luciana Edeliz, respectivamente.

Ao abrir o evento, a desembargadora chamou atenção para os índices de violência no Estado e para a necessidade de ampliar o alcance das ações institucionais. “Mato Grosso ainda é um Estado que supera em número de feminicídios a média nacional. Nós precisamos trabalhar esse caldo de cultura que ainda sustenta o patriarcado e permite a violência contra a mulher”.

A magistrada também destacou que as terceirizadas fazem parte da estrutura do Tribunal e precisam ter acesso às informações e aos canais de apoio. “As terceirizadas compõem o quadro de pessoal do Tribunal de Justiça. Nós precisamos levar a elas conhecimento e mostrar onde procurar ajuda. O Espaço Thays Machado se propõe a isso: acolhimento, denúncia e proteção. Essa campanha se inicia hoje e se estende pelo ano todo. Quando a mulher diz não, é não”.

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Na sequência, a juíza titular da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá, Tatyana Lopes de Araújo Borges, abordou os tipos de violência doméstica e a importância das medidas protetivas. “Hoje nós falamos sobre os cinco tipos de violência: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. É muito importante que as mulheres conheçam seus direitos para romper com o ciclo da violência o quanto antes. As medidas protetivas salvam vidas. Só em Mato Grosso, no ano passado, foram 21.346 medidas protetivas e 5.500 disponibilizações do botão do pânico”.

A psicóloga do Núcleo Thays Machado, Luciana Edeliz, explicou como funciona o acolhimento e o acompanhamento psicológico oferecido às mulheres que procuram o espaço. “Muitas vezes a mulher já identificou que está vivendo uma situação de violência, mas ainda não sabe o que fazer ou a quem procurar. Ela precisa de orientação para compreender a realidade”.

Segundo a profissional, o atendimento é individualizado e respeita a história de cada mulher. “Nós fazemos uma triagem e ouvimos essa mulher com respeito à sua subjetividade. Vamos construindo uma caminhada para que ela consiga romper e fortalecer sua autoestima para tomar decisões”.

Ao final do encontro, as trabalhadoras terceirizadas do setor de limpeza compartilharam impressões sobre a iniciativa.

Joana Cristina da Silva destacou o caráter informativo da palestra. “Eu achei bem interessante porque tem coisas que a gente não sabe. O que eu aprendi aqui posso passar para outras mulheres. É muito triste ver mulheres passando por isso. É importante saber o que fazer e ter informação para ajudar”.

Já Erica Francisca de Moraes afirmou que as orientações foram esclarecedoras e ressaltou a relevância de conhecer o Núcleo. “As orientações de hoje deram uma esclarecida boa para todas nós. Antes eu não sabia que tinha esse Núcleo aqui dentro. Às vezes, a gente chega mal e é bom ter alguém para conversar, desabafar sobre o que a gente passa em casa”.

Espaço Thays Machado

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O Núcleo de Atendimento “Espaço Thays Machado” foi criado como um espaço dedicado ao acolhimento e à proteção de mulheres que atuam em todo Judiciário mato-grossense – magistradas, servidoras, colaboradoras, terceirizadas, credenciadas e estagiárias – e enfrentam situações de violência doméstica ou familiar. O serviço oferece suporte psicológico, atendimento médico psiquiátrico e orientação jurídica, além de medidas institucionais de segurança, quando necessário.

O funcionamento segue diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estabelecidas na Resolução nº 254/2018 e na Recomendação nº 102/2021. O espaço leva o nome da servidora do Judiciário mato-grossense, advogada e professora de Direito, Thays Machado, vítima de feminicídio em Cuiabá.

Autor: Flávia Borges

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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