MATO GROSSO

Sedec orienta municípios para atualização do Mapa do Turismo Brasileiro em Mato Grosso

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A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT) iniciou a mobilização junto aos municípios e às Instâncias de Governança Regionais do Turismo (IGRs) para a atualização do Mapa do Turismo Brasileiro 2026. A medida é fundamental para que as cidades permaneçam aptas a acessar políticas públicas, e sejam prioritárias na destinação de recursos voltados ao desenvolvimento do turismo pelas esferas estadual e federal.

Segundo o analista da Sedec e interlocutor estadual do Programa de Regionalização do Turismo, Diego Orsini, a atualização do cadastro no Mapa do Turismo Brasileiro vai além de uma exigência formal, pois é o principal instrumento do Programa de Regionalização do Turismo, criado pelo Ministério do Turismo para organizar o território nacional em regiões turísticas e orientar a aplicação de investimentos no setor.

“O Mapa do Turismo é o que garante aos municípios prioridade no acesso a políticas públicas, programas de fomento, capacitações e recursos. Estar atualizado no Mapa do Turismo significa estar inserido de forma estratégica no planejamento do turismo estadual e nacional”, destaca.

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Desde fevereiro de 2023, a atualização das informações é realizada por meio do Sistema de Informações do Mapa do Turismo Brasileiro (SISMapa), plataforma oficial utilizada pelo Ministério do Turismo. Cabe às prefeituras a inserção e a manutenção da documentação exigida, enquanto as IGRs atuam no acompanhamento e na orientação dos municípios que compõem cada região, assim como também são as responsáveis diretas no cadastramento das regiões turísticas.

Orsini coordenou uma reunião técnica virtual com interlocutores municipais e regionais do Programa de Regionalização do Turismo na quarta-feira (4.2) para esclarecer critérios, procedimentos e prazos para a atualização do Mapa do Turismo Brasileiro.

Entre os critérios obrigatórios para os municípios estão a existência de órgão responsável pela pasta de turismo, dotação orçamentária específica, prestadores de serviços turísticos regulares no Cadastur, conselho municipal de turismo ativo e adesão formal ao Programa de Regionalização do Turismo. Para as regiões turísticas, é exigida a existência de Instância de Governança Regional ativa, com composição formada por municípios com identidade e características complementares.

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Segundo o Ministério do Turismo, a partir de 01 de abril de 2026, a obrigatoriedade de um plano de trabalho com ações para o desenvolvimento do turismo para os municípios, regiões turísticas e unidades da federação, passa a também ser exigida como critério.

“É fundamental que os municípios estejam atentos aos seus prazos de vigência para não serem excluídos do Mapa do Turismo Brasileiro. Além disso, aqueles que ainda não fazem parte do Mapa, mas possuem vocação para o desenvolvimento do setor, devem buscar nossa orientação para integrar esse importante instrumento de descentralização das políticas públicas”, conclui Diego.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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