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Blitz na Praça Popular divulga protocolo “Não é Não” contra assédio a mulheres

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Ir além da atividade judicial para salvar vidas. Foi com esse propósito que o Poder Judiciário de Mato Grosso realizou, nesta sexta-feira (06), a primeira blitz informativa sobre o protocolo “Não é Não”. A ação preventiva aconteceu na Praça Popular, em Cuiabá(MT), com a participação de diversas órgãos públicos do Estado e do Município.
A iniciativa de conscientização teve como objetivo agir antecipadamente para evitar situações de constrangimento, assédio e de violência contra a mulher. O foco desta edição foi ambientes de lazer, como bares, restaurantes e casas noturnas onde há consumo de bebidas alcoólicas, instruindo também os estabelecimentos sobre como agir em situações deste tipo.
A blitz informativa foi coordenada pela Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica de Cuiabá, ligada à Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT). A atuação integrada com outras instituições busca ampliar a informações e incentivar a denúncia, garantindo mais segurança às mulheres.

“Ações preventivas são muito importantes. O que a gente quer é que esses crimes não aconteçam. Então, nosso trabalho é também orientar as mulheres que vivem nesse ciclo para que elas possam rompê-lo antes que algo mais grave aconteça”, destacou a juíza Tatyana Lopes Araújo Borges, coordenadora da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá.

Para a major Gabriele Narjara Nazário, comandante da Patrulha Maria da Penha do 1º Comando Regional, a blitz é fundamental para que cada vez mais as mulheres tenham coragem de exigir respeito. “Estamos levando à mulher a conscientização de que o não dela tem que ser respeitado. Nossa presença é para incentivar a todas a exigir respeito”, disse.
Dados da Polícia Judiciária Civil apontam que, no período de 2020 a 2025, Mato Grosso alcançou a média de 49,6 casos de feminicídios por ano, sendo que somente em 2025 foram registrados 53. Diante dos números, a secretária-adjunta do Estado de Políticas Públicas para as Mulheres, Salete Morockoski, defende que a blitz informativa seja expandida para outros municípios.

“Estamos em um momento em que precisamos levar a informação e conscientizar os donos de bares e restaurantes sobre esse protocolo. Então, nós, enquanto Estado, apoiamos essa ideia e queremos que ela chegue a todos os 142 municípios, começando por Cuiabá”, argumentou a secretária-adjunta Salete Morockoski.
Protocolo “Não é não”
O protocolo visa ampliar a segurança e proteção para mulheres em casas noturnas, shows e eventos esportivos e outros ambientes de lazer. A campanha incentiva vítimas ou testemunhas de violência a fazerem a denúncia pelos canais 190 (Polícia Militar) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher), serviços que são gratuitos e seguros.
“O protocolo garante à vítima a segurança nesses estabelecimentos. Então, caso a vítima esteja sendo importunada sexualmente ou sofrendo alguma violência ou ameaça, o estabelecimento deve estar preparado para acolhê-la. Além disso, o estabelecimento também tem a obrigação de preservar as provas, como filmagens”, explicou a juíza Tatyana Lopes.
Participaram da blitz representantes do Poder Judiciário de Mato Grosso, Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania, Polícia Militar, Patrulha Maria da Penha, Defensoria Pública, Assembleia Legislativa, BPW Cuiabá, Conselho Estadual de Direito da Mulher, Ministério Público, Polícia Civil, Instituto dos Advogados Mato-grossenses, Instituto Brasileiro de Direito de Família de Mato Grosso, VVD de Cuiabá, e das secretarias da Mulher, da Ordem Pública e de Assistência Social de Cuiabá.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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“Selo Imprensa por Elas” destaca adesão de veículos de comunicação e busca proteger mulheres

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O troféu e o “Selo Imprensa Por Elas”, entregues aos 27 veículos de comunicação presentes no “Café com a Imprensa – Diálogo e Proteção à Mulher”, marcam o início de novas ações de enfrentamento à violência de gênero a serem desenvolvidas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso. O evento, realizado nesta quarta-feira (15) no Tribunal de Justiça, em Cuiabá, foi o primeiro passo para jornalistas e magistrados construírem juntos um protocolo de cobertura jornalística que proteja as vítimas da violência doméstica e feminicídio.

“Podemos juntos fazer uma transformação cultural. Precisamos do apoio e da parceria dos meios de comunicação para evitar que mais mulheres sejam mortas em seus ambientes íntimos. Esse encontro foi essencial para ouvirmos as dúvidas e sugestões dos profissionais presentes e debatermos questões sensíveis”, ressaltou a coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), desembargadora Maria Erotides Kneip.

Durante o café, foi distribuído o “Guia Rápido –Jornalismo que protege e dignifica” como primeira minuta de um trabalho maior a ser construído, conforme a juíza Ana Graziela Vaz de Campos, membro da Cemulher e vice-presidente do Fórum Nacional de Juízes e Juízas (Fonavid).

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“O ‘Selo Imprensa Por Elas’ destaca os veículos que investem na qualificação de suas equipes e na melhora contínua da cobertura responsável dos casos de violência doméstica. Desse diálogo, vamos construir juntos um protocolo de cobertura jornalística para evitar o chamado efeito copycat, quando se divulga a forma como ocorreu o feminicídio e um caso gera outros similares”, pontuou.

Para a desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, a iniciativa tem como objetivos a “proteção da dignidade das mulheres, a prevenção da revitimização e o estímulo a práticas que contribuam para a responsabilização e reeducação de agressores, inclusive por meio de Grupos Reflexivos”.

Durante o evento, o delegado do Distrito Federal Marcelo Zago trouxe dados de pesquisa científica sobre os impactos da cobertura midiática sobre o assunto, bem como da violência de gênero e feminicídios.

Também estavam presentes o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira; os desembargadores Márcio Vidal e Jonnes Gattas; o secretário-geral do Tribunal de Justiça, juiz Agamenon Alcântara Moreno; a juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, que preside a Rede de Enfrentamento de Cuiabá; além dos juízes Marcos Terencio Agostinho Pires, de Cuiabá; Leonísio Salles de Abreu Júnior, de Chapada dos Guimarães; Rosângela Zacarkim, de Sinop; Suelen Barizon Hartmann, de Tangará da Serra; Djessica Giseli Kuntzer, de Pontes e Lacerda; Juliano Hermont Hermes da Silva, de Várzea Grande; Luciana Sittinieri Leon, de Rio Branco e Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, de Barra do Garças.

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Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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