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Parceria com Ministério Público fortalece ações da Fundação Amaggi

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O fortalecimento das organizações da sociedade civil e a importância do engajamento empresarial para ampliar o impacto de projetos sociais foram temas abordados durante o Encontro Estadual do Terceiro Setor, realizado pelo Ministério Público de Mato Grosso. Durante o encontro realizado na sexta-feira, 06/03, a Fundação Amaggi apresentou sua experiência na área de investimento social privado. Conforme explicou a presidente da Função Amaggi, Juliana de Lavor Lopes, a iniciativa foi criada há cerca de 30 anos com o objetivo de contribuir para o crescimento social das regiões onde a empresa atua. Um dos primeiros projetos desenvolvidos foi a construção do Hospital de Sapezal. Desde então, a instituição ampliou sua atuação e hoje desenvolve diversas iniciativas voltadas à geração de oportunidades e melhoria da qualidade de vida da população.Durante a apresentação, foi destacado que a atuação conjunta entre empresas, poder público e organizações da sociedade civil é essencial para a promoção de transformações sociais duradouras. Enquanto o setor privado possui capacidade de mobilização de recursos e estrutura, as organizações do terceiro setor conhecem de perto as necessidades das comunidades e executam ações diretamente nos territórios. Já o poder público exerce papel fundamental na formulação e implementação de políticas públicas.Juliana ainda destacou a importância da atuação do Ministério Público no acompanhamento das fundações, especialmente em relação à transparência e à prestação de contas. “O trabalho de fiscalização e orientação realizado pela promotoria do doutor Renê, fortalece a credibilidade das instituições e ampliar a confiança da sociedade nas iniciativas desenvolvidas”, disse a presidente.A Fundação Amaggi atua atualmente em três estados brasileiros e mantém parcerias com diversas organizações sociais. Entre as áreas prioritárias de atuação estão o fortalecimento da agricultura familiar, o incentivo ao empreendedorismo, a qualificação profissional e o apoio ao desenvolvimento institucional de entidades da sociedade civil.Além de apoiar projetos sociais, a fundação também desenvolve programas voltados à melhoria da gestão das organizações parceiras, oferecendo apoio em áreas como governança, sustentabilidade financeira, comunicação e planejamento estratégico.De acordo com dados apresentados no encontro, a instituição mantém atualmente mais de 110 parcerias, realiza cerca de 1.500 horas de atividades sociais e alcança aproximadamente 10 mil pessoas por meio de suas iniciativas. Somente em doações diretas, o investimento ultrapassa R$ 1,2 milhão.Ao final da apresentação, a fundação reiterou a importância da cooperação entre diferentes setores para potencializar resultados e construir soluções coletivas para os desafios sociais. “Quando empresas, organizações sociais e poder público atuam em parceria, conseguimos ampliar o impacto das ações e promover mudanças reais nos territórios”, destacou a representante da instituição.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Quando Estado atua só na repressão, age nas consequências, diz juíza

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“Quando o Estado entra apenas para reprimir, já estamos trabalhando com as consequências.” A afirmação da juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, Anna Paula Gomes de Freitas, feita durante o 1º Encontro dos Direitos e Garantias Fundamentais de Crianças e Adolescentes na Perspectiva Nacional e Internacional e o 5º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso, realizados nos dias 18 e 19 de maio, em Cuiabá, aponta para a necessidade das instituições públicas atuarem mais preventivamente para melhor proteger os direitos fundamentais desses segmentos da população, hoje expostos às mais diversas formas de violência.Coordenadora do evento, a magistrada defendeu o fortalecimento das ações preventivas e da rede de proteção diante do avanço de problemas que atingem diretamente crianças e adolescentes, como violência digital, vulnerabilidade social e recrutamento por facções criminosas.A juíza ponderou que a programação foi construída a partir das situações que mais têm impactado a vida de crianças e adolescentes na atualidade.“Nós selecionamos esses temas pensando no que vem atingindo mais a vida das crianças e adolescentes atualmente. Nós temos fases, ora são as facções criminosas, ora o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital. Estamos vivendo um tempo em que as crianças estão sendo altamente prejudicadas pelo uso indiscriminado da internet”, afirmou.Anna Paula Gomes de Freitas alertou para os efeitos emocionais provocados pela exposição excessiva às redes sociais e pelo ambiente virtual sem acompanhamento adequado.“O uso excessivo das redes por parte das crianças e adolescentes vem deixando-os ansiosos, talvez até tendentes ao suicídio. Nós estamos preocupados com esses temas e, com base nisso, fizemos a seleção daquilo que deve ser tratado aqui e do que vem apresentando os maiores problemas atualmente na proteção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes”, destacou.Realizado em 18 de maio, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o encontro também trouxe para o centro das discussões a necessidade de fortalecer a atuação preventiva do Estado e da rede de proteção.“Essa é a principal preocupação da rede de proteção: estar fortalecida. Falta o Estado estar mais presente, dar mais respostas, não só no sentido de punição, mas principalmente no sentido de apoio”, ressaltou a juíza.De acordo com a coordenadora do evento, muitas famílias em situação de vulnerabilidade precisam de suporte para evitar que crianças e adolescentes sejam expostos a riscos e à criminalidade.“A maioria dessas famílias é vulnerável. Elas precisam de uma estrutura, de apoio do Estado, para tirar os filhos de situações em que eles se colocam à mercê do risco”, pontuou.Ao defender políticas públicas mais efetivas e integradas, Anna Paula Gomes de Freitas reforçou que o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes deve priorizar a prevenção.“Nós precisamos adiantar um passo nesse sentido para atuar mais preventivamente. Precisamos estar mais presentes, não só na educação, mas também na preparação dessas crianças, adolescentes e famílias, para que eles não cheguem a entrar em situação de risco”, concluiu.Além do Poder Judiciário de Mato Grosso, do Ministério Público Estadual e da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), participam da organização dos encontros a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis), Escola dos Servidores, Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). O evento conta ainda com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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