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Nova frente de duplicação da BR-163 trará mais R$ 650 milhões de investimentos para MT

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A autorização dada pelo governador Mauro Mendes para contratação da empresa que vai executar o segundo pacote de duplicação da BR-163 vai injetar mais R$ 650 milhões de investimento na rodovia, dando continuidade à ampliação da capacidade, entre Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.

O projeto, elaborado pela Concessionária e aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para pacote de obras, contempla a duplicação de mais 80 quilômetros da BR-163 e recuperação da pista já existente (do km 601 ao km 681), readequação de parâmetro de outros 8 quilômetros (do km 593 ao 601, na travessia urbana), construção de seis dispositivos, sendo três diamantes (viaduto) e três retornos em desnível, além de cinco retorno em nível e uma ponte sobre o rio dos Patos.

O investimento de R$ 650 milhões será custeado pela Nova Rota do Oeste. A contratação será na modalidade privada, coordenada pela Nova Rota do Oeste, e deve ser concluída ainda este ano. O início das obras está previsto para o primeiro semestre de 2024, com o encerramento do período chuvoso, com prazo de 24 meses para conclusão de todos os serviços.

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Durante a solenidade de lançamento do edital para mais essa duplicação, o presidente do Conselho de Administração da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos, destacou que todo o empenho do Governo de Mato Grosso, por meio da MT Par, em resolver a situação da BR-163 trouxe infraestrutura, desenvolvimento e valorização para o Estado. Destacou ainda que foi destravado um dos principais gargalos logísticos de Mato Grosso.

O governador Mauro Mendes também lembrou as dificuldades envolvidas na antiga concessão da BR-163 e a falta de cumprimento do contrato, que previa a duplicação da rodovia até 2019.
A duplicação da BR-163 ficou paralisada por sete anos e, em menos de alguns meses após a troca de controle, foi retomada. A ordem de serviço para início das obras do primeiro pacote de ampliação de capacidade da rodovia (de Diamantino a Nova Mutum) ocorreu em 1º de julho de 2023, em Nova Mutum.

O diretor presidente da Nova Rota, Luciano Uchoa, reforçou que a Concessionária não medirá esforços para realizar todos os investimentos necessários para atender ao contrato de concessão, que prevê a transformação da BR-163 – um dos principais corredores logísticos da produção agrícola do país – em uma rodovia cada vez mais segura e com mobilidade para todos que a percorre.

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“Em menos de seis meses já investimos mais de R$ 1 bilhão na BR-163. Os trabalhos para que a que essa rodovia seja uma referência começaram imediatamente com a troca de controle, com frentes de obras atuando na manutenção da rodovia, na sequência começou a duplicação do Posto Gil a Nova Mutum e agora estamos licitando a continuidade dessa duplicação, de Nova Mutum a Lucas do Rio Verde”, resumiu.

Ainda para este ano, a Nova Rota prevê a licitação de mais dois trechos de obras: readequação da travessia urbana de Sinop (BR-163) e duplicação da rodovia dos Imigrantes (BR-070, em Cuiabá).

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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