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Corregedor Nacional e PGJ reúnem-se com governador de MT

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O corregedor nacional do Ministério Público, conselheiro Ângelo Fabiano Farias da Costa, e o procurador-geral de Justiça Rodrigo Fonseca Costa, acompanhados de suas respectivas equipes, se reuniram com o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, na manhã desta terça-feira (1°). A comitiva foi recebida no Palácio Paiaguás para uma visita de aproximação interinstitucional.
“A nossa intenção, governador, é aproximar o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) dos poderes executivos estaduais. Essa é a 16ª correição que fazemos no país e sempre colocamos na agenda reuniões com os governadores e governadoras para, em primeiro lugar, nos colocarmos à disposição como órgão de controle do Ministério Público em Brasília, e também para explicar um pouco do contexto da nossa correição”, iniciou o corregedor nacional.
Ângelo Fabiano Farias da Costa explicou que em Mato Grosso serão correicionadas cerca de 50 Promotorias de Justiça. “O foco da nossa correição está nos direitos fundamentais, mais precisamente na defesa da mulher em situação de violência doméstica e familiar, defesa da educação infantil e proteção de crianças e adolescentes”, explicou. Em seguida, o corregedor reconheceu o empenho do Estado no enfrentamento à violência contra a mulher, especialmente por meio de programas, iniciativas e políticas públicas desenvolvidas pela primeira-dama Virginia Mendes.
O corregedor nacional também destacou a orientação dada aos membros do Ministério Público brasileiro no sentido de buscar uma atuação resolutiva, de maneira extrajudicial, em diálogo permanente com o poder público. “O Judiciário deve ser a última esfera de atuação. Vamos buscar sentar, entender a situação e encontrar caminhos”, destacou. Por fim, o conselheiro entregou um ofício ao governador com pedidos referentes à pauta da correição temática.
Acompanharam o corregedor nacional e o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso a ouvidora nacional do Ministério Público, conselheira Ivana Lúcia Franco Cei, o coordenador-geral da Corregedoria Nacional do Ministério Público, Rinaldo Reis Lima, o chefe de gabinete da Corregedoria Nacional, Mauricio Coentro Pais de Melo, o corregedor-geral do MPMT, João Augusto Veras Gadelha, a ouvidora-geral do MPMT, Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, o secretário-geral do MPMT, Adriano Augusto Streicher, e a coordenadora de Correições e Inspeções da Corregedoria Nacional, Karina Soares Rocha.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Projeto FloreSer retoma atividades na Escola Raimundo Pinheiro

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O projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, iniciou uma nova etapa de rodas de conversa com estudantes da rede pública estadual. A Escola Estadual Raimundo Pinheiro, localizada no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, foi incluída na programação e deverá receber atividades com 14 turmas dos 1º e 2º anos do Ensino Médio.A iniciativa, que conta com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), promove diálogos com adolescentes sobre violência contra a mulher, prevenção e relacionamentos abusivos, especialmente entre jovens que estão iniciando suas primeiras relações afetivas.Nesta sexta-feira (24), 39 estudantes participaram de uma roda de conversa com a equipe técnica do Espaço Caliandra. A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra também esteve presente e alertou os adolescentes sobre a importância de reconhecer, desde o início de um relacionamento, os sinais de violência psicológica e moral.“É importante que, desde o início do relacionamento, saibam identificar os sinais de violência psicológica e moral, que são formas de violência tão ou mais graves do que a física e que, em muitos casos, podem levar ao feminicídio”, alertou.Machismo e influência das redes sociais – Durante o encontro, a promotora de Justiça destacou que a equipe do FloreSer tem identificado, nas atividades realizadas nas escolas, a presença de comportamentos machistas entre adolescentes, além da influência de discursos misóginos disseminados nas redes sociais.“Temos percebido que a atual geração é mais machista do que a anterior. Há estudos que mostram isso, e temos verificado a disseminação de discursos machistas e misóginos nas redes sociais, que exercem uma influência muito grande sobre os nossos jovens, além da dificuldade de lidar com a rejeição”, afirmou.Claire Vogel Dutra ressaltou ainda que comportamentos de controle e posse podem começar a ser reproduzidos ainda na adolescência e, posteriormente, contribuir para a escalada da violência nos relacionamentos.“Grande parte dos feminicídios ocorre porque o agressor não se conforma com o término do relacionamento e enxerga aquela pessoa como uma propriedade, como alguém que não tem vontade própria. Esse comportamento não começa na idade adulta. Ele se inicia muito cedo, dentro de casa, na forma como os pais se relacionam e educam os filhos, e acaba sendo reproduzido”, explicou.A inclusão da Escola Estadual Raimundo Pinheiro nas atividades do FloreSer ocorreu a partir de uma solicitação da Seduc, que identificou a necessidade de ampliar a abordagem sobre a violência de gênero entre os estudantes, especialmente adolescentes com idade entre 15 e 17 anos.A professora de Matemática Letícia Brito de Souza cedeu parte do horário de sua aula para a realização da roda de conversa e acompanhou o diálogo entre os estudantes e a equipe do Espaço Caliandra. Para ela, a abordagem preventiva é fundamental, principalmente porque muitos adolescentes convivem com situações de violência sem saber reconhecer os sinais ou buscar ajuda.“Desde cedo, eles precisam saber identificar situações que podem representar riscos à própria segurança e entender como evitá-las. Muitos deles vivem em contextos de violência dentro de casa e não sabem a quem pedir ajuda ou mesmo reconhecer os sinais”, destacou.A professora também ressaltou a proximidade dos educadores com os estudantes e a importância de criar espaços seguros para o diálogo. “Nós, como professores, convivemos bastante com eles e ouvimos relatos, principalmente das meninas, sobre situações de machismo e violência nos relacionamentos”, frisou.O projeto FloreSer busca contribuir para a prevenção da violência contra a mulher por meio da educação e da conscientização de adolescentes, promovendo reflexões sobre respeito, igualdade, masculinidades e relações saudáveis. A proposta é estimular os jovens a reconhecer comportamentos abusivos e romper, ainda na adolescência, com padrões de violência e de desigualdade de gênero.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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