A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá, identificou nesta quarta-feira (29.05) o executor do assassinato do policial militar Odenil Alves Pedroso, ocorrido na terça-feira, na capital.
Durante as diligências investigativas ininterruptas, que contaram com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá, as equipes da DHPP localizaram a motocicleta, o capacete, botinas e uma jaqueta utilizados pelo criminoso no momento da execução.
O veículo e os pertences foram apreendidos em um endereço na Rua Paraná, do bairro CPA 2, em Cuiabá, onde o autor do homicídio do policial abandonou os materiais logo após cometer o crime.
As equipes da DHPP e Derf Cuiabá chegaram à identificação do executor após análises de imagens de câmeras de monitoramento e outras diligências investigativas. Raffael Amorim de Brito, 28 anos, tem mandados de prisão em aberto pelos crimes de roubo e extorsão mediante sequestro.
As equipes investigativas seguem com as diligências para localizá-lo e também identificar outros possíveis envolvidos no homicídio, assim como chegar à motivação para o crime.
O policial militar Odenil Alves Pedroso, de 47 anos, foi atingido por disparos de arma de fogo na tarde de terça-feira (28), quando estava próximo à Unidade de Pronto Atendimento do bairro Morada do Ouro, na capital, onde prestava serviço extraordinário. Ele estava em uma lanchonete, quando um atirador desceu de uma motocicleta, fez os disparos contra o servidor público e ainda roubou a arma do militar.
A vítima foi socorrida em estado grave, com apoio de uma aeronave do Ciopaer, ao Hospital Municipal de Cuiabá, onde foi entubada e passou por cirurgia, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos, indo a óbito por volta das 19 horas de terça-feira.
Unidade referência no tratamento da hemofilia no Estado, o MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, atende atualmente 254 pacientes hemofílicos em sua sede em Cuiabá.
Aline Evelly da Cruz levou um choque ao descobrir que o filho Daniel Lima, 7 anos, era portador de hemofilia A, pois não conhecia a doença.
“A descoberta foi quando ele ainda engatinhava e ficava com muitos hematomas. Daí levamos no médico para fazer acompanhamento e a médica disse que poderia ser a doença e encaminhou ele para fazer os exames no MT Hemocentro. Pra nós, foi um choque porque eu nunca tinha ouvido falar sobre e, depois de muitas pesquisas, eu consegui entender o que os médicos falavam e o porquê de ele ter a doença”, relatou.
Nesta sexta-feira (17.4), é comemorado o Dia Mundial da Hemofilia com o objetivo de conscientizar a população sobre a hemofilia.
Aline disse ainda que o tratamento do MT Hemocentro é essencial para o filho ter qualidade de vida.
“O acompanhamento dos médicos é ótimo, agradeço pela paciência e pela ajuda. Agradeço pela equipe do ambulatório também que tem todo cuidado com ele quando precisa tirar sangue. Hoje ele faz um tratamento de 15 em 15 dias, ele joga bola e anda de bicicleta e tá tudo bem.”
Moradora de Mirassol d’Oeste, Alessandra Souza Dias, tia de Anderson dos Santos, 9 anos, e de Lucas André dos Santos, 5 anos, ambos com hemofilia A, também elogiou o atendimento recebido em Cuiabá.
“Quando descobrimos que eles tinham a falta desse fator no organismo, a gente entrou em desespero. Mas a gente conseguiu ajuda e fomos no Hemocentro e, desde o primeiro momento, fomos bem recebidos. Toda dúvida que a gente tem eles respondem e as enfermeiras e os médicos são muito atenciosos. A gente agradece muito todo apoio e cuidado, sempre que precisamos eles estão prontos para ajudar.”
O diretor da unidade, Fernando Henrique Modolo, destacou que o MT Hemocentro é referência para o tratamento de pacientes hemofílicos em Mato Grosso.
“A unidade possui uma equipe multidisciplinar com diversas especialidades médicas para garantir o tratamento especializado e humanizado para esses pacientes. Na sede, os pacientes podem fazer todos os exames necessários e realizar o tratamento de acordo com a sua necessidade sem precisar de mais deslocamentos”, destacou.
Atualmente, a unidade possui uma equipe composta por 38 servidores, entre eles: médicos (hematologista, cardiologista, ortopedista, clínico geral e médico da dor), enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogo, assistente social, fisioterapeutas e nutricionista.
A hemofilia é uma doença genética, que não tem cura e está ligada ao cromossomo X. Ela tem dois fatores, que são o da hemofilia A, em que o paciente apresenta deficiência do fator VIII, e hemofilia B, em que o paciente apresenta deficiência do fator IX.
Quando alguém sofre um corte e ocorre perda de sangue, substâncias do organismo atuam para interromper o fluxo, em um mecanismo conhecido como coagulação. No entanto, indivíduos com hemofilia não possuem esses elementos essenciais, o que faz com que o sangramento seja mais intenso e prolongado do que o habitual.
O diagnóstico pode ser realizado após o histórico de sangramento excessivo ou pequenos traumas e hematomas na pele, dor forte, aumento da temperatura e restrição de movimento, observado nos dois primeiros anos de vida, principalmente em meninos.
As articulações também podem ser prejudicadas, as mais comuns são os joelhos, tornozelos e cotovelos. Após observar sintomas como esses, é preciso direcionar a pessoa para uma unidade de saúde a fim de garantir o devido diagnóstico e tratamento.
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