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Interventora Danielle Bertucini presta contas à Comissão de Saúde da ALMT

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Convocada pela Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a interventora na Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, Danielle Bertucini, afirmou que foram aprovados 1861 candidatos no último concurso, e desse total já foram convocadas 1321 pessoas, ou seja, 71,2% de todos os aprovados. O total de vagas ofertadas foi de 2.162.

De acordo com Bertucini, não foram convocados todos os aprovados por falta de fluxo financeiro de caixa. “Quando é feita uma nova chamada, é necessário haver a demissão de outros, porque tem um custo de rescisão. Enquanto isso, a nomeação dos aprovados acaba afetando todo o curso de funcionamento da pasta, porque são servidores novos e precisam ser capacitados”, disse a interventora. 

A interventora disse ainda que, durante o período de intervenção, foi apresentado no Plano de Ação – nos órgãos de controle – o cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), iniciado em 2014. Nesse termo, segundo ela, a Secretaria Municipal de Saúde teria que ter, em seu quadro de funcionários, 25% de contratos temporários. 

“Caso todos os convocados se apresentem, vamos chegar a 71% do quadro de efetivos no geral. Nós dependemos da posse desses servidores, após isso, tomaremos uma decisão se faremos mais uma convocação este ano ou encerramos os contratos temporários a vencer. Mas o nosso compromisso é de ter 25% de contrato temporário”, afirmou Daniella Bertucini.  

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Em relação às vagas disponíveis, Bertucini disse que na Secretaria Municipal de Saúde especificas para a saúde, somam quase seis mil cargos. “Hoje, temos 3.364 servidores efetivos e 2.165 contratados na ativa e com uma disponibilidade de 431 de cargos vagos. Mesmo fazendo essa análise, há um inchaço não na área finalística, mas na área meio. Percebemos que a necessidade da população é na finalística, médico (clinico geral) já convocamos todos os aprovados e para técnico de enfermagem”, disse a interventora.       

Bertucini disse que foi aberto o processo seletivo da Empresa Cuiabana para a realização das provas em dezembro deste ano. “A equipe vem trabalhando para a organização nessa empresa, com a redução dos cargos, que inicialmente era de pouco mais de 1700 servidores, e na nova proposta é de reduzir para 1250”.

De acordo com Lúdio Cabral (PT), o foco da comissão é de que todos os aprovados no concurso público sejam chamados e tomem posse nos respectivos cargos. “Mesmo com todas as nomeações, ainda teremos um cenário com muitos contratos temporários. Além disso, há necessidade de nomear os candidatos classificados. Um outro ponto, são alguns questionamentos sobre as nomeações, que precisam ser equacionadas”, disse Cabral.

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Lúdio Cabral disse ainda que a Comissão de Saúde fará o encaminhamento de todos os estudos feitos pelos aprovados (não convocados do concurso) para o comitê de intervenção respondê-los e, com isso, sanar as inconsistências. “Gostaríamos que nas respostas fossem colocadas os estudos e esforços para em dezembro uma nova convocação (fevereiro e maio de 2024). Essas informações têm que ser colocadas em documentos”, explicou o parlamentar. 

“É preciso que se faça o máximo de convocações, mas se isso não acontecer que fique documentado por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta, para que todas as nomeações aconteçam o mais rápido possível, no primeiro semestre de 2024, a aquelas nomeações que forem realizadas até o final de 2023″, disse Cabral.  

Fonte: ALMT – MT

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CCJR aprecia 23 matérias e debate propostas voltadas à transparência, saúde e direitos trabalhistas

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A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) apreciou 23 matérias durante a 10ª reunião ordinária realizada na tarde desta terça-feira (9). Os trabalhos foram conduzidos pelo vice-presidente da comissão, deputado Diego Guimarães (Republicanos), e contaram com a participação dos demais membros, deputado Júlio Campos (União), Eduardo Botelho (União) e Chico Guarnieri (PRD).

Entre as matérias analisadas está a aprovação do parecer favorável ao Projeto de Resolução nº 748/2026, de autoria da Mesa Diretora, que estabelece mecanismos de transparência, controle e rastreabilidade das emendas parlamentares. Ao defender a proposta, o deputado Júlio Campos (União) ressaltou a importância de ampliar o acesso da população às informações sobre a destinação dos recursos públicos.

“Esse projeto garante transparência, controle e rastreabilidade das emendas parlamentares. É importante demonstrar à sociedade mato-grossense onde os recursos estão sendo aplicados, como são utilizados e quais benefícios geram para a população”, afirmou.

Outro tema com parecer favorável, foi o Projeto de Lei nº 910/2025, de autoria do deputado Eduardo Botelho (União), que cria um protocolo de atendimento para pacientes oncológicos. Segundo o parlamentar, a proposta busca oferecer mais orientação e segurança aos pacientes e familiares desde o diagnóstico da doença.

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“Muitas famílias recebem o diagnóstico e ficam sem saber qual caminho seguir. O projeto cria um protocolo para orientar o paciente, definir procedimentos e dar mais segurança a quem enfrenta esse momento tão difícil”, explicou.

A comissão mante a derruba ao Veto Total nº 45/2026, referente ao Projeto de Lei nº 841/2023, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que trata da proteção dos trabalhadores terceirizados da administração pública. Ao comentar a matéria, Botelho defendeu a importância da proposta para garantir segurança jurídica aos profissionais.

“Já existe entendimento consolidado no Supremo Tribunal Federal de que trabalhadores terceirizados que exercem as mesmas atividades devem ter condições equivalentes às dos servidores da administração direta. O projeto busca justamente assegurar essa proteção”, afirmou Eduardo Botelho.

Durante a reunião, os parlamentares também apreciaram vetos encaminhados pelo Poder Executivo e projetos relacionados às áreas de saúde, educação, cultura e desenvolvimento econômico. Quatro matérias foram retiradas de pauta: o PL nº 1196/2025, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD); o PL nº 311/2025 e o PLC nº 12/2026, ambos de autoria do deputado Max Russi (PSB); e o PL nº 753/2025.

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Além das retiradas de pauta, a comissão emitiu parecer contrário ao Projeto de Lei nº 514/2023, de autoria do deputado Valdir Barranco (PT), e ao Projeto de Lei nº 99/2025, de autoria da deputada Janaina Riva (MDB). As demais matérias seguiram tramitação conforme os pareceres apresentados pelos relatores.

Fonte: ALMT – MT

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