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Wilson Santos anuncia audiência do Senado e ALMT sobre impactos de hidrelétricas no rio Cuiabá

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) anunciou, durante sessão plenária da última quarta-feira (12), a realização de uma audiência pública promovida pelo Senado Federal em parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para debater os impactos da instalação de hidrelétricas no rio Cuiabá. A iniciativa será conduzida pelo senador Jayme Campos (UB) e está prevista para ocorrer na segunda quinzena de março ou início de abril.
O parlamentar ressaltou que não é contra a empresa Maturati Participações para a realização de novos investimentos e geração de empregos no estado de Mato Grosso e, sim, da instalação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no rio Cuiabá, o que é praticamente inviável. “Essa empresa, há mais de 10 anos, trabalha neste projeto para a construção de seis hidrelétricas. Mesmo a Sema (Secretaria de Estado de Meio Ambiente) tendo indeferido a proposta, a Maturati obteve uma decisão favorável na Justiça Federal, determinando que a ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento) reavalie o processo de disponibilidade hídrica para a instalação das PCHs”, explica.
No dia 25 de fevereiro, Wilson Santos, Jayme Campos (União) e o deputado estadual Juca do Guaraná (MDB) participaram de uma reunião com diretores e superintendentes da ANA, em que obtiveram informações sobre a tentativa da empresa de conseguir uma declaração de disponibilidade de recursos hídricos e evitar que o processo retorne à Sema. “Foi nesse encontro que decidimos realizar a audiência pública, pois queremos encerrar esse assunto. A sub-bacia do rio Cuiabá, pertencente à bacia do Alto Paraguai, já está classificada como zona vermelha para empreendimentos hidrelétricos”, justificou Wilson Santos.
O deputado também mencionou que consultou o engenheiro Thiago Curvo, que apontou uma alternativa sustentável para geração de energia limpa e renovável com a instalação de placas solares fotovoltaicas em uma área de aproximadamente 1.200 hectares, com capacidade para gerar 146,62 megawatts.
A mobilização contra a instalação das PCHs no rio Cuiabá segue como uma das principais pautas de Wilson Santos na ALMT.

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Fonte: ALMT – MT

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CPI da Saúde faz 261 perguntas, mas empresários optam pelo silêncio

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quarta-feira (19), a oitiva de quatro empresários convocados para prestar esclarecimentos sobre fatos relacionados à investigação DE possíveis irregularidades em licitações da Secretaria de Estado de Saúde (SES) no período de 2019 a 2025. Ao longo da reunião, foram feitas 261 perguntas aos depoentes, que optaram por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio.

Prestaram depoimento Luiz Gustavo Castilho Ivoglo, Osmar Gabriel Chemin e Gabriel Naves Torres Borges, ligados à empresa MedTrauma, além do médico Bruno Castro. Apenas Ivoglo participou presencialmente da reunião, realizada na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat. Os demais acompanharam a sessão de forma virtual, todos acompanhados de seus respectivos advogados.

Os questionamentos apresentados pelos integrantes da CPI abordaram diferentes aspectos dos fatos investigados, entre eles contratos e pagamentos na área da saúde, registros de frequência de profissionais, prestação de serviços médicos, processos de indenização e apontamentos de auditorias realizadas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE).

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Durante a oitiva, também foram apresentadas perguntas relacionadas a possíveis inconsistências em documentos e folhas de frequência, ausência de registros de profissionais, cobrança por plantões sem comprovação de execução e pagamentos realizados por meio de processos indenizatórios.

O procurador da ALMT Francisco de Brito explicou que os convocados tiveram assegurados o acesso aos autos, o acompanhamento por advogados e o direito constitucional de permanecer em silêncio. Segundo ele, o exercício desse direito não impede o prosseguimento dos trabalhos da CPI, que dispõe de outros instrumentos para produção de provas, como requisição de documentos, pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal e solicitação de informações e auditorias a órgãos de controle.

Nova etapa – A próxima reunião da CPI da Saúde está marcada para quarta-feira (26), às 14h, quando deverão ser ouvidos o ex-secretário de estado de Saúde Gilberto Figueiredo e a ex-secretária adjunta Caroline Campos Dobes.

Conforme informado durante a reunião, a comissão iniciou as oitivas com técnicos da Controladoria Geral do Estado (CGE), passou por representantes da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e, posteriormente, ouviu empresários relacionados aos fatos investigados.

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A expectativa é que, após a próxima rodada de depoimentos, a comissão avance para a elaboração de um relatório parcial sobre os elementos já analisados, sem prejuízo da inclusão de novos documentos e informações que possam contribuir para a investigação.

Fonte: ALMT – MT

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