A peça Bereu, baseada em pesquisas e histórias reais da vida de mulheres privadas de liberdade de um presídio de Mato Grosso, será encenada neste mês de novembro, no Cine Teatro Cuiabá. Com sessões gratuitas em todos os finais de semana, o espetáculo será apresentado sempre aos sábados e domingos, às 19h30, para um público de até 80 pessoas por dia.
A peça é fruto de um projeto da Associação Cultural Cena Onze, e as apresentações deste mês são realizadas com recursos da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). A agenda de novembro no Cine Teatro Cuiabá inclui sessões nos dias 11, 12, 18, 19, 25 e 26.
Além das apresentações no Cine Teatro Cuiabá, a peça também foi encenada nos dias 1º e 2 deste mês para as mulheres da Penitenciária Feminina Ana Maria Couto May, em Cuiabá, e da Cadeia Pública Feminina de Cáceres. O projeto inclui, ainda, três rodas de conversa sobre temas como depressão, ansiedade e suicídio, que serão realizadas dentro dos presídios e uma no Cine Teatro Cuiabá.
A peça Bereu é apresentada desde 2019 pela Cia Cena Onze, que desenvolveu o espetáculo após 14 anos de pesquisa e convivência com as mulheres da Penitenciária Feminina Ana Maria Couto May. No local, o grupo realiza oficinas de teatro, dança e figurino. Bereu é uma gíria usada nas prisões e significa “bilhete, recado, carta”.
Serviço: Espetáculo Bereu Datas: Finais de semana de novembro (sábados e domingos) Horário: 19h30 Entrada: Gratuita Local: Cine Teatro Cuiabá Informações: (65) 99227-6215
Responsável por implantar a cirurgia robótica no Sistema Único de Saúde (SUS) do estado, o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso fechou o mês de maio com outro importante marco para a saúde pública mato-grossense. Desde o dia 30, o robô começou a ser usado também em cirurgias ginecológicas, ampliando o acesso à tecnologia.
De 30 de maio a 1º de junho, o hospital do Governo de Mato Grosso fez um mutirão de procedimentos robóticos ginecológicos, supervisionado pelo Programa de Cirurgia Robótica do Einstein Hospital Israelita – organização filantrópica que administra a unidade em Cuiabá.
Quatro pacientes fizeram os procedimentos em 30 de maio e outras quatro no dia 31. Em 1º de junho, foram três pacientes. “Foi tudo ótimo, fomos muito bem atendidos. Minha esposa já está em casa, sem nenhuma intercorrência. Agora, é só fazer o repouso”, comemorou o marido de uma das pacientes operadas no domingo, D. M. Sua esposa fez uma cirurgia de retirada do útero e das trompas. “Já está com o retorno marcado”, acrescentou.
O coordenador do centro cirúrgico do Hospital Central, Iuri Tamasauskas, explicou que a cirurgia robótica traz vantagens para o paciente. “Usando o robô, o cirurgião tem um acesso mais preciso à pelve. Com isso, a ação é delimitada, favorecendo a recuperação, que se torna mais rápida e com menos dor”, observou.
Em abril, a unidade realizou o primeiro mutirão de cirurgias robóticas, feitas para o tratamento de câncer de próstata. Também foram três dias de procedimentos. Ao todo, desde que começou a funcionar, o hospital realizou 22 cirurgias robóticas pelo SUS em Mato Grosso.
Fazer procedimentos sofisticados, que demandam o uso de tecnologia, é uma das características da unidade de alta complexidade, afirmou Alessandra Bokor, diretora do Hospital Central. “E as cirurgias robóticas são um bom exemplo disso. Nosso vínculo com o Einstein tem nos permitido qualificar profissionais e expandir o acesso do robô aos usuários do SUS em Mato Grosso”.
Essa ampliação faz parte do planejamento de operação do Hospital Central, que começou a atender em janeiro deste ano. Voltada para casos de alta complexidade, com ênfase em cirurgias, a unidade opera 100% pelo SUS.
Em agosto, o hospital alcançará a atividade plena com 12 especialidades cirúrgicas: cirurgia pediátrica, cirurgia urológica, cirurgia ortopédica, cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia ginecológica, cirurgia vascular, cirurgia cardiovascular, cirurgia torácica, mastologia, cirurgia oncológica e neurocirurgia. Devido a esse perfil, a unidade atende exclusivamente pacientes encaminhados pela Central Estadual de Regulação.
O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista¿Newsweek em parceria com a¿empresa de dados¿Statista¿Inc.¿ Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social. Há 25 anos, atua no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da gestão de unidades públicas – que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência – e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde.
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