Tribunal de Justiça de MT

Corregedoria apresenta estrutura, departamentos e atribuições aos 35 novos magistrados no COFI

Publicado em

Nesta sexta-feira (27) a Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) deu continuidade à apresentação de seus departamentos e das atribuições dos juízes auxiliares aos 35 magistrados e magistradas recém-empossados no Poder Judiciário estadual, durante o Curso Oficial de Formação Inicial, COFI, realizado pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (ESMAGIS-MT)

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, fez a abertura do encontro e destacou o papel de fiscalização e orientação exercido pela Corregedoria. “Nossa atuação não se resume a apontar falhas ou aplicar medidas disciplinares. Trabalhamos lado a lado com juízes e juízas, priorizando o diálogo, a orientação e o apoio para enfrentar os desafios do dia a dia da magistratura”, afirmou.

Ele ressaltou que o exercício da magistratura exige equilíbrio e responsabilidade. “Para mim, um bom magistrado precisa de bom senso e equilíbrio. A Corregedoria é parceira. Não abro mão da questão disciplinar, não tenho dificuldade com isso, faz parte da rotina da Corregedoria, mas nossa atuação é, sobretudo, orientativa”, pontuou.

Foto do juiz auxiliar da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira. Homem de pele clara, cabelo curto escuro e óculos, veste terno azul, camisa clara e gravata. Está em pé, segurando um microfone, enquanto fala aos magistrados sentados em cadeiras pretas O juiz auxiliar da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira, apresentou suas atribuições e detalhou o organograma da instituição. Ele explicou que a divisão interna da Corregedoria permite atuação estratégica voltada tanto à fiscalização quanto ao aprimoramento da gestão das unidades judiciais do Estado.

“É importante que os novos magistrados compreendam como a Corregedoria está estruturada e quais são as frentes que acompanhamos diariamente, porque muitas dessas demandas chegarão às unidades sob a responsabilidade deles”, afirmou.

O magistrado destacou que, sob sua coordenação, estão as correições, o acompanhamento do Núcleo dos Juizados Especiais, da Central de Processamento Eletrônico, CPE, do Núcleo de Atuação Estratégica, NAE, além do programa Mais Júri, do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais, DAJE, e do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância, DAPI.

“Cada uma dessas iniciativas dialoga com a organização, a produtividade e a qualidade da prestação jurisdicional, sempre alinhadas às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça, CNJ”, pontuou.

Segundo ele, o monitoramento das Metas Nacionais e a busca pelo Prêmio CNJ de Qualidade também integram essa atuação estratégica. “Os painéis e indicadores não servem apenas para mensuração de resultados, mas como ferramentas de gestão. A Corregedoria atua como parceira das unidades, oferecendo suporte técnico e orientação para que o Tribunal alcance desempenho eficiente e sustentável”, concluiu.

Leia Também:  Participação de servidores e magistrados fortalece políticas de inovação no Judiciário

DAJE – Em seguida, a diretora do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais, DAJE, Shusiene Tassinari Machado, apresentou o departamento e destacou a gestão dos profissionais credenciados, como juízes leigos, conciliadores, contadores e técnicos em contabilidade, além do suporte prestado às unidades judiciárias.

Segundo ela, o trabalho vai além da execução de rotinas administrativas e está estruturado em gestão estratégica orientada por dados e metas institucionais.

“Ao organizar fluxos, acompanhar a produtividade, promover capacitações e valorizar os profissionais credenciados, buscamos criar condições para que o sistema funcione com eficiência e qualidade, entregando valor real à sociedade, que é a razão maior da nossa atuação”, afirmou.

A diretora colocou o departamento à disposição dos novos magistrados para atuação colaborativa, com escuta ativa e construção conjunta de soluções voltadas ao fortalecimento dos Juizados Especiais.

Foro extrajudicial – A juíza auxiliar da Corregedoria, Myrian Pavan Schenkel, que em encontro anterior já havia apresentado projetos sob sua coordenação, como Cartório Inclusivo, Regularização Fundiária, Prêmio Cartório Eficiente, Solo Seguro Amazônia, Solo Seguro Favela, Programa Registre-se e Projeto Bebê Cidadão, concentrou desta vez sua fala nos assuntos relativos ao foro extrajudicial.

Para a magistrada, a atuação junto aos cartórios exige atenção permanente e postura institucional firme por parte do juiz diretor do foro.

“O extrajudicial não é algo periférico. Exige fiscalização contínua, acompanhamento próximo das serventias e a compreensão de que cartório é atividade jurisdicional delegada, sujeita à supervisão do Judiciário”, afirmou.

Ela explicou que, ao assumir a comarca, o magistrado passa a exercer papel fundamental na fiscalização das serventias, realizando correições anuais, acompanhando denúncias, comunicando irregularidades à Corregedoria e supervisionando, especialmente, as unidades sob interinidade.

“Os cartórios com interinos demandam cuidado redobrado, pois envolvem controle de receitas, repasses e cumprimento rigoroso das normas. A atuação do juiz diretor do foro é essencial para garantir regularidade e transparência”, disse.

Leia Também:  Cesima conta com Comitê de Comunicação para ampliar articulação e visibilidade institucional

DFE – Logo após, a diretora do Departamento do Foro Extrajudicial, DFE, Nilcemeire dos Santos Vilela, apresentou a estrutura e as atribuições do setor responsável por receber e processar as demandas relacionadas ao foro extrajudicial.

“O Departamento atua como braço técnico da Corregedoria no acompanhamento das serventias, garantindo orientação, fiscalização e controle administrativo das atividades extrajudiciais em todo o Estado”, explicou.

Nilcemeire ressaltou que o site da Corregedoria disponibiliza normas, cartilhas, manuais, a relação completa das serventias do Estado e a agenda com o calendário de relatórios e demais atividades do foro extrajudicial.

“É um canal de consulta constante que facilita a rotina e fortalece a atuação institucional”, concluiu.

CEJA – Encerrando a manhã, a secretária-geral da Comissão Estadual Judiciária de Adoção, Ceja-MT, Elaine Zorgetti Pereira, falou sobre a atuação da Comissão e sua importância estratégica para garantir segurança jurídica, celeridade e proteção integral às crianças e adolescentes.

Ela destacou que a principal missão atual da Comissão é atuar como administradora estadual do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, SNA, acompanhando o registro e a atualização das informações relativas às crianças acolhidas e aos pretendentes habilitados.

“O SNA é uma ferramenta essencial de gestão. É por meio dele que monitoramos diversas informações”, afirmou.

A secretária-geral ressaltou que a atuação articulada entre magistrados e a Ceja é fundamental para reduzir o tempo de permanência em acolhimento e assegurar o direito à convivência familiar.

“Nosso papel é oferecer suporte técnico, padronizar procedimentos e contribuir para que cada decisão seja tomada com base em dados qualificados, sempre com foco na proteção integral e na prioridade absoluta das crianças e adolescentes”, concluiu.

Participaram ainda do encontro os juízes auxiliares Anna Paula Gomes de Freitas e João Filho de Almeida Portela.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Cesima conta com Comitê de Comunicação para ampliar articulação e visibilidade institucional

Published

on

Logotipo com fundo branco apresenta globo terrestre estilizado em azul e verde, envolvido por formas que lembram folhas. Abaixo, a palavra CESIMA aparece em destaque com tipografia moderna.Com a finalidade de ampliar a articulação em torno da proteção ao Meio Ambiente e de fomentar o debate técnico e interinstitucional sobre questões ambientais, o Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima) constituiu o Comitê de Comunicação. A designação dos representantes institucionais está expressa na Portaria n. 8/2026.

A medida foi assinada pelo diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal, e pelo coordenador-geral do Cesima, desembargador Rodrigo Roberto Curvo, e integra o processo de estruturação do Centro, que vem se consolidando como espaço de articulação entre o Poder Judiciário e diversas instituições públicas e privadas.

O Comitê de Comunicação já havia sido instituído pela Portaria n. 7/2026 com a finalidade de coordenar estratégias de comunicação institucional e ampliar a divulgação das ações desenvolvidas pelo Cesima. Agora, com a nova portaria, passam a integrar formalmente o grupo representantes de diferentes órgãos e entidades, fortalecendo o caráter colaborativo e multidisciplinar da iniciativa.

Foram designados representantes de instituições como Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Defensoria Pública do Estado (DPE-MT), Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), além de universidades, órgãos ambientais e entidades do setor produtivo, como a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso) e Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso), bem como representantes de municípios mato-grossenses.

Conforme estabelecido na nova portaria, os representantes designados exercerão suas atividades em consonância com as atribuições já previstas na normativa que instituiu o Comitê, contribuindo para a organização das ações de comunicação e para a difusão das iniciativas desenvolvidas pelo Centro.

Para o diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal, a criação e a estruturação do Comitê representam um avanço institucional importante. “A instituição do Comitê de Comunicação do Cesima é um passo fundamental na consolidação de um espaço integrado de produção e difusão do conhecimento. Às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, essa iniciativa reforça a necessidade de ampliar o diálogo e a conscientização sobre os desafios ecológicos contemporâneos”, destacou.

Leia Também:  Comarca de Lucas do Rio Verde entrega títulos e encerra litigio fundiário histórico

Segundo o magistrado, mais do que uma ação de apoio, a comunicação assume papel estratégico na atuação do órgão. “Ela não é apenas um instrumento de divulgação, mas um meio de mobilização institucional e social. Ao reunir diferentes entidades em torno de uma agenda comum, o Comitê dá visibilidade às ações desenvolvidas e fortalece a cultura de responsabilidade socioambiental”, afirmou.

O desembargador também ressaltou o papel do Cesima como espaço de referência. “É nesse ambiente de cooperação que o Centro se consolida. O Comitê surge como elemento essencial para ampliar o alcance e o impacto de nossas iniciativas, especialmente em um período em que a reflexão sobre o futuro do planeta se torna ainda mais urgente para a sociedade”, completou.

Já o desembargador Rodrigo Curvo assinala que o Cesima nasceu com a proposta de integrar saberes e promover soluções concretas para os desafios ambientais contemporâneos, e o Comitê de Comunicação cumpre, nesse contexto, uma função essencial: dar unidade, visibilidade e continuidade a esse esforço coletivo. “A atuação conjunta entre diferentes órgãos exige não apenas cooperação técnica, mas uma comunicação clara, estratégica e permanente. É por meio dela que ampliamos o alcance das ações, compartilhamos experiências bem sucedidas e envolvemos a sociedade em uma pauta urgente e estruturante”, destaca.

Conforme o magistrado, ao reunir representantes de múltiplos setores, o Comitê se consolida como um espaço de convergência. “Essa sinergia é capaz de transformar iniciativas isoladas em conhecimento disseminado, fortalecendo o Cesima como referência na construção de uma agenda sustentável, eficiente e conectada com as necessidades do nosso tempo.”

Integram o novo comitê os seguintes profissionais:

Leia Também:  Quando saúde e educação não dialogam, direitos são comprometidos, alerta advogado no TJMT Inclusivo

Ana Angélica de Araújo Werneck – Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso;

Ana Karla Ataide Costa Aires Perdigão – Município de Cuiabá/MT;

Augusto Cezar Zanin Camacho – Associação dos Criadores de Mato Grosso – ACRIMAT;

Clenia Goreth da Silva Souza – Secretaria de Estado de Meio Ambiente – SEMA/MT;

Danielle Tavares Teixeira – Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT;

Eduardo Cardoso da Silva Guedes – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso – FAMATO;

Erika Oliveira Gonçalves – Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso – DPE/MT;

Fabrício Monteiro da Silva – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA;

Fabyola Coutinho Grande Parreira – Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região;

Giovanna Chaves Fermam Vieira – Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso – APROSOJA/MT;

Jonathan Cosme Espírito Santo Pereira – Ministério Público do Estado de Mato Grosso – MPMT;

José Maria do Nascimento – Município de Santo Antônio do Leverger/MT;

Judite Rosa – Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso;

Lenia Freitas Sant’Ana de Oliveira – Município de Chapada dos Guimarães/MT.

Clique neste link para acessar a Portaria n. 8/2026.

https://cesima-mc.tjmt.jus.br/portalcesima-prod/cms/Portaria_n_008_2026_CIA_0029361_74_2026_Designa_membro_do_comite_de_comunicacao_CESIMA_1_c7295a3401.pdf

Acesse aqui o site do Cesima.

https://cesima.tjmt.jus.br/

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA