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Webinar do MPMT destaca cuidados e desafios enfrentados por pessoas com doenças raras

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da a Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, promoveu nesta sexta-feira (27) um webinar dedicado aos desafios enfrentados por pessoas com doenças raras, reunindo especialistas da saúde e do direito para discutir diagnóstico, políticas públicas e a importância da atuação integrada do Sistema Único de Saúde (SUS). O evento marcou as ações institucionais em alusão ao Dia Mundial das Doenças Raras, celebrado no último dia de fevereiro.
 A abertura foi conduzida pelo procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico. Ele destacou o papel constitucional do Ministério Público na defesa do SUS e a relevância de se discutir o tema. “Nós somos, até por dever de ofício, comprometidos a defender o SUS. É uma porta de entrada para todos os cidadãos brasileiros, e até turistas estrangeiros, que terão atendimento garantido. Isso é uma referência, e é nossa obrigação defendê-lo”, afirmou.
 A primeira palestra foi conduzida pela médica pediatra e patologista clínica Natasha Slhessarenko Fraife Barreto, que apresentou avanços científicos, desafios assistenciais e os principais componentes da linha de cuidado no país. Ela lembrou que, desde 2014, o Brasil possui a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, que estabelece uma rede integrada entre atenção primária, especializada e hospitalar. 
 “O cuidado precisa ser transversal, envolvendo redes temáticas do SUS como atenção às pessoas com deficiência, atenção psicossocial, urgência e emergência. Muitas das crianças e adultos com doenças raras precisam de acompanhamento multiprofissional”, explicou.
 A médica enfatizou que um dos objetivos centrais do cuidado é minimizar eventos agudos e reduzir sofrimento das famílias. “Essa rede precisa ter um caminho rápido. Queremos diminuir exacerbações crônicas, dor, sofrimento e sobrecarga familiar, ao mesmo tempo em que maximizamos o desenvolvimento funcional, o convívio escolar e comunitário. Precisamos humanizar isso. A criança que tem condição deve ir para a escola e ser integrada”, defendeu.
 A segunda palestra foi ministrada pelo promotor de Justiça Carlos Rubens de Freitas Oliveira Filho, doutorando e mestre em Saúde Pública pela Fiocruz, que abordou os aspectos jurídicos, econômicos e sociais envolvidos no cuidado às pessoas com doenças raras. Ele destacou que apenas uma pequena parcela dessas enfermidades dispõe de tratamento medicamentoso. 
 “Entre 3% e 5% das doenças raras possuem tratamento exclusivamente medicamentoso. Estamos falando de 97% que não têm medicamento específico, ou sequer tratamento paliativo. É na atenção básica que muitas dessas questões serão tratadas”, observou.
 Carlos Rubens ressaltou que a fiscalização das unidades de saúde pelo Ministério Público contribui diretamente para o atendimento dessas pessoas. “Quando fiscalizamos uma unidade no interior, estamos proporcionando a chance de alguém com uma doença rara ser melhor atendido. A equidade não é só acesso ao diagnóstico, é priorização. Quem precisa mais deve ser atendido primeiro”, defendeu.
 O promotor também apresentou dados sobre judicialização da saúde e afirmou que, apesar dos valores altos de alguns medicamentos, o impacto financeiro no orçamento federal é pequeno. “Em 2024, a judicialização representou 1,49% das despesas do Ministério da Saúde. Não é verdade que a judicialização quebra o sistema. No âmbito federal, o impacto não é significativo. E judicializar é, muitas vezes, promover proteção e equidade”, pontuou.
 O evento encerrou reforçando a importância de fortalecer políticas públicas, promover diagnósticos precoces, ampliar serviços especializados e garantir direitos sociais às pessoas que vivem com alguma das mais de seis mil doenças raras conhecidas. Conforme dados apresentados, 80% dessas condições têm origem genética, 75% afetam crianças e, no Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas convivem com alguma enfermidade rara.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT estabelece prioridades de atuação para 2027

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Combater o crime organizado com mais inteligência, ampliar o uso da tecnologia e fortalecer a estrutura das unidades ministeriais são algumas das prioridades definidas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para 2027. As diretrizes integram o Plano de Trabalho Anual (PTA), aprovado nesta quinta-feira (3) pelo Colégio de Procuradores de Justiça.O planejamento prevê investimentos em inteligência investigativa, modernização de sistemas, transformação digital e fortalecimento da infraestrutura administrativa, especialmente das unidades localizadas no interior de Mato Grosso.O procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, destacou que o PTA 2027 está alinhado aos desafios atuais enfrentados pela instituição e às demandas da sociedade. “A proposta orçamentária aprovada pelo Colégio de Procuradores de Justiça estabelece diretrizes que fortalecem a atuação do Ministério Público em áreas estratégicas. Os investimentos previstos ampliam nossa capacidade de enfrentamento ao crime organizado, impulsionam a inovação e contribuem para a modernização da estrutura institucional em todas as regiões do estado”, afirmou.A subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, ressaltou que a proposta foi construída com base nas prioridades institucionais e no planejamento de médio prazo da instituição.
“O PTA 2027 consolida um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da atuação ministerial e prioriza investimentos em tecnologia, inteligência e infraestrutura, garantindo melhores condições para o desenvolvimento das atividades institucionais e para a prestação de serviços à população. O processo de formulação da proposta orçamentária passou pelas etapas de planejamento, consolidação e validação estratégica, com participação das unidades administrativas e da administração superior do Ministério Público”, destacou.De acordo com a Chefe do Departamento de Planejamento e Gestão, Annelyse Cristine Cândido Santos “O processo incluiu definição de prioridade com a Administração Superior, reuniões setoriais, alinhamento às metas institucionais e as prioridades para o próximo exercício orçamentário”.Entre as ações previstas estão investimentos em ferramentas tecnológicas, análise de dados e soluções voltadas ao fortalecimento das atividades de investigação e enfrentamento ao crime organizado. O plano também contempla a modernização de processos internos, a ampliação da transformação digital, o aperfeiçoamento dos sistemas utilizados pelo Ministério Público, além de capacitações e aperfeiçoamento funcional.Outro destaque é a continuidade dos investimentos na estruturação das unidades do MPMT no interior do estado. A proposta prevê melhorias físicas e administrativas para ampliar a segurança institucional, melhoria das estruturas físicas, acessibilidade e a qualidade do atendimento prestado à população, além de oferecer melhores condições de trabalho a membros e servidores.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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