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Cemulher capacita integrantes da rede de enfrentamento à violência contra a mulher de Acorizal

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Foto horizontal em plano aberto que mostra um salão repleto de pessoas sentadas, assistindo à palestra da juíza Tatyana Lopes, que está à frente, em pé, com o microfone na mão. Com uma população de cerca de cinco mil habitantes, sendo quase duas mil mulheres acima de 15 anos de idade, o município de Acorizal (70 km ao norte de Cuiabá) recebeu a primeira capacitação da rede municipal de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, promovida pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Poder Judiciário (Cemulher-MT), na última sexta-feira (13).

Formada há menos de seis meses, a rede de enfrentamento daquele município é composta por cerca de 40 participantes, representantes do setor público e da sociedade civil organizada, como servidores das secretarias município de Educação, Saúde, Assistência Social, Secretaria de Estado de Educação, Conselho Tutelar, Câmara Municipal e Alcoólicos Anônimos.

Foto horizontal em plano médio que mostra a juíza Tatyana Lopes, durante entrevista à TV Justiça. Ela é uma mulher parda, de cabelos longos, lisos e castanhos, olhos castanhos, usando blusa prateada e blazer branco. Ela está em um salão onde realizou palestra da Cemulher.A capacitação contou com palestra da juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, titular da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá e coordenadora da rede de enfrentamento à violência contra a mulher da capital. Ela falou sobre superação feminina, história da Lei Maria da Penha, tipos de violência contra a mulher e como fazer seu enfrentamento.

“A rede de Acorizal foi instalada em setembro do ano passado e tivemos uma boa aceitação. E tivemos essa capacitação porque nós sabemos que o problema da violência é complexo, é multifatorial, é enraizado nas desigualdades históricas entre homens e mulheres. Então, é muito importante capacitar a rede, explicar sobre a importância dessa articulação e integração entre todas as instituições para que a gente possa combater a violência, para que a vítima tenha um atendimento rápido, eficaz e humanizado”, disse.

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A equipe da Cemulher também levou informações sobre a Lei 14.899/2024, que trata da implementação de plano de metas para o enfrentamento integrado da violência doméstica e familiar contra a mulher. Conforme a legislação, municípios que apresentarem o plano de metas terão acesso a recursos federais para investimento exclusivo nessa área.

Servidoras do Espaço Caliandra, do Ministério Público Estadual, também participaram da formação aos membros da rede de enfrentamento de Acorizal, destacando os serviços do espaço de acolhimento às mulheres vítimas de violência doméstica. Após a capacitação, os integrantes da rede elegeram os membros da coordenação responsável pela condução dos trabalhos.

Foto horizontal em plano médio que mostra o secretário de Assistência Social de Acorizal, Roberth Lima. Ele é um homem negro, de olhos castanhos, cabelos e barba pretos, usando camiseta polo preta. Atrás dele, há banner da Cemulher. Para o secretário de Assistência Social de Acorizal, Roberth Lima, a capacitação oferecida pelo Tribunal de Justiça possibilitará às mulheres em situação de violência uma referência para buscar ajuda. “Estamos bastante esperançosos com a vinda da equipe do Tribunal de Justiça e da doutora Tatyana para que a gente possa implantar dentro do município essa rede de enfrentamento”, disse.

Conforme o secretário, a situação do município é de poucas denúncias, que ele acredita ser decorrente de subnotificação. “Eu acredito que a gente precisa passar por esse processo de capacitação e formação para dar esse suporte para essas mulheres e fazer com que elas entendam que é necessário buscar ajuda. Eu acredito que a maioria sente ainda muito medo, receio de buscar ajuda. E uma campanha de fortalecimento da rede vai trazer um resultado muito positivo”, avalia.

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Com um Legislativo Municipal composto por sete parlamentares, Acorizal conta com três vereadoras, dentre elas Léia Monteiro, que é integrante da rede de enfrentamento. “Como vereadora, fico muito feliz e agradeço ao Tribunal de Justiça por estar aqui. Acredito que diante de uma comissão formada aqui, vai ficar bem mais fácil levar divulgação, para as mulheres não terem medo de se manifestar”, disse.

Foto horizontal em plano médio da conselheira tutelar Stefany de Arruda, durante entrevista à TV Justiça. Ela é uma mulher negra, de cabelos longos com mechas loiras, usando colete azul. Ela está em frente a um prédio público onde funciona o Centro de Convivência de Idosos de Acorizal.A conselheira tutelar Stefany Patrícia de Arruda classifica a capacitação como um momento muito importante para o município. “Vamos ter uma rede treinada para ajudar essas mulheres e meninas que são vítimas desse tipo de violência. Uma rede capacitada ajuda a identificar os casos porque, às vezes a pessoa não tem a capacidade de denunciar aquele crime que está sofrendo porque fica com medo. E a partir do momento em que a gente tem uma equipe capacitada, ela pode identificar e ajudar mesmo que a pessoa não procure de imediato”, comentou.

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Fotos: Anderson Borges e Celly Silva

Autor: Celly Silva

Fotografo: Anderson Borges

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Novo modelo de vitaliciamento amplia papel de preceptores na formação de juízes substitutos

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Os magistrados preceptores terão papel central e mais estruturado no processo de vitaliciamento dos juízes substitutos em Mato Grosso, conforme nova sistemática adotada no Poder Judiciário estadual. A medida reforça o acompanhamento contínuo e individualizado dos novos magistrados e magistradas desde o ingresso na carreira, com foco no aprimoramento técnico, ético e institucional ao longo do estágio probatório.

O novo modelo, alinhado às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estabelece que o processo de vitaliciamento tenha início já na posse do magistrado. Os preceptores passam a atuar de forma direta na orientação e avaliação dos juízes substitutos, contribuindo para a formação prática e para a consolidação de competências essenciais ao exercício da jurisdição.

Para dar suporte técnico ao procedimento, a Corregedoria-Geral da Justiça instituiu a Comissão Permanente de Vitaliciamento, responsável por consolidar avaliações, propor diretrizes e auxiliar no monitoramento das atividades de formação.

Link decisão do corregedor


A medida foi formalizada por decisão do corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador José Luiz Leite Lindote, assinada em 22 de junho, em conformidade com a Resolução n. 654/2025 do Conselho Nacional de Justiça, que disciplina o tema em âmbito nacional, mantendo a condução e a decisão final sobre o processo à Corregedoria.

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LinkResolução 654


Como será na prática

O acompanhamento será feito com base em critérios objetivos e abrangentes, que vão além do domínio jurídico. Entre os aspectos avaliados estão a produtividade, a qualidade da prestação jurisdicional, a conduta funcional e ética, a assiduidade, a pontualidade, a capacidade de comunicação, liderança e cooperação, além da responsabilidade digital e participação em atividades formativas.

O modelo também prevê a elaboração de relatórios periódicos e avaliações sistematizadas, conferindo maior transparência, uniformidade e segurança ao processo de vitaliciamento. Esse acompanhamento contínuo permitirá uma análise mais completa e qualificada do desempenho dos magistrados ao longo dos dois primeiros anos de exercício.

Com essa atuação próxima, os magistrados preceptores assumem função estratégica na formação da magistratura, em articulação com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT). A proposta é integrar teoria e prática, garantindo que os novos juízes estejam preparados para enfrentar os desafios de uma sociedade cada vez mais complexa e digital.


Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

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Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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