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Escola Institucional do MPMT conclui primeiro curso de extensão

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Cento e quarenta e quatro pessoas concluíram o primeiro curso de extensão oferecido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Ao todo, foram 40 horas, divididas em oito módulos, sobre violência doméstica e familiar contra a mulher e gênero feminino. Onze palestrantes, com vasta experiência na área, contribuíram para a qualificação, que teve início em agosto do ano passado e terminou em maio.

Para o coordenador da Escola Institucional do MPMT, promotor de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade, o primeiro curso de extensão foi uma iniciativa de sucesso. Ressaltou que a flexibilidade do conteúdo programático possibilitou uma variação no número de participantes nos módulos. “Concluímos com 144 participantes que realizaram todos os módulos, mas alguns deles tiveram a participação de 200 pessoas. O curso foi bastante elogiado”, assegurou o coordenador.

Segundo ele, a avaliação entre os participantes, que ocorreu de forma não identificada, atendeu as expectativas. “O curso me proporcionou a oportunidade de adquirir conhecimentos a respeito da violência doméstica e familiar, principalmente pelos casos apresentados que nos fez refletir melhor e entender que a minha realidade não é igual a do outro e que todas as famílias são diferentes a ponto de algumas conviverem com vários tipos de violência”, relatou um dos alunos.

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Alguns destacaram também a eficiência da metodologia utilizada. “O formato do curso proporcionou a democratização da participação, deixando os alunos bem à vontade para interagir com os palestrantes através do mediador”. Em outro relato, o aluno enfatizou que  “o fato das aulas terem sido virtuais ajudou muito a possibilidade de participação no curso. A qualidade dos palestrantes, o compromisso com o horário estipulado e a competência do CEAF na organização das aulas foram elogiáveis”.

Palestrantes – O curso de extensão sobre Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino teve como palestrantes diversos promotores e promotoras de Justiça: Gileade Pereira Souza Maia (MPMT); Joelson de Campos Maciel (MPMT); Érica Verícia Canuto de Oliveira Veras (MPRN); Carla Araújo de Carvalho (MPRJ); Thiago André Pierobom de Ávila (MPDFT); Valéria Diez Scarance Fernandes (MPSP); Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes de Oliveira (MPMT); Elisamara Singles Vodonós Portela (MPMT); Silvia Chakian (MPSP); Tiago de Sousa Afonso da Silva (MPMT) e Marcelle Rodrigues da Costa e Faria (MPMT).

Conteúdo programático – Os oito módulos contemplaram painéis com os seguintes temas:

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– Reflexões acerca da (in)aplicabilidade dos métodos da justiça restaurativa nos conflitos decorrentes da violência doméstica contra a mulher;
– A ética e a ética do cuidado / O Canadá e tratamento das questões relacionados aos direitos humanos das mulheres no país;
– Acolhimento e atenção integral às vítimas de violência doméstica e familiar; 
– Exposição de boas práticas de caráter preventivo / educativo voltados à redução dos indicadores de violência doméstica e familiar contra a mulher;
– A correta aplicação do formulário para avaliação de risco e técnicas para a gerência de risco;
– Violência psicológica e desafios para a efetiva proteção da vítima de violência doméstica;
– A importância da realização do trabalho em rede e o papel do MP no estabelecimento de políticas públicas;
– Violência sexual contra mulheres e os desafios para a proteção eficiente; 
– Juizado híbrido e aspectos práticos da atuação civil e criminal do foro especializado;
– Feminicídio e os seus principais aspectos penais processuais.
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT promove alinhamento estratégico da rede de proteção em Juara

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A Promotoria de Justiça Cível de Juara (a 709 km de Cuiabá) promoveu, na quinta-feira (17), uma reunião de alinhamento com instituições que integram a rede de proteção à infância e à juventude do município. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a atuação estratégica e integrada dos órgãos responsáveis pela garantia dos direitos de crianças e adolescentes, com a definição de diretrizes voltadas ao aprimoramento dos fluxos de atendimento e à delimitação mais clara das atribuições de cada instituição.Coordenado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o encontro foi realizado na sede do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e reuniu representantes do Poder Judiciário, da Secretaria Municipal de Assistência Social, do Creas, da Casa de Passagem Francisca Isaura, do Conselho Tutelar e do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), órgãos que compõem a rede de proteção no município.Durante a reunião, foram debatidos aspectos relacionados ao funcionamento da rede, com destaque para a necessidade de aperfeiçoar a comunicação entre os serviços, consolidar fluxos de atendimento mais eficientes e definir com maior precisão as responsabilidades de cada órgão. Também foi ressaltada a importância da articulação permanente entre as instituições para garantir respostas mais ágeis e eficazes às demandas envolvendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou com direitos violados.Outro tema abordado foi o fortalecimento dos procedimentos relacionados à Ficha de Comunicação do Aluno Infrequente (Ficai) e à busca ativa escolar, ferramentas consideradas estratégicas para o enfrentamento da evasão e da infrequência escolar. A proposta é ampliar a capacidade de identificação precoce de situações de risco e assegurar a adoção das medidas necessárias para a permanência dos estudantes no ambiente educacional.Na ocasião, o Ministério Público informou que passará a realizar acompanhamento sistemático das ações desenvolvidas pela rede de proteção, por meio de avaliações periódicas sobre o cumprimento das atribuições institucionais e a efetividade dos atendimentos prestados. A medida permitirá identificar desafios, corrigir eventuais falhas de comunicação e promover melhorias contínuas nos fluxos de trabalho e na integração entre os órgãos.A qualificação permanente dos profissionais que atuam diretamente no atendimento de crianças e adolescentes também foi apontada como prioridade. Nesse contexto, foi destacada a importância da participação contínua de conselheiros tutelares, equipes do Creas e demais serviços especializados em atividades de capacitação e atualização técnica.No fim do encontro, ficou definida a adoção de medidas permanentes para o aperfeiçoamento e a formalização dos fluxos de atendimento, incluindo a elaboração de fluxogramas que orientem os encaminhamentos e estabeleçam de forma objetiva as responsabilidades de cada instituição integrante da rede de proteção.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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