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Escola dos Servidores abre inscrições para curso básico de Libras no Judiciário de MT

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A Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso abriu inscrições para o Curso Básico de Libras, voltado à capacitação de servidores e colaboradores do Judiciário. A formação visa ampliar a acessibilidade no atendimento às pessoas com surdez ou deficiência auditiva, contribuindo para um serviço público mais inclusivo.

O curso apresentará conceitos fundamentais da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e aspectos relacionados à comunicação com a comunidade surda. A proposta é possibilitar que os participantes desenvolvam habilidades básicas de comunicação, reduzindo barreiras no atendimento aos jurisdicionados e fortalecendo a qualidade do serviço prestado pelo Poder Judiciário.

Com carga horária de 28 horas, o curso será realizado em formato on-line, das 8h às 11h, com aulas conduzidas pela instrutora Janaína dos Santos Taques. A capacitação é destinada a servidores, credenciados, contratados, terceirizados e estagiários do Poder Judiciário de Mato Grosso.

Cronograma das aulas

· 31 de março – terça-feira

· 1º de abril – quarta-feira

· 7 e 9 de abril – terça e quinta-feira

· 13, 15 e 16 de abril – segunda, quarta e quinta-feira

· 23 e 24 de abril – quinta e sexta-feira (das 8h às 11h30, com acréscimo de 30 minutos nas duas últimas aulas)

Os interessados podem se inscrever por meio do link: https://evento.tjmt.jus.br/inscricao-evento/07000000-0aa4-0a58-7cde-08de5dc66d0a

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Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Quando um filho chama

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Foto vertical que mostra o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, sentado em seu posto no plenário do tribunal, olhando para o lado. Ele é um senhor branco, de cabelo e barba brancos, usando toga e óculos de grau.Há um instante pequeno, quase invisível, em que a paternidade se revela: um filho chama, e o pai decide se continua o que estava fazendo ou olha para ele e o escuta. É uma cena comum, dessas que os adultos deixam passar. A criança pode guardá-la por muito tempo.

No Dia dos Pais, é natural celebrar afeto, cuidado e dedicação. A data também deixa uma pergunta incômoda: quando nossos filhos pensarem em nós anos depois, do que se lembrarão? Talvez esqueçam o que lhes demos. Dificilmente esquecerão como se sentiram ao nosso lado.

Quem trabalha na Justiça conhece as consequências de vínculos que se romperam ou nunca chegaram a se formar. Processos de reconhecimento de paternidade, pensão alimentícia e convivência familiar trazem histórias marcadas por espera, conflito e ausência. A lei pode reconhecer o vínculo, exigir sustento e proteger direitos. Nenhuma decisão judicial, porém, consegue fazer um pai parar e ouvir o filho com interesse.

Nos processos de família, os autos registram as versões dos adultos, mas a infância continua enquanto o caso é analisado. A rapidez importa. O tempo de uma criança não espera o andamento do processo. Um ano de demora pode atravessar uma etapa inteira de sua formação e transformar distância em costume.

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Nenhum pai sabe tudo, embora muitos sintam que deveriam ter respostas para tudo. O filho precisa se aproximar sem achar que está incomodando quando o pai trabalha, usa o telefone ou está cansado. É preciso ouvi-lo antes de responder, perceber quando o silêncio esconde alguma coisa e reconhecer os próprios erros. Uma tarde comum pode ficar na memória por décadas porque o pai interrompeu o que fazia e permaneceu ali.

Muitos homens receberam pouco dos próprios pais e acabam repetindo a única forma de convivência que conheceram: disciplina sem ternura e afastamento. Esse passado ajuda a explicar a dificuldade, mas não precisa determinar o próximo gesto. Um pai pode pedir perdão, aproximar-se sem discurso e aprender, mesmo tarde, a demonstrar afeto.

Nenhum filho convive com um pai perfeito. Convive com um homem que trabalha, se cansa, erra e às vezes chega tarde à conversa necessária. Um pai pode morar longe e continuar presente. Há homens que não geraram uma criança, mas assumiram seu cuidado. Ao reconhecer a falha, o pai pode reconstruir a relação. A indiferença repetida ensina o filho a não esperar.

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Toda criança tem direito a sustento, proteção e convivência. Há uma necessidade que nenhum processo consegue medir: saber que sua existência importa para alguém. Quando encontra essa certeza no pai, o filho ganha segurança para enfrentar a vida e tem condições de não repetir com os próprios filhos as ausências com que cresceu.

Muitos filhos esquecerão o presente dado ao pai neste domingo. Anos depois, uma conversa na cozinha ou a tarde em que o pai percebeu que havia algo errado poderá voltar à memória com nitidez inesperada. Ninguém planeja essas lembranças. Elas surgem enquanto a vida comum acontece: o telefone deixado sobre a mesa e uma conversa sem pressa.

José Zuquim Nogueira

Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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