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Empreendedorismo feminino é tema de oficina no Espaço MP Por Elas

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A busca pela independência financeira e pelo fortalecimento do protagonismo feminino reuniu mulheres na oficina gratuita de Empreendedorismo Feminino, realizada na terça-feira (7), no Espaço MP Por Elas, instalado no Shopping Três Américas, em Cuiabá. A capacitação, que integra a programação de cursos oferecidos pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) para incentivar a geração de renda e ampliar as oportunidades de qualificação profissional para mulheres, contou com a carga horária de quatro horas. Ministrada pela instrutora do Senac Adriana Damasceno, a oficina foi estruturada em três momentos: uma exposição sobre os principais conceitos do empreendedorismo feminino e seu início no Brasil, uma roda de conversa com uma empreendedora convidada e, por fim, uma atividade prática de elaboração do planejamento de um empreendimento. A metodologia buscou aproximar teoria e prática, incentivando as participantes a refletirem sobre seus objetivos profissionais e os primeiros passos para transformar ideias em negócios. Durante a palestra, a instrutora destacou que o empreendedorismo vai além da criação de uma empresa e representa uma ferramenta de transformação social e econômica para as mulheres. “Esse curso traz para as mulheres a oportunidade de trocar experiências, conhecer situações inspiradoras dentro do empreendedorismo. A mulher tem um diferencial característico próprio para empreender no Brasil”, afirmou. A programação também contou com a participação da empreendedora Kamila Leal, de 27 anos, que está iniciando sua trajetória no ramo da massagem e foi convidada a falar para as alunas. Ao compartilhar sua experiência, ela ressaltou a importância da identificação entre mulheres que estão vivendo momentos semelhantes. “É muito legal quando a gente vê uma pessoa que está no início. A gente se identifica com isso e vê que é um começo que está dando certo. Minha maior motivação é inspirar outras mulheres a serem independentes, donas de si mesmas, mostrando que elas podem e conseguem conquistar seus objetivos”, destacou. Entre as participantes estava Amanda Nunes, que atua como designer de sobrancelhas e pretende expandir seu negócio. Para ela, o conhecimento adquirido durante a oficina contribuirá para o crescimento profissional. “Eu quero chegar ao topo da minha profissão. Já trabalho como designer de sobrancelhas, mas quero ampliar o meu negócio. O empreendedorismo feminino, para mim, hoje é imprescindível”, afirmou. A manicure Tamires Keylla participou da capacitação em busca de mais conhecimento para iniciar sua atuação no mercado. “Estou começando agora na área de manicure e pedicure. Esse curso é uma oportunidade muito grande para aprender mais e talvez construir algo para mim. Estou aqui para adquirir conhecimento”, contou. A aposentada Evanete de Godoy viu na oficina uma oportunidade de investir em um novo projeto de vida. “Mesmo aposentada, sei que sempre tenho mais a aprender. Tenho vontade de empreender, sempre fiz muitos cursos e gostaria de abrir meu próprio negócio”, disse.Espaço MP Por Elas – É uma iniciativa do Ministério Público do Estado de Mato Grosso voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica, aliando acolhimento, orientação e ações de fortalecimento da autonomia feminina. As oficinas gratuitas seguem até o dia 30 de julho, de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h, e são destinadas exclusivamente ao público feminino. A programação inclui cursos nas áreas de empreendedorismo, marketing, beleza, estética e qualificação profissional, realizados em parceria com o Senac, o Shopping das Unhas e a Prefeitura de Cuiabá.

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*Sob supervisão da jornalista Ana Luíza Anache.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Julgamento é retomado com interrogatório dos réus

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O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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