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Caliandra e Pastoral do Migrante unem ações contra violência de gênero

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O Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar da Capital dará início a um novo projeto voltado à população migrante de Cuiabá. A iniciativa foi alinhada na última sexta-feira (20), durante reunião entre a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, equipe do Núcleo e representantes do Centro de Pastoral para Migrantes.
O objetivo é promover acolhimento e levar informações às mulheres migrantes sobre a rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar na Capital. A proposta inclui orientações acerca da violência de gênero, seus tipos e formas previstos na legislação brasileira, além de esclarecimentos sobre os serviços públicos disponíveis e os mecanismos de proteção, como as medidas protetivas de urgência.
A ação também terá caráter preventivo e educativo, com foco na conscientização sobre direitos, canais de denúncia e formas de buscar ajuda em situações de risco, contemplando ainda os homens nas atividades de orientação e esclarecimento acerca da legislação brasileira e das consequências da violência doméstica e familiar.
“Buscamos a parceria da Pastoral por sua proximidade com a população migrante e pelo conhecimento das demandas e necessidades desse público, o que será fundamental para a execução do projeto”, destacou a promotora de Justiça.
“Estivemos na Pastoral para compreender a dinâmica de funcionamento, identificar como os casos de violência chegam até a instituição e, a partir disso, estruturar o projeto de forma mais eficaz”, completou.
O diretor da Pastoral do Migrante, padre Mauro Antônio Verzeletti, ressaltou que a vulnerabilidade socioeconômica enfrentada por muitas pessoas migrantes pode potencializar situações de violência, especialmente contra as mulheres. Segundo ele, iniciativas que ampliem o acesso à informação e aos serviços públicos são essenciais para quem está em processo de adaptação a uma nova cidade e a um novo país.
Para o religioso, ações dessa natureza também deveriam alcançar regiões de fronteira e outros municípios, considerando que mulheres em deslocamento migratório frequentemente vivenciam contextos de maior vulnerabilidade e exposição à violência.
Os migrantes permanecem na instituição pelo período de 30 a 90 dias, enquanto aguardam a regularização da documentação e a inserção no mercado de trabalho e na rede de ensino. Além do acolhimento provisório, a Pastoral também presta assistência a famílias cadastradas, com a oferta de cestas básicas e outros apoios emergenciais.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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