Um homem apontado como autor de crimes de tortura e extorsão ocorrido dentro de um bar em Sapezal (480 km a noroeste de Cuiabá) teve o mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (09.10), em ação realizada pelos policiais da Delegacia do município.
As investigações apontaram que a vítima sofreu um “salve” de uma organização criminosa em razão de dívidas que tinha com outras pessoas envolvidas no crime.
O crime ocorreu no dia 13 de outubro quando dois homens armados chegaram no bar, localizado no Cinzeiro, e mandaram que a vítima fosse para os fundos do estabelecimento, onde teve as mãos e pés amarrados e em seguida foi torturado com golpes de ripa de madeira e pedaço de mangueira.
Após as agressões, a vítima foi colocada dentro de um veículo e levada até ao caixa eletrônico, onde mediante ameaças foi obrigada a sacar valores em dinheiro.
Três mulheres, para as quais a vítima devia valores, também participaram das agressões e foram presas em flagrante no dia do crime. Um adolescente também foi apreendido e encontra-se internado provisoriamente pela, participação na sessão de tortura.
Com a identificação do quinto envolvido, o delegado Heberth Hugo Montenegro de Souza, representou pelo mandado de prisão preventiva pelos crimes de tortura e extorsão, que foi deferido pela Justiça.
A ordem judicial foi cumprida nesta quinta-feira (09), pelos policiais da Delegacia de Sapezal, sendo posteriormente o preso colocado à disposição da Justiça.
A Polícia Civil cumpriu, na tarde dessa terça-feira (16.6), dois mandados de prisão em desfavor de um homem, de 36 anos, durante uma ação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis.
O primeiro mandado refere-se à regressão cautelar de regime pelo crime de roubo qualificado, expedido pela Quarta Vara Criminal da Comarca de Rondonópolis. Conforme decisão judicial, o reeducando possui pena remanescente de 40 anos, oito meses e 26 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado.
A medida foi fundamentada, entre outros fatores, no reiterado descumprimento das condições impostas pelo monitoramento eletrônico, sendo registradas 77 violações da área de inclusão em apenas 90 dias.
O segundo mandado de prisão, de natureza preventiva, foi expedido pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa.
As ordens judiciais foram cumpridas após diligências investigativas realizadas pela DHPP, que também apura o envolvimento do suspeito em crimes de atribuição da especializada ocorridos no município. Durante os trabalhos de inteligência, os investigadores realizaram monitoramento no endereço vinculado ao investigado, localizado no bairro Jardim Progresso.
No local, a equipe identificou um veículo VW Up branco, estacionado nas proximidades da residência. Após vigilância discreta, os policiais observaram a chegada do investigado conduzindo uma motocicleta Honda CG 160 Titan preta. Em seguida, ele entrou rapidamente no automóvel e deixou o local em alta velocidade.
Após identificarem movimentações suspeitas, os investigadores passaram a acompanhar o suspeito de forma velada até o bairro Santa Clara. A abordagem foi realizada quando ele estacionou o veículo em uma empresa na Rua José Barriga.
No momento da abordagem, os policiais civis se identificaram e deram cumprimento às ordens judiciais. O investigado ainda tentou destruir seu aparelho celular, possivelmente visando impedir o acesso a informações de interesse investigativo, porém a ação foi prontamente contida pela equipe, que realizou sua imobilização e prisão.
Durante as diligências, foram apreendidos o veículo VW Up, a motocicleta Honda CG 160 Titan, a quantia de R$ 500 em espécie, uma tornozeleira de monitoramento eletrônico rompida, além de materiais comumente associados ao preparo e fracionamento de entorpecentes, entre eles uma balança de precisão, uma lâmina de estilete, um prato contendo resíduos de cocaína e cinco porções da mesma substância.
Após a prisão, o suspeito foi conduzido à unidade policial para os procedimentos legais cabíveis e posteriormente colocado à disposição do Poder Judiciário.
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