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Operação Lei Seca no Carnaval termina com 155 condutores presos por embriaguez e 467 veículos apreendidos em MT

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A Operação Lei Seca – Carnaval 2025 resultou na prisão de 155 condutores embriagados e na remoção de 467 veículos em diversas cidades de Mato Grosso. A ação foi realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) e ocorreu entre os dias 28 de fevereiro e 4 de março nos municípios de Cuiabá, Cáceres, Tangará da Serra, Nova Mutum, Sorriso, Sinop, Alta Floresta e Barra do Garças.

Conforme relatório do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), foram confeccionados 1.431 Autos de Infração de Trânsito, sendo 340 por condução de veículo sob efeito de álcool, 155 por embriaguez ao volante, e 93 por recusa do teste de alcoolemia.

A ação contou com 21 edições da operação Lei Seca com 3245 pessoas submetidas ao teste de alcoolemia. Ao todo, 2783 veículos foram fiscalizados e 433 autuados por infrações envolvendo alcoolemia.


A ação teve como objetivo reforçar a fiscalização e conscientizar os condutores para reduzir acidentes e infrações relacionadas ao consumo de álcool ao volante durante o carnaval. Como resultado, houve uma queda no número de homicídios culposos no trânsito, passando de 10 casos no carnaval de 2024 para 6 no mesmo período em 2025 com uma redução de 40%, além da redução de 50% das lesões corporais culposas, que caíram de 70 registros em 2024 para 35 em 2025.

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A coordenadora do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), tenente coronel Monalisa Toledo, enfatizou o sucesso da ação. “Os resultados dessas operações evidenciam sua importância para a conscientização da população. Nosso objetivo é salvar vidas e garantir um trânsito mais seguro para todos. Durante o período carnavalesco, não foi registrado nenhum sinistro grave com óbito nos municípios parceiros onde realizamos as operações Lei Seca e ações educativas. Além disso, alcançamos uma redução significativa em todo o Estado de Mato Grosso, chegando a 50% nos sinistros com lesão corporal e 40% no número de mortes no trânsito, comparando o Carnaval deste ano com o de 2024. A mensagem é clara: dirigir sob efeito de álcool coloca em risco não apenas a própria vida, mas também a de outras pessoas. Seguiremos com ações estratégicas ao longo do ano para fortalecer a segurança viária em Mato Grosso”.

A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), sob a coordenadoria do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), com as equipes do Batalhão de Trânsito (BPMTran), Polícia Militar, Delegacia de Trânsito (Deletran) da Polícia Judiciária Civil, Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Corpo de Bombeiros (CBM-MT), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo, Politec, Guardas Municipais e Secretarias Municipais de Trânsito.

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*Sob supervisão de Fabiana Mendes

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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