MATO GROSSO

Operação conjunta prende dez pessoas em flagrante por furto de energia em Várzea Grande

Publicado em

Uma ação conjunta das Polícias Civil e Militar e a concessionária de energia elétrica do Estado flagrou 650 situações de furto de energia em Várzea Grande e resultou na autuação de dez pessoas pelo crime de furto de energia elétrica.

O trabalho de identificação dos pontos de furto de energia foi realizado durante a semana passada, entre os dias 8 e 12 de junho, com equipes policiais, da concessionária e da Perícia Oficial e Identificação Técnica.

A fiscalização abrangeu pontos já mapeados pela concessionária, em um trabalho de investigação e compartilhamento de informações para combater o furto de energia.

O delegado Alexandre Nazareth, adjunto da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande, explica que os autuados em flagrante responderão pelo furto de energia agravado por fraude e cometido de forma continuada. “Seja utilizando do artifício de ligação direta, que configura furto; ou ainda, adulterando o medidor de energia, que configura o crime de estelionato, ambos são passíveis de prisão em flagrante e não cabem fiança”, explicou.

Leia Também:  Projeto Cuiabá Sonoro envolve pessoas de diferentes idades e regiões de Cuiabá

A concessionária de energia pontua que em poucos dias foram recuperados mais 370 megawatts/hora, o que daria para abastecer um município como Araguainha por quatro meses. Em valores, são mais de R$ 900 mil recuperados, sendo R$ 230 mil impostos que não foram pagos.

“Cuiabá e Várzea Grande são as cidades de Mato Grosso com o maior número de casos de furto de energia. Então ter ações ativas nestas cidades é muito importante. Mas nós já sabemos de outros pontos no interior. E a nossa missão é intensificar as fiscalizações e garantir que o cliente que honra seus compromissos não seja punido por quem busca o caminho do crime, destacou a analista de suporte e gestão da Energisa, Maria Luisa Xavier.

As ações de combate ao furto de energia fazem parte da operação Energia Limpa realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e a concessionária de energia de Mato Grosso em diversas regiões do estado.

Fonte: Governo MT – MT

Leia Também:  Polícia Civil prende autores de chacina que vitimou quatro pessoas em garimpo ilegal em Aripuanã
Advertisement

MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

Published

on

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

Leia Também:  Força Tática prende duas pessoas por tráfico de drogas e apreende entorpecentes na Região Metropolitana

Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

Leia Também:  Polícia Civil prende dois autores de roubo e dono de loja por receptação

Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA