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Nova procuradora de Justiça homenageia vítimas de violência doméstica

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Empossada na manhã desta quinta-feira (05) no cargo de procuradora de Justiça, Elisamara Sigles Vodonós Portela dedicou parte do seu discurso para prestar homenagem às vítimas de violência doméstica. Por 15 anos, ela atuou no Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá.

“Vocês foram minha inspiração por muitos anos. Peço perdão àquelas que não pude ajudar da forma como gostaria, mas saibam que sempre dei o meu melhor. Vocês são mulheres extraordinárias. Cada uma de vocês contribuiu para que eu me tornasse a profissional que sou”, destacou.

Recém-empossada, a procuradora de Justiça afirmou que mantém a mesma expectativa de quando ingressou na carreira como promotora de Justiça, em novembro de 1995. “Confidencio a vocês, que revivo agora a mesma expectativa que senti no início de minha jornada. O desejo de trabalhar e a garra permanecem os mesmos. Esses sentimentos movem todos nós, membros do Ministério Público, diariamente”, ressaltou.

O procurador-geral de Justiça e presidente do Colégio de Procuradores de Justiça em exercício, Marcelo Ferra de Carvalho, enfatizou que por onde passou a então promotora de Justiça, Elisamara Sigles Vodonós Portela, deixou um legado. “É realmente uma pessoa especial, aguerrida e com um coração enorme. Uma pessoa que, apesar de extremamente preparada, tem uma singular humildade. É comprometida de dedicada em tudo o que se propõe a fazer”, destacou.

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O presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público, Mauro Benedito Pouso Curvo, relembrou a época em que conheceu a agora procuradora de Justiça, em meados de 1997. “Ela me recebeu na casa dela, nunca tinha me visto, mas me dispensou um tratamento cordial e gentil. Conversamos por muito tempo e, ao final, ela ainda perguntou se eu não queria uns disquetes com as manifestações dela nas mais variadas áreas”, contou.

Mauro Curvo disse não ter dúvidas de que a nova procuradora de Justiça irá colaborar e engrandecer as discussões no Colégio de Procuradores de Justiça. “A doutora Elisamara é um exemplo para todos, um exemplo de pessoa, de ser humano, de promotora de Justiça, de servidora pública, de mãe, de filha e de esposa”, elogiou.

No encerramento da solenidade, as procuradoras de Justiça Silvana Correa Vianna e Rosana Marra, representando as mulheres que integram o Colégio de Procuradores de Justiça, entregaram flores à nova procuradora de Justiça e também à Josane Fátima de Carvalho Guariente, que tomou posse o cargo no início de agosto.

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Queridas colegas Elisamara e Josane: é com imenso prazer que nós, suas colegas, as recebemos neste colegiado. Estas flores são uma pequena demonstração da nossa felicidade em tê-las conosco”, destacou a procuradora de Justiça Silvana Correa Vianna.

A solenidade foi prestigiada por juízes, defensores públicos, advogados, líderes religiosos, servidores públicos, familiares e amigos da empossanda.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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