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Donos de imóveis terão que fazer interligação à rede de esgoto

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Até o final deste ano, 94% das residências de Cuiabá terão cobertura de rede de esgoto. O prazo estabelecido pela legislação para que os proprietários dos imóveis efetuem a interligação à rede coletora é até dezembro de 2025. Até o momento, menos de 50% da população já cumpriu com a obrigação. O alerta partiu da promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa em entrevista concedida à Rádio CBN Cuiabá, nesta segunda-feira (26).

O bate-papo, que acontece este mês todas as segundas e quartas-feiras, das 9h às 10h da manhã, integra a programação das campanhas de defesa do meio ambiente e da causa animal lançadas pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e parceiros. As entrevistas relativas às duas temáticas seguirão até quarta-feira.

Conforme a promotora de Justiça, terminado o prazo estabelecido pela legislação, o usuário que for notificado e não efetuar a interligação estará sujeito a sanção administrativa (pagamento de multa) e a responsabilização criminal. Segundo ela, o custo para efetivação da interligação à rede coletora gira em torno de R$ 800,00 a R$ 1.000,00, incluindo material e mão de obra.

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Ela explicou que a Concessionária Águas Cuiabá já custeou dois cursos para capacitação de profissionais da construção civil nessa área. A qualificação foi realizada pelo Senai. “Quem tiver interesse pode procurar o Senai, que disponibilizará os nomes e os contatos dos profissionais que estão aptos a fazer a interligação”, afirmou.

Conforme a promotora de Justiça, projeto-piloto está sendo realizado no bairro Santa Rosa para levantamento das unidades que não estão interligadas. Trabalho semelhante também começou a ser desenvolvido nos bairros Bosque da Saúde, Jardim Aclimação, Paiaguás e Shangri-lá. “No Santa Rosa identificamos que quase 80% dos imóveis não estavam interligados”, afirmou.

Em junho deste ano, foi lançada a campanha “Interligue já” para estimular e conscientizar a população a realizar essa interligação. Conforme a Lei nº 14.026/2020, o usuário deve realizar a conexão do seu esgoto à rede pública para o devido tratamento, sendo a interligação responsabilidade da população.

Participam da iniciativa o Ministério Público de Mato Grosso, o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e Cidadania (Nupemec), Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Ambiental (Cejusc Ambiental), Município de Cuiabá, Águas Cuiabá e a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec).

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Durante a entrevista, a promotora de Justiça também falou sobre a importância da preservação das áreas verdes e sobre o trabalho realizado pelo Ministério Público para recuperação das nascentes e das Áreas de Preservação Permanente (APP). Assista aqui

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes

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O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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