Três delegacias da Polícia Civil de Mato Grosso foram revitalizadas e entregues para a população de Nova Canaã do Norte, Nova Monte Verde e Apiacás, na última semana. As unidades integram a Delegacia Regional de Alta Floresta (803 km ao norte de Cuiabá).
As reformas e adequações estruturais trouxeram melhorias e permitem que as delegacias dos municípios voltem a atender as demandas da instituição e da população. As unidades apresentam layout moderno, conforme padronização nacional da Polícia Civil.
Equipes da diretoria da Polícia Civil, acompanhada da Delegada Regional de Alta Floresta, Ana Paula Reveles, conheceram as novas instalações em uma visita técnica à Delegacia de Nova Canaã do Norte (699 km ao norte do Estado) na quarta-feira (19.06).
Já na quinta-feira (20) foi inaugurada a Delegacia de Nova Monte (968 km ao norte de Cuiabá), depois de ter sido totalmente revitalizada com base em um projeto idealizado em junho de 2023.
Foram aplicados recursos do Governo do Estado e de parcerias com a Prefeitura de Nova Monte Verde, Câmara de Vereadores, Ministério Público Estadual, Lions Clubs Internacional, sociedade e comércio local, e através dessa união de esforços foi possível atender o anseio dos servidores e consequentemente da população.
Por último, na tarde de quinta-feira (20), a Diretoria da Polícia Civil e outras autoridades convidadas visitaram a Delegacia de Apiacás (1.010 km ao norte de Cuiabá), que também passou por algumas reformas e investimentos estruturais.
Para a delegada regional de Alta Floresta, Ana Paula Reveles, as melhorias implementadas nas delegacias de Nova Canaã do Norte, Nova Monte Verde e Apiacás implicam diretamente no acolhimento ao público, aprimorando o atendimento, além de facilitar o desempenho das atribuições por parte dos policiais civis.
“Um dos principais objetivos da Polícia Civil é oferecer para a sociedade um produto final cada vez melhor e mais qualificado, além da valorização dos servidores, medida que tem sido atenção especial por parte da gestão”, destacou Ana Paula Reveles.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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