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Secretarias de Estado apresentam metas físicas do primeiro semestre de 2023

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A Comissão de Fiscalização e Acompanhamento Orçamentária (CFAEO) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (2), mais uma audiência pública para quatro secretarias apresentarem as metas físicas do primeiro semestre de 2023. 

A primeira a apresentar as ações foi a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). O secretário-adjunto executivo de Meio Ambiente, Alex Morega, afirmou que o estado realizou 7.205 autos de infração, mas a meta prevista para 2023 era de seis mil. “Hoje, os proprietários rurais estão cumprindo a legislação. O estado está reprimindo de forma dura o desmatamento ilegal. O governador Mauro Mendes conseguiu aumentar a legalidade do desmatamento, que está em 40%, mas já foi de 2%. Isso acontece porque a fiscalização é mais eficiente. A meta é chegar a 100% de desmatamento dentro da lei e zerar o desmatamento ilegal”, explicou Morega. 

O secretário-adjunto de Minas e Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Paulo dos Santos Leite, afirmou que uma das metas atingidas pelo governo no primeiro semestre foi a conclusão da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres. Segundo ele, 99% da obra está concluída. “A ZPE de Cáceres é antiga, tem mais de 30 anos. Infelizmente, durante o processo das obras, houve várias interrupções. Mas no governo Mauro Mendes, a obra foi retomada e já está no processo de alfandegamento. A ZPE já foi requerida na Receita Federal e, para o empreendimento, existem quatro indústrias interessadas a instalarem na região”, disse Leite.

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O secretário-adjunto de programas estratégicos da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Flávio Gledson Bezerra, destacou que, no primeiro período de 2023, o governo do estado vem implementando o Programa Vigia Mais Mato Grosso (barreira digital). Segundo ele, o programa foi aderido por 121 municípios e implantados em 110 cidades mato-grossenses.  “As câmeras de segurança são colocadas nas entradas das cidades, com parcerias das prefeituras. A intenção é de, até o final do ano, chegar aos 141 municípios mato-grossenses. Já foram instaladas pouco mais de 15 mil câmeras ao custo de R$ 30 milhões. É um processo estratégico de segurança pública para Mato Grosso”, observou Flávio Bezerra.

O secretário de Estado de Educação, Allan Porto, afirmou que a Seduc, em 2023, atendeu 55,5 mil alunos pela educação de jovens e adultos (EJA) mas, segundo ele, a meta é de atingir 65 mil estudantes. Nesse período, o EJA atingiu um total de 31.310 estudantes matriculados na rede de ensino. Outro dado informado pelo secretário foi da reforma de 200 escolas de um total de 680 unidades de ensino existentes em todo o Mato Grosso. Do total de prédios escolares, 563 deles estão climatizados. Outra informação apresentada pelo secretário foi que todos os estudantes têm acesso a internet. 

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No transporte escolar, segundo ele, 100% dos estudantes estão sendo atendidos. A manutenção dos espaços educacionais, a meta era atingir 363 unidades, mas atingiu 151 unidades. O investimento foi da ordem de R$ 13 milhões. O governo já enviou para as escolas cerca de R$ 10 milhões à realização de manutenção preventiva. “O dinheiro é repassado direto nas contas das escolas”, disse Porto.  

O presidente da Comissão de Fiscalização, deputado Carlos Avallone (PSDB), afirmou que a audiência pública é importante para a Assembleia Legislativa fiscalizar as ações que estão sendo executadas pelo governo do estado, de acordo com o que foi proposto no orçamento anual. “É preciso acompanhar para saber como está sendo desenvolvido o orçamento. Se vamos conseguir cumprir as metas, o que está adianto ou atrasado. É o momento que o governo tem para mostrar suas ações. Hoje, as demandas são quase infinitas por isso precisamos estar atentos as ações de todas as secretarias”, disse Avallone.   

Fonte: ALMT – MT

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Comissão da ALMT avança em projetos para proteção do Pantanal, da fauna e dos recursos hídricos

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Celebrado nesta sexta-feira, 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a importância da preservação dos recursos naturais e da construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Recursos Minerais e Direitos dos Animais Domésticos de Companhia tem contribuído para esse debate por meio da análise de projetos de lei e discussões sobre temas estratégicos, como proteção do Pantanal e a situação dos pescadores do estado.

De janeiro até a primeira semana de junho de 2026, o colegiado realizou três reuniões ordinárias e uma extraordinária e analisou 102 matérias. Além disso, a comissão promoveu, em maio, uma audiência pública para debater os impactos da Lei da Pesca.

Entre os projetos que tiveram parecer favorável aprovado pela comissão, destacam-se iniciativas voltadas à proteção do Pantanal, à preservação da fauna silvestre e à conservação dos recursos hídricos. Um deles é o Projeto de Lei (PL) nº 2076/2025, de autoria do deputado Beto Dois a Um (Podemos), que institui o Estatuto de Proteção Permanente do Pantanal Mato-grossense. A proposta estabelece diretrizes estaduais para prevenção e combate às queimadas, utilização de tecnologias de monitoramento ambiental, criação de brigadas comunitárias e elaboração de um plano estadual de resposta emergencial para enfrentar eventos extremos.

Foto: Karen Malagoli / Secretaria de Comunicação Social

Outro projeto que recebeu parecer favorável da comissão foi o PL nº 73/2022, do deputado Valdir Barranco (PT). O texto prevê a implantação de ecodutos para possibilitar a travessia segura da fauna sob rodovias, ferrovias e estradas. A medida busca reduzir o número de atropelamentos de animais silvestres e contribuir para a preservação da biodiversidade mato-grossense, especialmente em áreas de grande circulação e fragmentação de habitats naturais.

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Também se destaca a aprovação do PL nº 295/2026, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos d’Água. A proposta tem como objetivo fortalecer ações de preservação dos recursos hídricos e ampliar mecanismos de prevenção à degradação ambiental em bacias hidrográficas do estado.

Presidente da comissão, o deputado Eduardo Botelho (MDB) destacou que os trabalhos desenvolvidos no primeiro semestre reforçam o compromisso da Assembleia Legislativa com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Segundo ele, o colegiado tem debatido temas estratégicos para o estado, como a proteção do Pantanal, os recursos hídricos, a política pesqueira, a prevenção das queimadas e a produção sustentável. “A comissão tem trabalhado muito neste primeiro semestre. Discutimos a questão do Pantanal, que era um assunto mais urgente e fomos in loco, inclusive com o pessoal da Sema e do Corpo de Bombeiros, fazer uma visita na região”, afirmou.

A audiência pública promovida pela comissão teve como objetivo discutir os impactos da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero. O encontro reuniu representantes das 22 colônias de pescadores de Mato Grosso, parlamentares, integrantes do governo estadual e membros da cadeia produtiva da pesca para avaliar os efeitos sociais, econômicos e ambientais da legislação.

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Para Botelho, o debate sobre a pesca demonstra a preocupação da comissão em buscar soluções equilibradas para questões que envolvem meio ambiente e desenvolvimento econômico. “Neste semestre, começamos a debater o Transporte Zero do pescado, realizando uma audiência pública muito importante e concorrida, na qual buscamos alternativas positivas para o setor”, destacou.

O parlamentar reforçou ainda que Mato Grosso tem papel estratégico na produção de alimentos e na preservação ambiental, sendo referência nacional e internacional nesses dois segmentos. “Nesta data comemorativa do Meio Ambiente, faço um chamado para que possamos unir esforços, governo, setor produtivo, comunidade científica e sociedade civil, em favor de políticas públicas equilibradas, responsáveis e sustentáveis. Preservar o meio ambiente não é impedir o desenvolvimento. Preservar o meio ambiente é garantir que o desenvolvimento continue sendo possível”, afirmou.

Atualmente, a Comissão de Meio Ambiente da ALMT é presidida pelo deputado Eduardo Botelho e tem como vice-presidente Carlos Avallone (PSDB). Também integram o colegiado, como membros titulares, os deputados Nininho (Republicanos), Valmir Moretto (Republicanos) e Wilson Santos.

Fonte: ALMT – MT

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