MATO GROSSO

Polícia Civil deflagra terceira fase da Operação Intolerance no combate a facções criminosas

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A Polícia Civil prendeu uma mulher foragida da Justiça por envolvimento à facção criminosa no decorrer da terceira fase da Operação Intolerance. A prisão, realizada em Cuiabá, é resultado de um trabalho investigativo integrado entre as Delegacias de Confresa, Primavera do Leste, Paranatinga, com apoio da Polícia Interestadual (Polinter).

A ação visa desarticular uma facção criminosa envolvida em crimes como tráfico de drogas, lavagem de capitais e organização criminosa em Mato Grosso.

Com essa prisão, já são oito faccionados capturados nessa fase da operação, reforçando o compromisso da Polícia Civil no combate ao crime organizado no Estado.

A investigação segue em andamento na Delegacia de Confresa, na coordenação do delegado Mauro Arruda de Moura Apoitia.

AÇÃO INTEGRADA DAS UNIDADES DA POLÍCIA CIVIL

A atuação conjunta de diversas unidades policiais tem sido fundamental para o êxito da operação. O trabalho integrado entre as Delegacias de Confresa, Primavera do Leste, Paranatinga e Polinter demonstra a eficiência da cooperação institucional e a importância da troca de informações para a identificação, localização e prisão de criminosos.

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A articulação entre as unidades policiais permite maior agilidade no cumprimento de mandados de prisão, buscas e apreensões, além de facilitar o rastreamento de movimentações financeiras ilícitas e a desarticulação de redes criminosas. Essa abordagem integrada tem garantido que a Polícia Civil atue de forma mais estratégica e eficaz no combate ao crime organizado, atingindo membros das facções em diferentes regiões do estado.

A IMPORTÂNCIA DA DENÚNCIA E DA COLABORAÇÃO DA SOCIEDADE

O apoio da população é essencial para fortalecer as ações de segurança pública. A denúncia anônima é uma ferramenta poderosa para ajudar as autoridades a identificar e prender criminosos que ameaçam a paz social.

Muitos dos investigados capturados foram localizados a partir de informações repassadas pela própria sociedade. A colaboração dos cidadãos permite que a Polícia Civil atue de maneira mais eficiente, reunindo provas e rastreando integrantes do crime organizado.

A população pode ajudar denunciando atividades suspeitas, informando locais de atuação de criminosos e repassando qualquer dado relevante sobre pessoas envolvidas com o tráfico de drogas e outros crimes graves. Todas as denúncias são sigilosas, garantindo a segurança de quem colabora com a polícia.

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A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a segurança pública e segue atuando de forma firme e ininterrupta para garantir um Mato Grosso mais seguro para todos.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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