A Polícia Militar de Mato Grosso oficializou, nesta quarta-feira (14.08), o primeiro Curso de Policiamento Fazendário durante solenidade realizada no auditório do Quartel do Comando Geral, em Cuiabá. Ao todo, 30 policiais militares participaram da capacitação que durou dois meses.
O comandante do 27º Batalhão Fazendário (BPMFaz), tenente-coronel Waldir Félix, explicou que a unidade atua em conjunto com a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e que o curso contou com conhecimentos técnicos e teóricos em abordagem à veículos em rodovias, documentos fiscais, policiamento nos postos fiscais e volantes da Sefaz, notícia de fato tributário e primeiros socorros.
“Com a formação, temos policiais militares ainda mais preparados e capacitados para apoiar todas as ações de fiscalização da Sefaz no estado. O patrulhamento tático e ostensivo, alinhado às atividades da secretaria, traz ganho no combate à sonegação fiscal em Mato Grosso”, declarou tenente-coronel Félix.
O secretário adjunto de Projetos Estratégicos da Sefaz, Vinícius Simioni, ressaltou que a integração entre a Fazenda e a Polícia Militar, por meio do Batalhão Fazendário, mantém a segurança tanto das equipes de fiscalização quanto das operações realizadas.
De acordo com o gestor, as capacitações da equipe são essenciais e trazem mais eficiência ao trabalho realizado pelos policiais que atuam junto com o fisco estadual.
“Essa capacitação é fundamental para as operações da Sefaz para que tenhamos uma fiscalização mais coesa e eficaz. Como resultado, temos um ganho significativo em eficiência para o Estado, com o combate à sonegação fiscal em todo o território estadual”, afirmou o secretário adjunto da Sefaz.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Corrêa Mendes, parabenizou os policiais militares do Batalhão Fazendário pela conclusão do primeiro curso, adiantou que haverão outras capacitações do mesmo modelo em breve e também destacou a parceria da PM com a Sefaz.
“Estamos aqui celebrando mais um importante curso de capacitação dos policiais militares de Mato Grosso. Nós promovemos diversos cursos entre as nossas unidades de todo o estado, pois isso é necessário para prestar um serviço de qualidade à população. Essa integração entre as instituições é de extrema importância no combate à criminalidade e na sonegação fiscal”, declarou coronel Mendes.
Mato Grosso pratica a menor alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do país sobre o etanol hidratado. No estado, a alíquota é de 10,5%, enquanto nos demais estados a carga tributária varia entre 12% e 22%.
O preço dos combustíveis pago pelo cidadão é influenciado por diversos fatores da cadeia produtiva, que vão desde o valor do petróleo no mercado internacional até os custos de distribuição, revenda e a incidência de tributos federais e estaduais, que variam conforme o produto.
Entre os benefícios concedidos na cadeia de combustíveis, destaca-se o setor de aviação, que conta com redução da base de cálculo do ICMS sobre o querosene de aviação (QAV), resultando em carga tributária entre 2,72% e 7%, com finalidade de fomentar a aviação regional, conforme critérios previstos na legislação.
Também recebem incentivos o gás natural (GNV), com carga reduzida de 2%, e o etanol anidro produzido no estado, que conta com abatimento de R$ 0,23 por litro no valor do ICMS devido.
Apesar de compor o preço final, o tributo estadual é apenas um dos elementos do valor pago pelo consumidor. Entre os principais fatores que influenciam o preço estão o custo de produção ou importação do combustível, a política de preços das refinarias, além das despesas com transporte, armazenamento e a margem de lucro de distribuidores e postos revendedores.
Além disso, também há incidência de tributos federais, como PIS/Cofins, que integram a composição do preço.
A forma de tributação também influencia essa composição. Para combustíveis como gasolina, etanol anidro, diesel, biodiesel e gás liquefeito de petróleo (GLP), o ICMS segue o modelo ad rem, definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com valor fixo em reais por litro. Nesses casos, o imposto é recolhido uma única vez na cadeia, geralmente na etapa de produção ou importação.
Já para o querosene de aviação (QAV), o etanol hidratado e o gás natural (GNV e GNL), a tributação é sobre o valor do produto. Nesses casos, o cálculo do ICMS utiliza o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), apurado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz), que reflete os preços efetivamente praticados no mercado.
Assim, quando há redução nos preços ao consumidor, o PMPF também diminui, resultando em menor base de cálculo do ICMS e, consequentemente, em menor valor de imposto a ser recolhido. Da mesma forma, aumentos nos preços praticados levam à elevação do indicador.
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