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Capacitação em atendimento pré-hospitalar amplia preparo do Judiciário para emergências

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Uma sala de treinamento com bombeiros fardados de laranja ensinando primeiros socorros a um grupo sentado. Em primeiro plano, uma mesa com manequins de simulação (adulto e bebê), colares cervicais e equipamentos médicos. O ambiente é claro e profissional.A abertura do Curso de Capacitação em Primeiros Socorros e Atendimento Pré-Hospitalar, promovido pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) em parceria com a Coordenadoria Militar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), marca mais uma ação permanente do Judiciário voltada à formação de magistrados e servidores, com foco na segurança institucional e na proteção à vida. O curso teve início nesta quarta-feira (14) e segue até esta quinta-feira (15), de forma presencial, na sede da Esmagis-MT.

A capacitação reúne magistrados, servidores, comissionados, policiais militares, vigilantes e colaboradores terceirizados do Poder Judiciário. A proposta é preparar os participantes para atuar em situações de emergência, prestando os primeiros atendimentos até a chegada de equipes especializadas, além de ampliar a preservação de riscos nos prédios e nas comarcas.

A formação atende às exigências da Lei Estadual nº 12.149/2023, que trata da Segurança Contra Incêndio e Pânico, e da Norma Técnica do Corpo de Bombeiros nº 34/2020, que regulamenta a formação de brigada de incêndio em órgãos públicos. A iniciativa também dialoga com a responsabilidade institucional do Judiciário em garantir ambientes mais seguros para quem trabalha e para a população que busca atendimento nas unidades judiciais.

Uma bombeira fardada de laranja faz uma apresentação. Ela gesticula com as mãos ao lado de um telão com o texto A chefe da Divisão de Prevenção e Combate a Incêndios do TJMT, tenente-coronel bombeiro militar Aline Regina Novacki Nunes, destacou que o conhecimento em primeiros socorros vai além do ambiente institucional e pode ser decisivo em situações de emergência.

“O curso de atendimento pré-hospitalar não é importante só no âmbito do Poder Judiciário. Saber o que fazer em um momento de tensão, em uma emergência, é fundamental. Eu acredito que todo mundo deveria fazer ao menos uma vez na vida um curso básico de primeiros socorros, porque a gente nunca sabe quando esse conhecimento vai fazer diferença entre a vida e a morte de alguém”, afirmou.

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Segundo a tenente-coronel, durante os dois dias de atividades, os participantes terão contato com procedimentos básicos e práticas que simulam situações reais. “Eles vão aprender a identificar vítimas de mal súbito, ataque cardíaco, sangramentos, fraturas, hemorragias, e também quando não se deve mexer na vítima. Primeiro socorro não é só fazer algo, é saber quando agir e quando chamar ajuda”, explicou.

Pela Esmagis-MT, o assessor Mário Júnior Vaz afirmou que a capacitação faz parte da preocupação permanente da instituição com a qualificação de magistrados e servidores. “A Escola da Magistratura tem a preocupação de sempre capacitar magistrados, assessores e servidores. Essa formação busca preparar todos para atuar em momentos de sinistro, especialmente em eventos e nas atividades envolvendo a Esmagis”, pontuou.

Entre os participantes, o gestor da 14ª Vara Criminal, Juliano Barroso, ressaltou a relevância do curso também para a vida fora do ambiente de trabalho. “O atendimento pré-hospitalar é um curso muito relevante para todo cidadão. Eu sou motociclista e, muitas vezes, somos os primeiros a chegar em um acidente. Cada minuto é importante para mitigar os danos, seja na postura, na sinalização ou na preservação da área”, relatou.

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Juliano também destacou a importância de saber acionar corretamente os serviços de emergência. “Minha expectativa é ter mais assertividade para comunicar às instituições de segurança e saúde qual é a real situação da vítima, para que elas cheguem preparadas com o equipamento e a equipe adequados”, completou.

Mulher jovem de pele clara e cabelos escuros presos, vestindo uma regata azul-marinho. Ela tem uma expressão serena e atenta, olhando levemente para o lado. O fundo é uma parede clara e neutra, com pessoas desfocadas ao fundoA analista judiciária do TJMT Gabriela Arantes avaliou que o curso contribui diretamente para a prevenção e para a tomada de decisões em momentos críticos. “A importância do curso está na prevenção e no conhecimento teórico e prático. São situações do cotidiano, como engasgos, manobras de reanimação ou uso de torniquete, que podem acontecer no Tribunal, em casa ou no caminho do trabalho”, afirmou.

Para ela, o aprendizado pode ser decisivo nos primeiros minutos de uma ocorrência. “São medidas prévias que ajudam no atendimento posterior e podem evitar que a vítima chegue ao óbito. Em uma emergência, são minutos essenciais, que definem a vida e a morte do paciente”, concluiu.

Coordenado pela coronel PM Jane Sousa Melo, coordenadora Militar do TJMT, o curso integra a política de formação continuada do Judiciário mato-grossense, com foco na preparação de seus quadros para situações de emergência e na construção de ambientes institucionais mais seguros e preparados.

Autor: Flávia Borges

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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