MATO GROSSO

Quatro macacos são encaminhados pela Sema para santuário que abriga primatas ameaçados de extinção

Publicado em

Quatro macacos foram destinados para o Santuário Onça Pintada, em Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), esta semana. O santuário fica no município de Curvelo e integra o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas Amazônicos ameaçados de extinção, cujas diretrizes são estabelecidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiverisdade (ICMBio).

As espécies enviadas são 1 macaco-barrigudo fêmea, 1 macaco cuxiú fêmea, 1 macaco-aranha macho e 1 macaco zogue-zogue macho.

O macaco-barrigudo fêmea foi entregue de forma voluntária em Cuiabá, pois encontrava-se irregularmente com uma pessoa. Já o macaco cuxiú estava em uma praça no município de Sorriso e foi capturado pois frequentemente atacava as pessoas que passavam pelo local. As duas fêmeas estavam sob os cuidados do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), localizado em Lucas do Rio Verde.

O macaco-aranha foi resgatado em Barra do Bugres e estava apático com sinais de domesticação. O macaco zogue-zogue foi resgatado em Campos de Júlio e estava abatido. Antes de irem para Minas Gerais, estavam alojados no Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, em Várzea Grande.

Leia Também:  SES orienta população sobre cuidados de prevenção à varíola dos macacos

Por serem animais que tinham sinais de domesticação, associado ao fato de não ser possível a localização dos seus bandos originários, os primatas não puderam ser reintegrados à natureza. Desta forma, foram destinados ao Santuário Onça Pintada para em conjunto com outros animais da mesma espécie, formarem novas famílias e estarem em segurança em cativeiro.

Após passarem por avaliação médica e tratados foram considerados aptos a serem destinados ao mantenedouro. O envio foi realizado em parceria com a Latam Cargo, por meio do programa Avião Solidário, que de forma gratuita promove o envio de animais silvestres por todo Brasil com o objetivo da preservação da fauna pela conservação ex situ, ou seja, fora de seu habitat natural.

“Os animais foram enviados a um local com uma infraestrutura compatível com a demanda dos animais e com os desafios ambientais que eles necessitam. Por serem espécies com diferentes graus de ameaça de extinção, além da incontestável qualidade e bem-estar dos animais, um dos principais fatores do envio destes animais é a composição de populações de segurança em cativeiro. Isto é um dos principais pilares da conservação ex situ “, explica a analista de Meio Ambiente da Sema e médica veterinária Danny Moraes.

Leia Também:  Pistas da MT-251 estão totalmente interditadas devido às chuvas desta quinta-feira (11)

Veja os vídeos da aclimatação no Santuário Onça Pintada com o bando de macaco aranha:

https://www.youtube.com/shorts/-Nt7XV8pom4

https://www.youtube.com/shorts/Fq8rwFYH9Pw

https://www.youtube.com/shorts/w4UPIK4GJCg

https://www.youtube.com/shorts/_WyTepTxmiI

Fonte: Governo MT – MT

Advertisement

MATO GROSSO

Os R$ 600 mil do deputado Sebastião Rezende para a Unemat ainda precisam ser comprovados

Published

on

Deputado afirma ter repassado R$ 600 mil para o curso de Arquitetura e Urbanismo, mas NOB citada para comprovar a transferência não foi apresentada.

A implantação de uma turma especial de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Rondonópolis foi anunciada com previsão de R$ 1,2 milhão. A proposta previa R$ 600 mil destinados pelo deputado estadual Sebastião Rezende e outros R$ 600 mil pela Prefeitura.

Sebastião Rezende afirma que os R$ 600 mil foram repassados e depositados na conta da Prefeitura. Segundo ele, uma Nota de Ordem Bancária (NOB) comprova a transferência. A NOB não foi apresentada publicamente.

Os outros R$ 600 mil também não têm, até o momento, um documento público que estabeleça a obrigação da Prefeitura.

A proposta foi discutida entre o deputado Sebastião Rezende e o então ex prefeito José Carlos do Pátio. O combinado era que o deputado destinaria R$ 600 mil e a Prefeitura colocaria outros R$ 600 mil.

A reportagem investigou e não foi encontrado pela Prefeitura qualquer documento assinado pela gestão anterior. O acordo entre os dois, porém, foi apenas verbal. Não foi apresentado convênio, termo ou outro documento da gestão anterior que determine o pagamento dos R$ 600 mil pelo município.

Leia Também:  Banda de escola estadual conquista 1º lugar em quatro categorias de concurso no RJ; "Experiência indescritível", afirma aluna

Sem esse registro, não há documento que obrigue a atual administração a cumprir o acordo feito entre o deputado e o ex-prefeito.

A estimativa inicial de R$ 1,2 milhão também não representa necessariamente o custo atual do projeto. A implantação de um curso de Arquitetura e Urbanismo envolve despesas como equipamentos e outras necessidades da universidade. O valor atualizado precisa ser informado pela Unemat.

No caso do recurso atribuído do Sebastião Rezende, falta a apresentação da NOB citada pelo deputado. No caso da contrapartida municipal, falta um documento que comprove que a Prefeitura tenha que assumir formalmente o pagamento.

A apresentação desses documentos permitirá verificar quanto foi repassado, quando o dinheiro chegou aos cofres municipais e se existe uma obrigação financeira deixada pela administração de José Carlos do Pátio para a atual gestão.

Essas ações não significam que a Prefeitura tenha assumido o compromisso de R$ 600 mil discutido na gestão anterior.O prefeito Cláudio já disse publicamente que entregaria por meio do doação o prédio para a Unemat no entanto a instituição não se manifestou, fazendo que o núcleo passa-se de 7 cursos para apenas 2, impactanto o acesso dos estudantes da região ao ensino superior gratuito.

Leia Também:  Com 18 votos favoráveis e quatro contrários, deputados aprovam contas do governo de 2022

Fonte: Política

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA