Policiais militares do 12º Batalhão prenderam, na madrugada desta sexta-feira (26.01), dois homens e uma mulher, e apreenderam um adolescente de 15 anos, suspeitos de formação de quadrilha, roubo, porte ilegal de arma de fogo e direção perigosa, no município de Sorriso.
Na ação, os militares recuperaram dois veículos, sendo um Onix e um Corolla, com queixas de roubo. Além disso, apreenderam um revólver, uma espingarda de pressão, 15 porções de pasta base de cocaína, maconha, entre outros pertences.
Segundo informações do boletim de ocorrência, os militares realizavam patrulhamento de rotina no bairro Jardim Primavera quando identificaram quatro homens em atitude suspeita, em um veículo Onix.
Assim que o motorista percebeu aproximação dos policiais, fugiu em alta velocidade, pela contramão da pista, realizando manobras em zig-zag, a fim de despistar as equipes. No trajeto, um dos suspeitos dispensou duas sacolas contendo diversas porções de substâncias análogas à maconha e uma balança de precisão.
Já no bairro Bela Vista, com apoio dos policiais da Força Tática, as equipes abordaram a quadrilha e encontraram, durante busca pessoal, porções de maconha, cocaína e um revólver com três munições intactas. Os policiais identificaram que o veículo Onix possui registro de roubo em Cuiabá e estava com as placas adulteradas.
À PM, a quadrilha confessou o roubo a uma residência em Lucas do Rio Verde, em que levaram um veículo Corolla e outros pertences da vítima. O carro estaria estacionado na Rua Celeste, próximo Avenida Santa Maria, com a parte frontal e roda danificadas.
Os suspeitos confessaram ser integrantes de uma organização criminosa e que tinham objetivo de roubar uma arma de fogo, dinheiro e, posteriormente, executar a vítima. No entanto, a vítima não estava na residência.
A quadrilha, os veículos recuperados e os materiais apreendidos foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais providências que o caso requer.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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