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SES reúne Força Nacional do SUS e municípios para planejar estratégias contra dengue e chikungunya

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), realizou, na manhã desta quinta-feira (13.3), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, uma reunião técnica para discutir estratégias e ações de enfrentamento à epidemia de dengue e chikungunya, devido à situação de aumento no número de casos e óbitos das doenças em Mato Grosso.

A reunião contou com a presença de representantes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde, das Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), da Procuradoria Geral do Município, do Hospital Universitário Júlio Müller, do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems), além das equipes técnicas da SES-MT.

Durante a reunião, o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, destacou que pediu o apoio da Força Nacional para o planejamento das ações de combate às arboviroses no Estado, principalmente para intensificar o trabalho em Cuiabá e Várzea Grande.

“O apoio da Força Nacional para o planejamento de estratégias será fundamental, pois precisamos fortalecer a Atenção Básica e Primária para que não haja uma sobrecarga ainda maior dos hospitais. Também é imprescindível o diálogo com a população, já que mais de 80% dos criadouros do mosquito estão em ambientes residenciais”, destacou o gestor.

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A equipe técnica da SES-MT apresentou o panorama de casos confirmados e óbitos por arboviroses no Estado, bem como os riscos avaliados, os fatores influenciadores para hospitalização e óbito. Também foram feitas recomendações às Secretarias Municipais de Saúde, como: ampliação do horário de atendimento das UBSs (sem intervalo de almoço), priorização de atendimento de grupos de risco, fortalecimento da vigilância epidemiológica e intensificação das medidas de controle vetorial.

As secretarias municipais também devem ampliar a vigilância genômica e estabelecer fluxos para o envio das amostras ao Laboratório Central de Saúde Pública do Estado de Mato Grosso (Lacen-MT), com preferência para análises genômicas, e fazer campanhas para incentivo ao aumento das taxas de imunização contra a dengue.

Para o secretário adjunto de Atenção e Vigilância em Saúde da SES, Juliano Melo, é importante melhorar o acesso da população aos serviços de saúde pública. Ele também enfatizou que o fumacê, técnica muito solicitada em situações de epidemia, pode não ser a solução mais eficiente para a maioria dos casos.

“É preciso resgatar as ações de base para eliminar os criadouros e diminuir a infestação pelo mosquito. Nós já optamos por fazer fumacê não veicular, com bomba costal, desde sempre na rotina do agente de endemia e ela tem uma eficiência muito maior e muito mais interessante do que o fumacê feito em veículos”, destacou.

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De acordo com o Painel de Arboviroses da SES (http://sieges.saude.mt.gov.br/dashboard/51), Mato Grosso registrou 17.672 casos confirmados e 23 óbitos confirmados por Chikungunya em 2025, além de 11.394 casos confirmados e 8 óbitos confirmados para dengue neste ano.

Criação de centro de emergências por arboviroses

A SES-MT vai instalar, nesta sexta-feira (14.03), o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública por Arboviroses e Vírus Respiratórios (COE-ArboVR) em sua sede, localizada no Centro Político Administrativo.

O COE-ArboVR terá a participação de representantes de diversas entidades e Secretarias, tanto estaduais quanto municipais, incluindo o Ministério Público e outras organizações. As ações diretas do COE envolvem a coordenação e o gerenciamento das medidas necessárias para o enfrentamento de emergências em Saúde Pública, monitorando a situação, articulando com gestores do SUS e implementando planos de contingência.

O centro também será responsável por divulgar informações à população e profissionais de saúde, elaborar relatórios técnicos e avaliar os impactos nos serviços de saúde.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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