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Obras do novo Hospital Júlio Müller alcançam 77% de execução

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As obras de construção do novo Hospital Universitário Júlio Müller chegam ao final de 2024 com 77% de execução. Com um investimento de R$ 221 milhões, divididos entre o Estado e o Governo Federal, esta será a maior estrutura hospitalar em área construída de Mato Grosso, com 58,3 mil metros quadrados.

O novo hospital terá uma importância estratégica para o Estado por atuar tanto na formação de novos profissionais de saúde pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) quanto por ser referência e atender a uma série de especialidades médicas por meio do Sistema Único
de Saúde.

A unidade terá oito blocos, com 228 leitos de internação, 63 UTI, sendo 18 pediátricos e 25 neonatais, além de 12 centros cirúrgicos, 85 consultórios, 45 salas de exame, entre outros equipamentos.

No momento, são realizados serviços de acabamento, instalação de aparelhos de ar condicionado, de elevadores e outros sistemas necessários para o funcionamento do prédio.

Após a conclusão da obra, o prédio será entregue para a UFMT. O Governo Federal, por meio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, será o responsável por colocar o novo Júlio Müller em operação e por sua administração.

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O novo prédio está sendo construído às margens da MT-040, rodovia que liga Cuiabá a Santo Antônio do Leverger, e vai substituir o atual Hospital Júlio Müller, em funcionamento na Rua Luis Philippe Pereira Leite, no bairro Alvorada, em Cuiabá.

“O atual Hospital Júlio Müller não tem a estrutura adequada para o serviço que ele presta, para ser um hospital de referência”, afirmou o governador Mauro Mendes, sobre o atual hospital que hoje tem 104 leitos e 15 mil metros de área construída. “Esperamos que essa obra possa contribuir para o nosso Sistema de Saúde”, concluiu o governador.

O secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, lembrou que a atual gestão assumiu as obras com apenas 9% do total executado, e com especialistas apontando que a construção do hospital seria inviável. O prédio era mais uma das obras que estavam previstas para a Copa do Mundo de 2014, mas que não foram entregues.

“Fizemos um grande trabalho para entender quais eram os problemas que impediam essa obra de avançar, e apresentamos as soluções de engenharia para que mais uma obra de grande porte fosse retomada”, afirmou.

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Mais 5 novos hospitais

Além do novo Hospital Universitário, o Governo de Mato Grosso está construindo mais cinco novos hospitais em Mato Grosso.

Com investimento de R$ 221,8 milhões em obras, o Hospital Central, cuja construção ficou abandonada por 34 anos, já está 95% executado e terá capacidade para oferecer 1.990 internações, 652 cirurgias, 3 mil consultas especializadas e 1,4 mil exames por mês. A unidade será referenciada para os serviços de alta complexidade em saúde.

O governo também está construindo quatro novos hospitais regionais em Alta Floresta, Juína, Confresa e Tangará da Serra, em um investimento total de R$ 426,5 milhões.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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