A Controladoria Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT), por meio da Secretaria Adjunta de Ouvidoria Geral e Transparência (SAOGT), apresentou nesta terça-feira (25.11) o balanço das principais ações desenvolvidas em 2025 e detalhou os projetos previstos para 2026 aos ouvidores que compõem a Rede de Ouvidoria Setorial.
Como parte da programação, também foram realizadas oficinas práticas conduzidas pelos auditores do Estado Ronildo Souza e Elba Moraes. Os ouvidores puderam analisar a qualidade das respostas enviadas ao cidadão para fortalecer a atuação das unidades setoriais de ouvidores.
A secretária adjunta de Ouvidoria Geral e Transparência em exercício, Aline Landini, responsável pela apresentação, destacou a importância do aprimoramento contínuo das ferramentas de escuta social. Em 2025, a Rede de Ouvidoria recebeu mais de 18 mil manifestações até 31 de outubro, incluindo elogios, denúncias, reclamações, solicitações e sugestões.
A programação foi dividida em dois períodos. No primeiro, foram apresentados avanços dos projetos Estudante – Cidadão do Futuro e Avaliação de Ouvidoria e Transparência. Na sequência, foram detalhadas as melhorias do sistema Fale Cidadão, que será atualizado para aprimorar rotinas internas e modernizar a experiência do usuário.
Entre as mudanças previstas no sistema estão a adoção do login integrado via MT Login/GovBR, a possibilidade de o cidadão selecionar diretamente o órgão no momento do registro da manifestação e a implementação de um novo fluxo interno de redirecionamento e envio das respostas.
“Essas reuniões com toda a Rede de Ouvidores do Estado de Mato Grosso são fundamentais para o compartilhamento de experiências e boas práticas. As oficinas, com exemplos práticos de manifestações, contribuem para o aprimoramento do trabalho das ouvidorias, enquanto a parte teórica, embasada na legislação, nos oferece segurança na execução das atividades”, afirmou Márcia Cristina Dal Toé, ouvidora da Universidade do Estado de Mato Grosso.
Para 2026, uma das primeiras ações será a realização do 3º Encontro de Ouvidoria e Transparência, previsto para março, com o objetivo de fortalecer a integração e o intercâmbio entre ouvidores de órgãos estaduais.
Rede de Ouvidoria
A Rede de Ouvidoria é formada por 38 ouvidorias setoriais distribuídas entre órgãos e entidades do Poder Executivo. Para mais informações, a CGE disponibiliza os contatos dessas unidades setoriais aqui.
O atendimento da Rede é realizado pelo sistema Fale Cidadão, por meio do qual qualquer pessoa pode registrar solicitações, elogios, denúncias, reclamações, pedidos de informação e sugestões. Os canais disponíveis são: www.ouvidoria.mt.gov.br, WhatsApp (65) 98476-6548 e telefone 0800 647 1520 ou 162.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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