Ação da Polícia Civil interrompeu a prática de desmate ilegal em uma área de conservação ambiental na região de Barão de Melgaço, na tarde de quinta-feira (25.03). Uma pessoa foi detida em flagrante delito.
No local, a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) apreendeu uma pá escavadeira em plena operação, um veículo Fiat Strada com pacotes de sementes para plantio de pastagem e um reservatório de combustível para capacidade de mil litros.
Durante as diligências investigativas, os policiais civis da Dema flagraram uma atividade de desmatamento irregular em área protegida ocorrendo no município de Barão de Melgaço.
A equipe avistou uma pá escavadeira fazendo a derrubada de vegetação nativa e preparação do solo para formação de pastagem. A cena despertou suspeitas quanto à legalidade da intervenção ambiental.
Os investigadores encaminharam as coordenadas geográficas do local à Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso, que realizou consulta imediata no sistema e confirmou que a área não possuía autorização para desmate.
Diante da ausência da Licença Ambiental e Cadastro Ambiental Rural (CAR) e em razão da área se tratar de Unidade de Conservação da Estrada Parque Santo Antônio–Porto de Fora–Barão de Melgaço, a atividade é considerada ilegal.
Abordagem
Na ocasião, o operador da máquina contou que havia sido contratado para realizar o desmate e preparar o terreno. Em contato telefônico o contratante confirmou a versão do contratado.
Outro indivíduo que estava no local conseguiu fugir. Ele foi identificado como o proprietário da Saveiro de cor branca, com pacotes de sementes destinadas à formação de pastagem (material compatível com a conversão de área nativa) no interior do veículo.
Em seguida os equipamentos foram apreendidos e o operador da máquina detido para esclarecimentos. Os envolvidos responderão pelos crimes ambientais: destruição de vegetação em área protegida, dano a unidade de conservação, eventual transporte ou uso de produtos de origem ilegal, em concurso de pessoas.
O trabalho contou com apoio do Batalhão de Proteção Ambiental que esteve no local e realizou as sanções administrativas como embargo e notificação para concluir a valoração do dano e multa administrativa.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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