Carrinhos, bonecas, bolas de futebol, super-heróis, quebra-cabeças, kits de cozinha e tantos outros brinquedos fizeram a alegria de 1600 crianças que participaram do Natal do Amor, evento natalino que fechou a programação pública da Assembleia Social em 2023. A festinha, com direito a cachorro quente, refrigerante e fotos com o Bom Velhinho, ocorreu no sábado (16), no Residencial Nico Baracat 2, em Cuiabá, com entrada gratuita.
O natal para a criançada é uma iniciativa dos voluntários do grupo Caravana do Gugu há seis anos e, há três anos, ocorre por meio da parceria com a Assembleia Social (Superintendência de Integração, Cidadania e Cultura da ALMT), que se responsabiliza pela infraestrutura e pela arrecadação dos brinquedos. Os voluntários garantiram o lanche e o atendimento dos pequeninos.
As crianças estavam muito ansiosas pela chegada do Papai Noel e pela entrega dos presentes, claro. O pequeno Henrique Gabriel dos Santos, de 8 anos, sonha em ser jogador de futebol. Foi vestido com a camiseta da seleção brasileira e ganhou uma bola. De poucas palavras, resumiu que a festinha foi “legal”.
Uele da Mariele de Souza, de 7 anos, ganhou um kit para fazer bolo, com batedeira, colher e outras peças. Disse que gostou do presente e deixou a mamãe Marcela de Souza Marcelino mais tranquila. Além de Uele, Marcela é mãe de gêmeos de três anos, cada qual com um carrinho. “Achei maravilhoso [o evento], porque eles gostam [de ganhar brinquedo]. Já está garantido o Natal”, contou.
Os brinquedos do Natal do Amor são resultado de uma campanha de arrecadação encabeçada pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho, e da presidente de honra da Assembleia Social, Sônia Meira Botelho, complementados por doações ao Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, por meio do ingresso social. Foram arrecadados mais de 2400 brinquedos e, além de atender a confraternização do Nico Baracat e região, no último sábado, contribuiu com festividades natalinas de 11 instituições filantrópicas, que receberam quantidades proporcionais ao tamanho de cada evento.
Foto: Luiz Marchetti / Assembleia Social
“Criança quer brinquedo. Criança quer brincar. A Assembleia Social fez um trabalho convocando as pessoas para doar, para fazer uma ação social, fazer as crianças sorrirem e as pessoas vieram, contribuíram, doaram e o resultado foi muito bom. E isso é uma grande alegria para nós”, refletiu o presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho.
Aos pequeninos, Daniella Paula Oliveira, superintendente da Assembleia Social, agradeceu a todos os voluntários e participantes. “É uma festa bonita de generosidade. Crianças, sintam-se abraçadas, que vocês entendam que a magia do Natal é amor no coração, é amar e receber amor. Mamães, papais, vovô, vovó, titia que estão acompanhando, obrigada por confiarem no nosso trabalho”, discursou.
Patrícia da Silva Barbalho é moradora do Residencial Nico Baracat 3 há muitos anos e levou o afilhado Ivan Miguel Almeida Costa, de 1 ano e 7 meses, para ganhar um carrinho no Natal do Amor. “É muito bom para as crianças, elas adoram. É a primeira vez que eu participo, porque meus filhos já estão todos grandes, mas aproveitei este ano e trouxe ele. E esse já é o presentinho de Natal dele”, contou.
Camila da Silva Freire mora no Nico Baracat 1 e é mãe de dois meninos, um de 10 meses e outro de 3 anos. Tomou refrigerante, comeu cachorro quente e levou brinquedos para os filhos. “Veio numa hora boa, já está garantido o presente de Natal”, resumiu.
O Governo de Mato Grosso sancionou a Lei nº 13.283, de 14 de abril de 2026, que proíbe a realização de visitas íntimas para condenados por crimes de feminicídio, estupro e pedofilia, desde que haja sentença transitada em julgado. A norma, de autoria do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), foi publicada em edição extra do Diário Oficial e já está em vigor.
A nova legislação estabelece que a vedação se aplica exclusivamente aos detentos com condenação definitiva, ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso judicial. A medida não interfere nas visitas sociais, que continuam sendo permitidas nos termos da Lei de Execução Penal. De acordo com o texto, considera-se visita íntima aquela realizada fora do alcance de monitoramento e vigilância dos servidores do sistema prisional, em ambiente reservado e sem a presença de terceiros.
A proposta busca reforçar o caráter punitivo e pedagógico da pena, além de contribuir para a segurança dentro das unidades prisionais. Entre os pontos elencados na justificativa do projeto estão os riscos associados à prática, como a entrada de objetos ilícitos, a disseminação de doenças e a facilitação de atividades criminosas no interior dos presídios.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) destacou que a sanção da lei, logo nos primeiros dias à frente do Executivo estadual, sinaliza o direcionamento da atual gestão no enfrentamento à criminalidade e no fortalecimento das políticas de segurança pública.
“A sanção desta lei reafirma o compromisso do Estado com o enfrentamento firme à violência e com a proteção da sociedade, especialmente das mulheres e das crianças. Estamos tratando de crimes graves, que exigem respostas claras do poder público. Essa medida também contribui para o fortalecimento da disciplina e da segurança no sistema penitenciário de Mato Grosso”, pontuou.
Autor da proposta, o deputado Eduardo Botelho avaliou que a iniciativa representa um avanço no enfrentamento à violência e na responsabilização de condenados por crimes graves.
“A visita íntima não é um direito absoluto do apenado. Estamos tratando de crimes extremamente graves, que violam direitos fundamentais, especialmente de mulheres e crianças. Essa medida fortalece o caráter punitivo da pena e corrige uma distorção, ao impedir que condenados por esse tipo de crime tenham acesso a um benefício que não condiz com a gravidade dos atos praticados”, argumentou o parlamentar.
Botelho acrescentou que a sanção da lei consolida o compromisso do Estado de Mato Grosso com o enfrentamento à violência e a adoção de medidas que ampliem a segurança e a efetividade do sistema prisional. O deputado ainda ressaltou que a legislação está alinhada a práticas adotadas em outros países e respeita a competência dos estados para regulamentar o sistema penitenciário, sem interferir na estrutura do Poder Executivo.
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