Tribunal de Justiça de MT

Conhecimento além da sala de aula marca visita de acadêmicos ao TJMT

Publicado em

Mulher de roupa preta discursa para grupo de jovens em pé no Memorial do Judiciário Mato-Grossense, com fotos históricas ao fundo.Acadêmicos de Direito de Tangará da Serra tiveram a oportunidade de sair dos livros e vivenciar in loco a rotina do Poder Judiciário mato-grossense nesta quarta-feira (17). Por meio do projeto Nosso Judiciário, 20 estudantes da Faculdade de Educação Superior de Tangará da Serra (Faest) e da Anhanguera visitaram a sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, acompanharam uma sessão de julgamento e conversaram com magistrados sobre carreira, desafios e perspectivas da profissão.
No Espaço Memória do TJMT, os alunos participaram de um bate-papo com a juíza Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli, titular do Gabinete 4 da Primeira Turma Recursal do Poder Judiciário de Mato Grosso e presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam).
Ao receber os estudantes, a magistrada destacou a importância da aproximação entre o Judiciário e a comunidade acadêmica, especialmente pela participação inédita de uma turma de Tangará da Serra (253km da capital) no projeto. “Fiquei muito feliz que mais acadêmicos universitários tenham acesso a esse programa, que há 11 anos promove encontros e ajuda a desmistificar a imagem de distância e falta de acesso ao Tribunal de Justiça”, afirmou.
Abordagem interativa
Em vez de conduzir uma palestra tradicional, a juíza optou por um diálogo aberto com os estudantes, respondendo perguntas sobre carreira, rotina da magistratura, tecnologia e os desafios da profissão.
Mulher de cabelos pretos, roupa e colar pretos sorri para a câmera. Ao fundo, quadros emoldurados com fotos históricas em exposição.Ao final do encontro, ela ressaltou que a interação foi o principal objetivo da atividade. “Eu quis fazer diferente. Quis ouvir deles o que querem saber sobre o Judiciário e sobre a vida de um magistrado. A mensagem que deixo é justamente de interação e aproximação, que é um discurso recorrente do Poder Judiciário”, explicou.
Mulher jovem de cabelos cacheados pretos, óculos redondos e blusa preta sorri. Ao fundo, quadros históricos e vitrines com documentos em exposição.A professora e coordenadora do Núcleo de Práticas Jurídicas da Faest, Letícia Barros Silva, destacou o impacto da experiência para a formação dos estudantes. “Trouxemos acadêmicos da Faest e da Anhanguera, de períodos distintos, para possibilitar que conhecessem o funcionamento do Tribunal de Justiça. Muitos estiveram pela primeira vez no Palácio da Justiça, tiveram acesso a juízes, desembargadores e puderam acompanhar uma sessão de julgamento. Eles saem daqui com muito mais conhecimento, simpatia pelo Tribunal e uma experiência que certamente contribuirá para suas carreiras”, avaliou.
Segundo ela, a atividade reforça a importância de conectar o conteúdo aprendido em sala de aula à prática profissional. “As aulas se tornam muito melhores quando acontecem em campo. Uma coisa é explicar o regimento do Tribunal, outra é mostrar na prática por que ele existe”, observou.
Prática fortalece a formação
Mulher de cabelos pretos e homem jovem de óculos e blazer bege seguram um Glossário Jurídico no Memorial do Judiciário Mato-Grossense.Para o acadêmico Matheus Gonçalves Prestes, do 9º semestre da Faest, a visita superou as expectativas e proporcionou uma visão concreta da atuação jurídica. “Essa experiência fora da sala de aula enriquece muito o conhecimento do futuro profissional do Direito, porque nos permite sair da formação acadêmica com uma bagagem prática”, disse.
Matheus também destacou a oportunidade de assistir a uma sustentação oral durante a sessão. “Foi muito interessante observar a dinâmica da atuação de uma advogada na prática. Isso contribui muito para a nossa formação e para a compreensão do exercício profissional”, afirmou.
Homem de cabelos escuros, camisa azul-claro sorri para a câmera. Ao fundo, bandeiras e o painel do Memorial do Judiciário Mato-Grossense.Responsável pela coordenação das visitas guiadas do projeto, o técnico judiciário Neif Feguri explicou que a turma de Tangará da Serra encerrou o primeiro semestre de atividades do Nosso Judiciário. “Esta foi a 16ª turma acadêmica a visitar o Tribunal de Justiça neste semestre. No segundo semestre devemos receber entre 18 e 21 novas turmas. Anualmente, passam pelo projeto cerca de 36 turmas, reunindo acadêmicos de diversas cidades de Mato Grosso e até de outros estados”, informou.
Segundo ele, ao longo dos 11 anos de existência do projeto, mais de 11 mil acadêmicos de 17 municípios mato-grossenses e também de Rondônia já participaram das visitas.

Autor: Roberta Penha

Leia Também:  Curso do CNJ convida para reflexão sobre atendimento humanizado à população LGBTQIAPN+

Fotografo: Junior Silgueiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Projeto Interligue Já alcança 93% de acordos e fortalece saneamento ambiental em Cuiabá

Published

on

A 6ª edição do Mutirão de Conciliação do Projeto Interligue Já encerrou suas atividades com índice de 93,18% de efetividade conciliatória, consolidando a iniciativa, que completa dois anos de atuação, como uma importante ferramenta de promoção do saneamento básico e da preservação ambiental em Cuiabá.

Realizado entre os dias 8 e 12 de junho, durante a Semana da Pauta Verde 2026, o mutirão resultou na formalização de 314 acordos para regularização da ligação de imóveis à rede pública de esgotamento sanitário. Todas as audiências são realizadas por videoconferência.

A iniciativa é do Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Ambiental (Cejusc Ambiental) da Comarca de Cuiabá, em parceria com o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), a concessionária Águas Cuiabá e o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do PJMT.

Durante os cinco dias de mobilização, foram pautados 551 procedimentos referentes a imóveis localizados nos bairros Jardim das Américas, Duque de Caxias I, Bosque da Saúde, Quilombo e Santa Rosa, além de casos remanescentes de mutirões anteriores. Das 337 audiências realizadas, 314 resultaram em acordo e apenas 23 terminaram sem composição.

Os números representam um avanço em relação à edição anterior, realizada em março deste ano. O total de acordos passou de 271 para 314, enquanto as ausências caíram de 253 para 214. A taxa de efetividade conciliatória cresceu de 90,64% para 93,18%.

O coordenador do Núcleo de Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador Rodrigo Roberto Curvo, afirmou que os resultados do projeto evidenciam o potencial da conciliação para promover mudanças concretas na sociedade. Disse ainda que a ligação correta dos imóveis à rede pública de esgoto é uma medida que beneficia toda a coletividade.

Leia Também:  Escuta Cidadã reúne diferentes vozes para pensar uma Justiça mais acessível e inclusiva

“Quando o esgoto recebe o tratamento adequado, reduzimos a contaminação de rios e córregos, prevenimos doenças e promovemos mais qualidade de vida para a população. O Projeto Interligue Já demonstra que, por meio do diálogo e da cooperação entre as instituições e os cidadãos, é possível avançar na efetivação de políticas públicas essenciais para o desenvolvimento sustentável de Cuiabá”, avaliou o desembargador.

Para o gestor-geral do Cejusc Ambiental, Samir Oliveira, os resultados demonstram que o projeto vem cumprindo seu papel de promover soluções consensuais e ampliar a conscientização da população sobre a importância da conexão dos imóveis à rede de esgoto.

“Os mutirões têm apresentado resultados cada vez mais expressivos, não apenas pelo número de acordos firmados, mas também pelo alcance social e ambiental da iniciativa. Percebemos que muitas pessoas procuram o Cejusc espontaneamente para regularizar seus imóveis após tomarem conhecimento do projeto, o que evidencia o fortalecimento da cultura da conciliação e da responsabilidade ambiental”, explicou.

O Projeto

Criado há dois anos, o Projeto Interligue Já reúne instituições públicas e privadas em uma atuação integrada voltada à ampliação das ligações à rede coletora de esgoto. Conforme dados da concessionária Águas Cuiabá, desde o início do projeto, a carga poluidora que deixa de ser lançada diariamente nos rios e córregos da capital passou de 14 para 20 toneladas por dia, refletindo os avanços alcançados na regularização dos imóveis.

A adesão da população tem sido um dos principais fatores para o sucesso do Projeto Interligue Já. Dados do Cejusc Ambiental mostram que 90% dos participantes das audiências realizadas em 2025 firmaram acordos para regularizar a conexão de seus imóveis à rede pública de esgoto. Os resultados também foram confirmados pelas vistorias técnicas após as conciliações, que registraram índices de regularização de 93% no bairro Grande Terceiro, 91% no Jardim Aclimação e 90% no Santa Rosa II.

Como funciona o Mutirão Interligue Já

Leia Também:  Cobrança de dívida é extinta após prazo legal para ação

Como um imóvel é incluído no projeto?

A concessionária identifica imóveis que possuem rede pública de esgoto disponível, mas ainda não estão conectados a ela. Esses casos são encaminhados ao Ministério Público, que instaura um procedimento e o envia ao Cejusc Ambiental para tentativa de solução consensual.

O que acontece depois?

O proprietário é convidado para uma audiência de conciliação no Cejusc Ambiental. Participam representantes da concessionária, do Município, da agência reguladora e do Ministério Público.

Qual é o objetivo da audiência?

Orientar o morador, esclarecer dúvidas e construir uma solução viável para regularizar a ligação do imóvel à rede de esgoto.

Por que é feito um acordo?

Muitos proprietários precisam de prazo para executar a obra ou possuem dúvidas técnicas sobre a interligação. O acordo registra os compromissos assumidos e estabelece um prazo para que a adequação seja realizada.

Quem paga pela obra?

A adequação das instalações internas do imóvel é responsabilidade do proprietário, que deve contratar um profissional de sua confiança para realizar a conexão à rede coletora.

Como a regularização é comprovada?

Após a conclusão da obra, a concessionária realiza uma vistoria técnica e emite um laudo que atesta a regularidade da interligação.

Quais os benefícios do acordo?

A solução consensual evita a judicialização e contribui para a ampliação do saneamento básico. Com mais imóveis conectados à rede de esgoto, há ganhos para a saúde pública, para o meio ambiente e para a qualidade de vida da comunidade.

Próximos mutirões

Duas novas edições já estão previstas para o segundo semestre de 2026: de 14 a 18 de setembro e de 14 a 18 de dezembro. A expectativa é de ampliar o atendimento a novos bairros e dar sequência aos resultados ambientais e sociais obtidos pelo projeto.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA