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Diversidade e colaboração marcam visita à Fundação Fé e Alegria

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Uma lista de presença nada convencional marcou a 10ª visita do projeto Fundações de Portas Abertas, realizada na tarde desta terça-feira (18), na Fundação Fé e Alegria de Cuiabá. Em vez de assinaturas, uma árvore colorida nasceu de muitas mãos. Cada fruto foi formado pela impressão digital dos participantes, simbolizando união, diversidade e a força da construção coletiva que o projeto promove. No fim, essa obra carregada de significado foi entregue ao promotor de Justiça Renee do Ó Souza, titular da 26ª Promotoria de Justiça Cível da Capital – especializada em Fazenda Pública e Fundações.A visita à creche filantrópica Centro Educacional Infantil (CEI) Padre José Ten Cate, no bairro Novo Paraíso II, trouxe uma programação lúdica e cheia de afeto. Depois de mergulharem os dedos na tinta para marcarem a tela, os participantes se acomodaram em círculo, recebendo papel e caneta para uma dinâmica surpreendente: desenhar um monstro sob as orientações de uma das educadoras. Cada traço revelou olhares, ridos e interpretações únicas, mostrando que, assim como na vida, não existe um único jeito de ver e compreender o mundo. Em seguida, os convidados foram envolvidos por uma apresentação emocionante das crianças atendidas pela unidade, que entoaram a canção “Oração”, da Banda Mais Bonita da Cidade. A programação também incluiu uma visita técnica às instalações e um momento especial de contação de histórias com o livro “Entre curvas e nós: o sonho de Neydjina e Davu”, narrado pelas próprias autoras, as educadoras Daiene Cavalcanti e Ayla Rangel Dutra, coordenadoras dos dois CEIs da Fundação Fé e Alegria em Cuiabá. A obra valoriza crianças negras e reforça identidades, sendo uma poderosa ferramenta para a educação antirracista em escolas e comunidades.A apresentação da Fundação Fé e Alegria de Cuiabá contou com a participação de toda a equipe gestora e foi conduzida pela diretora regional, Edineia Marques. Ela iniciou falando sobre a história da Fundação Fé e Alegria do Brasil e explicou que, em Cuiabá, existem duas unidades mantidas pela instituição: o CEI Pe. José Ten Cate e o CEI Rosa Mutran Maluf. “A Fé e Alegria está onde o asfalto termina. Isso significa que atuamos em comunidades periféricas, onde as políticas públicas não chegam. As unidades oferecem projetos voltados para fortalecer a estrutura familiar e desenvolver a autonomia dos atendidos”, afirmou.Segundo a diretora, as duas unidades atendem, em tempo integral, 110 crianças cada. No entanto, a capacidade do CEI Pe. José Ten Cate é maior, podendo receber até 150 crianças de um ano e seis meses a três anos e 11 meses. O que falta são recursos para essa ampliação. “Nós atendemos aquele público que não consegue ser contemplado pelo município na totalidade”, explicou. A equipe da fundação apresentou sua metodologia de educação baseada no afeto e na formação para a vida, além das fontes de recursos, ações na área de assistência social, propostas permanentes, projetos, territórios de aprendizagem, rotina pedagógica, formas de apoiar a instituição, parceiros e certificações.Diante do trabalho realizado, o promotor de Justiça Renee do Ó Souza vislumbrou iniciativas e parcerias que podem contribuir com a Fundação Fé e Alegria de Cuiabá, alinhadas ao propósito do projeto. Ele também reforçou a importância do Terceiro Setor para o país. “As fundações não servem apenas para fazer caridade, bondade e benevolência. Não é um espaço só para isso. Elas prestam um serviço público relevante e que pode ter um viés absolutamente econômico, impulsionando a economia local”, destacou.O diretor presidente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Instituto Federal de Mato Grosso (Funadif), José Bispo Barbosa, também identificou oportunidades de parceria com a Fundação Fé e Alegria de Cuiabá. “A minha fundação, com certeza, vai ajudá-la. Nós vamos conversar, porque estamos com muitos projetos, dispomos de bons recursos e vamos contribuir de uma forma ou de outra. Por exemplo, em relação à horta, temos alunos do curso de Agropecuária em São Vicente, e podemos oferecer bolsas para que eles venham até aqui, montem a horta e façam a manutenção. Esse é o tipo de iniciativa que mostra como uma fundação pode ajudar a outra”, apontou. Para a gestora do Programa REM MT Fundação Amazônia Sustentável Cuiabá, Márcia Moraes, Para Márcia Moraes, o projeto representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a comunicação e a integração com outras fundações. “Vislumbramos possibilidades de apresentar nossos projetos e, quem sabe, desenvolver parcerias. Tudo o que tivemos a oportunidade de conhecer até agora nos motiva muito e desperta novas ideias. É fundamental compreender como esse desenvolvimento, embora pontual em alguns aspectos, tem movimentado toda a sociedade civil ao redor”, avaliou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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