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Deputado defende nome de médico pioneiro para o Hospital Central

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) mantém sua posição em favor do Projeto de Lei n.º 952/2020, que propõe nomear o Hospital Central em homenagem ao médico e pioneiro da dermatologista em Mato Grosso, Benedito Vieira de Figueiredo, o Doutor Bené, reconhecido por sua dedicação à saúde da população mato-grossense por mais de 50 anos.

O deputado apresentou um substitutivo integral à proposta dos parlamentares da ala evangélica, que sugeriram o nome do pastor Sebastião Rodrigues de Souza para nomear a nova unidade hospitalar. No momento, está em análise pela Comissão Permanente de Saúde da Assembleia Legislativa.

“Eu não tenho nada contra o pastor Sebastião. Jamais! Só tenho respeito. Tanto que, quando fui prefeito de Cuiabá, fui o primeiro e único que o homenageou publicamente, em vida. Quem passa na Avenida das Torres, depara com as homenagens feitas, e ele será sempre lembrado. E já sugeri, na Casa de Leis, para eternizar o nome dele no Grande Templo, que é o melhor lugar, já que foi responsável pela construção desta belíssima obra, que é considerada uma das maiores da América Latina e conhecido por seu legado com importantes trabalhos de evangelização e na realização de ações sociais”, justificou o parlamentar.

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O Hospital Central também pode constar o nome do evangélico, explica Wilson Santos, nas alas ou blocos na nova unidade hospitalar. “Também, tivemos sugestões de outros parlamentares, como o nome da pioneira na enfermagem em Mato Grosso, Amália Curvo de Campos, também do saudoso Luiz Antônio Vitório Soares, eleito o deputado mais jovem na Assembleia Legislativa, em 1982, com apenas 23 anos, e seguiu até 1998. Assumiu outros importantes cargos públicos, dedicando grande parte da sua vida pública na área da saúde”, informa.

Ele acrescenta que já apresentou o Projeto de Lei nº 297/2024 para a inserção do nome do médico Ivens Cuiabano Scaff na ala da UTI do Hospital Central. Scaff faleceu no mês de fevereiro deste ano, após complicações no tratamento contra um câncer e teve destaque no campo da saúde, como também como poeta, escritor e membro da Academia Mato-Grossense de Letras.

Em relação ao Doutor Bené, Wilson Santos explica que é um dos nomes mais viáveis para denominar o Hospital Central – principalmente por ser uma personalidade que teve destaque na área da saúde em Mato Grosso. Ele explica que o médico foi o primeiro dermatologista no Estado e deixou o seu legado também como superintendente da Fundação de Saúde de Mato Grosso (FUSMAT), nos anos de 1965 a 1967. Também fundou a Associação Médica de Mato Grosso, tornando-se sócio efetivo e presidente, em 1979 e 1981.

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“O histórico deste médico que fez muito por Mato Grosso, é grandioso. Levaríamos mais de um dia para contar toda a história dele. Ele pertenceu à Sociedade Brasileira de Dermatologia e Sifilografia, foi secretário Estadual de Saúde, responsável pela criação da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) e do curso de Medicina e fundou a Unimed Cuiabá. E não para por aí, pois ele foi o responsável pela fundação do Pronto Socorro de Cuiabá e deixou outros importantes legados em contribuição não só à saúde de Cuiabá, mas em todo Mato Grosso. O médico chegou ainda a assumir um cargo ligado ao Ministério da Saúde. Por isso, defendo ser o melhor nome para esse importante hospital”, concluiu o deputado.

O médico dermatologista Benedito de Figueiredo nasceu em Cuiabá e formou-se na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil. Faleceu no dia 15 de outubro de 2018. Ele sofria de uma doença crônica e teve um infarto.

Fonte: ALMT – MT

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Comunicação pública da ALMT é tema de palestra nos 20 anos de Jornalismo da Unemat

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Tornar a informação pública mais clara, ampliar a transparência e aproximar o cidadão das decisões do Parlamento estão entre os principais desafios da comunicação pública. Esses desafios foram abordados pelo jornalista José Marques, secretário adjunto de Comunicação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e superintendente da Rádio Assembleia, durante palestra realizada na última sexta-feira (18), como parte da programação dos 20 anos do curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em Tangará da Serra.

Para Marques, a comunicação pública tem como uma de suas principais funções criar uma ponte entre o que acontece no Legislativo e a vida da população. No caso da Assembleia Legislativa, isso significa explicar projetos, leis, debates e decisões dos deputados estaduais de forma que o cidadão consiga compreender como esses assuntos podem afetar o seu cotidiano. “A comunicação pública é fundamental para garantir que a população esteja informada sobre as decisões e ações dos seus representantes”, afirmou.

Segundo ele, a comunicação pública também deve estimular a participação da sociedade em audiências públicas e outros espaços de diálogo. Conforme explicou, um dos pontos centrais da comunicação adotada pela ALMT é o uso de linguagem simples. A estratégia busca tornar termos técnicos e conteúdo de difícil compreensão mais claros, com explicações diretas, conforme a Lei nº 12.336/2023. “Não basta disponibilizar uma informação. O cidadão precisa conseguir entendê-la”, reforçou Marques.

A estratégia também considera os diferentes públicos que acompanham as atividades do Parlamento. Para isso, a Secretaria de Comunicação (Secom) utiliza televisão, rádio, site, redes sociais e transmissões ao vivo para distribuir os conteúdos em diferentes formatos.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

O doutor em Comunicação e professor do curso de Jornalismo da Unemat, Lawremberg Advincula, destacou a importância da palestra para a formação acadêmica e para a aproximação entre a universidade e as instituições públicas.

Segundo ele, a atividade ampliou o conhecimento dos alunos sobre o papel da comunicação pública na relação entre as instituições e a sociedade e representa uma iniciativa que reforça o compromisso social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso com o fortalecimento do Jornalismo e da Comunicação.

“Não tenho dúvidas de que essas palestras são um grande incentivo para os estudantes, o curso e a universidade pública a terem mais envolvimento político-cidadão não somente no âmbito da ALMT, mas nas mais diversas estruturas da esfera pública”, ressaltou Lawremberg.

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José Marques também apontou a extensão territorial de Mato Grosso como um desafio para a comunicação pública. Segundo o secretário adjunto, o sinal da TV Assembleia chega atualmente a 49 municípios, pelos canais 30.1, em Cuiabá e Várzea Grande, e 9.2, no interior.

Ressaltou ainda que a instituição trabalha para ampliar a cobertura a todas as regiões do estado por meio do programa Brasil Digital, em parceria com o Ministério das Comunicações. Na Rádio Assembleia, que opera na frequência 89,5 FM, a programação inclui transmissões ao vivo das sessões e explicações sobre os temas discutidos no Legislativo.

Para a professora e pesquisadora Eveline Baptistella, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), a comunicação pública desempenha um papel fundamental na construção da cidadania.

“Esse momento de diálogo com os estudantes contribui para a formação deles, reforçando o caráter ético e o compromisso social da profissão”, pontuou.

Ainda segundo ela, a experiência também permitiu aos alunos conhecerem, na prática, as ferramentas e a dinâmica da cobertura de pautas legislativas, reforçando a importância do jornalismo no acompanhamento e divulgação de temas de interesse público.

A ferramenta Plenário no Ar, disponível no site da ALMT, também foi destacado por José Marques. Por meio dela, é possível acompanhar em tempo real as discussões e votações ocorridas durante as sessões plenárias. As transmissões também ficam disponíveis posteriormente, e as atas das sessões plenárias e audiências públicas podem ser consultadas no portal institucional.

A estudante do primeiro semestre do curso de Jornalismo Eduarda Kappes destacou que a palestra permitiu conhecer aspectos práticos da atuação profissional na comunicação pública.

A estudante do primeiro semestre de Jornalismo Eduarda Kappes afirmou que conhecer a comunicação pública ajuda a compreender o papel do jornalista na aproximação entre o poder público e a sociedade.

“Ter esse contato com os profissionais da Secom ajuda a entender, na prática, como a informação pode ser produzida de forma responsável e acessível para a população. Essa experiência é muito importante para a nossa formação, porque mostra como a comunicação pública pode aproximar os jovens das instituições e das decisões que impactam a sociedade. Quando a gente entende como funciona o trabalho dos parlamentares e como essas informações são comunicadas, também passa a ter mais interesse em acompanhar, questionar e participar”, afirmou.

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Foto: Hideraldo Costa/ALMT

Outro desafio da comunicação pública apontado por José Marques foi o combate à desinformação. “Em um ambiente marcado pela circulação de informações falsas, a proposta da Secom é facilitar o acesso do cidadão aos dados produzidos pela própria instituição. Um dos exemplos é a assistente virtual ‘Alê’, disponível no Instagram da Assembleia. Por meio de palavras-chave, o cidadão pode receber diretamente conteúdos relacionados a projetos de lei e outros assuntos publicados pelo Parlamento”, destacou o secretário adjunto da Secom.

Segundo Marques, a ferramenta busca reduzir distorções ao levar a informação diretamente ao cidadão. A iniciativa conquistou o segundo lugar, no ano passado, no evento Redes WeGov, em Florianópolis (SC). Neste ano, no mesmo evento, a equipe da Secom da ALMT conquistou o primeiro lugar com o Termômetro de Notícias, plataforma que identifica as matérias mais visualizadas no site institucional e as transforma automaticamente em posts para as redes sociais.

Para Roscéli Kochhann, professora e coordenadora do curso de Jornalismo da Unemat, o contato dos estudantes com a comunicação pública é importante para ampliar a compreensão sobre o papel do jornalismo na relação entre as instituições e a sociedade. Segundo ela, essa experiência também ajuda os futuros jornalistas a conhecerem diferentes possibilidades de atuação profissional e a refletirem sobre a importância da informação de interesse público.

“Penso que o diálogo sobre comunicação pública com os estudantes de Jornalismo contribui para que eles compreendam a importância de construir relações baseadas no diálogo e na prestação de contas à sociedade, sempre respeitando o interesse público e o direito do cidadão à informação. Além disso, esse contato permite que eles conheçam diferentes possibilidades de atuação profissional e reflitam sobre a relação entre o jornalismo, as instituições públicas e a sociedade”, ressaltou.

O evento também contou com uma roda de conversa, na qual profissionais com ampla experiência compartilharam conhecimentos com os estudantes de Jornalismo da instituição. Na ocasião, o jornalista Márcio Moreira abordou a rotina dos profissionais de comunicação na cobertura das atividades do Parlamento estadual, a responsabilidade na apuração, a importância de ouvir os diferentes lados envolvidos nos fatos e a necessidade de verificar as informações antes da publicação, a fim de evitar a disseminação de conteúdos falsos.

Fonte: ALMT – MT

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