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Seduc orienta escolas a intensificarem preparativos para início do ano letivo de 2026 em fevereiro

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) orientou as 628 escolas da rede estadual de ensino a iniciarem o ano letivo de 2026 no dia 2 de fevereiro. Para garantir um retorno organizado, seguro e acolhedor de servidores e estudantes, a pasta destacou a necessidade de planejamento antecipado e atenção especial à estrutura física, aos processos administrativos e à comunicação com a comunidade escolar.

De acordo com o orientativo enviado às escolas, os gestores devem identificar previamente possíveis problemas que possam comprometer o início das aulas e adotar medidas corretivas para assegurar o pleno funcionamento das unidades. A proposta é oferecer um ambiente adequado à aprendizagem dos estudantes e condições de trabalho satisfatórias aos profissionais da educação.

Entre as ações prioritárias elencadas pela Seduc estão a divulgação, em local visível, do horário de funcionamento da escola, dos fluxos de atendimento e dos canais de comunicação disponíveis, além da identificação da equipe gestora e de seus respectivos horários de trabalho. A secretaria também reforça a importância da limpeza das áreas externas e internas das escolas, incluindo salas de aula, banheiros, cozinhas, depósitos e arredores das unidades.

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O documento orienta ainda a realização de manutenções preventivas, como a verificação de telhados, infiltrações e goteiras, manutenção de aparelhos de ar-condicionado e ventiladores, troca de filtros e higienização de bebedouros e reservatórios de água. A organização das salas de aula, com conferência do estado das carteiras, equipamentos, janelas e cortinas, também integra o conjunto de medidas recomendadas.

No âmbito da alimentação escolar, para a Seduc é fundamental a limpeza geral, a organização das despensas, a checagem de alimentos e a higienização de eletrodomésticos como geladeiras e freezers, assegurando condições adequadas para o início do ano letivo.

Para apoiar os gestores nesse processo, a pasta disponibilizou, por meio de QR Codes, o Protocolo de Limpeza e Higienização dos Espaços Escolares e o Manual de Manutenção Predial das escolas estaduais.

O orientativo também trata da organização do retorno dos servidores, previsto para o dia 19 de janeiro, quando será realizado um momento formativo voltado às equipes gestoras. As escolas devem planejar antecipadamente o acolhimento dos profissionais que retornam das férias, definindo responsáveis e estratégias para esse momento.

Outro ponto de destaque é a comunicação com as famílias. A secretaria recomenda que as unidades escolares encaminhem comunicados aos pais e responsáveis informando a data de início das aulas, além de divulgar as informações nas redes sociais institucionais, quando houver.

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Na área administrativa, a Seduc reforça a necessidade de manter atualizados os documentos obrigatórios de estudantes e servidores, bem como a organização dos processos da secretaria escolar. O período é considerado sensível devido ao encerramento das rematrículas, à confirmação da Matrícula Web e ao início das matrículas presenciais.

Por fim, a secretaria ressalta que o empenho coletivo neste período preparatório é fundamental para garantir um ano letivo exitoso. Situações excepcionais ou dúvidas que ultrapassem a competência da unidade escolar devem ser encaminhadas às respectivas Diretorias Regionais de Ensino (DREs) ou a Diretoria Metropolitana de Ensino (DME).

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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