A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) lançou, nesta quinta-feira (5.3), em reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), a Caderneta da Gestante Mato-Grossense, criada para atender às necessidades das grávidas e à crescente demanda de gestantes acompanhadas na rede de saúde do Estado.
Cerca de 70 mil exemplares físicos serão entregues aos Escritórios Regionais de Saúde, para distribuição aos 142 municípios e aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis).
“Somos o segundo Estado do país a ter uma caderneta própria da gestante e isso nos orgulha. A iniciativa reafirma o compromisso da gestão com a qualificação da atenção à saúde materna e infantil, pois vai ampliar o acompanhamento das gestantes com o objetivo de promover uma assistência contínua, integral e humanizada”, afirmou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.
A caderneta será usada para anotar as informações sobre a gravidez, o parto e também sobre o bebê, e deverá ser levada pela grávida a todas as consultas de pré-natal e no hospital para atendimento ao parto.
O material foi elaborado pela área técnica da saúde da mulher, com a contribuição do DSEI Xavante, da Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso, de profissionais da Atenção Primária do Estado, além de técnicos da Secretaria, como sanitaristas, enfermeiros, nutricionistas, odontólogos e fisioterapeutas.
Segundo o superintendente de Atenção à Saúde da SES, Franco Danny Manciolli, a caderneta estabelece o acompanhamento pré-natal ampliado, com previsão de 12 ou mais consultas, permitindo a avaliação dos riscos gestacionais, o que contribui para a identificação precoce de agravos e para a tomada de decisões oportunas.
“O instrumento permite ainda o registro das doses de vacinação, como dupla bacteriana, hepatite B, influenza e Covid-19, uso de medicamentos, dos exames de pré-Natal, monitoramento do ganho de peso gestacional, controle glicêmico, controle da pressão arterial, entre outras informações. A caderneta também dedica espaço ao pré-natal do parceiro, incentivando a participação ativa durante todo o período gestacional”, explicou.
Conforme a coordenadora de Organização de Redes de Atenção à Saúde, Daniely Beatrice Lago, outro avanço significativo é a criação de uma seção exclusiva para a abordagem integrada e o cuidado compartilhado entre a Atenção Primária à Saúde (APS) e a Atenção Ambulatorial Especializada.
“Isso possibilita uma comunicação efetiva entre os serviços do território da gestante e os ambulatórios especializados, fortalecendo a coordenação do cuidado e a resolutividade da rede de atenção à saúde”, avaliou.
A caderneta contempla o acompanhamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e a realização de consulta odontológica. Temas prioritários em saúde pública são abordados de forma clara e dinâmica, como a gravidez na adolescência, com orientações sobre riscos, prevenção de novas gestações e fortalecimento do planejamento reprodutivo.
“O material ainda destaca os cuidados com a prematuridade, a importância da saúde bucal, os benefícios da amamentação, além de informações sobre procedimentos não recomendados durante o parto, garantindo que a gestante esteja bem informada e seja protagonista de suas escolhas”, acrescentou a coordenadora.
A servidora que atua como referência técnica da área da saúde da mulher, Suzana Albuquerque, destaca o uso da caderneta para uma abordagem integral, abrangente e personalizada.
“A Caderneta também contempla orientações para a identificação e o acompanhamento dos aspectos emocionais relacionados à gestação e ao puerpério, bem como informações sobre os direitos da gestante, o desenvolvimento do bebê em cada trimestre, sobre o planejamento familiar, e informações sobre a violência na gravidez, além de conteúdos informativos”, concluiu.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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