O estudante Allessandro Brocco, da Escola Técnica Estadual de Educação Profissional e Tecnológica de Rondonópolis, venceu em primeiro lugar a 6ª Edição da Feira Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Feciti) na categoria Ensino Médio, Técnico e Educação para Jovens e Adultos (EJA). Com uma pesquisa sobre controle e qualidade de água para bovinos, ele levou prêmio de R$ 3 mil.
O trabalho de Allessandro se chama Hidrobov e visa contribuir com a melhoria da atividade pecuária em Mato Grosso.
Estudante do curso Técnico em Desenvolvimento de Sistema, Allessandro explica que o trabalho teve início a partir de uma conversa com o pecuarista Gilberto Ferreira, que chegava muitas vezes na fazenda e o bebedouro bovino estava seco ou com vazamentos.
“Percebemos que era necessária uma ferramenta que informasse eventos ocorridos no bebedouro. Se ficarmos duas horas sem fluxo de água ou passando água sem parar, por exemplo, seria avisado que teria problema. Um veterinário gostou da ideia e começamos a pensar sobre isso e como gerar um relatório de consumo”, completa Allessandro.
O estudante pondera que o projeto, além de apontar eventos no bebedouro, prevê um sensor de turbidez para avaliar temperatura, qualidade, consumo e volume de água, além da limpeza do local, o que se reflete na qualidade do rebanho.
“Essa premiação representa para mim e para a Escola Técnica o reconhecimento de uma ideia e esforço que podem impactar positivamente na pecuária”, diz.
O professor orientador do projeto, Fabiano Taguchi, ressalta que o trabalho teve orientação interdisciplinar, envolvendo professores das áreas de Agricultura e Informática.
“O desenvolvimento de trabalhos como o Hidrobov é uma oportunidade na qual os alunos conseguem aplicar na prática aquilo que aprendem na sala de aula. Por isso, desenvolver projetos e apresentá-los à sociedade é extremamente importante”.
A diretora da ETEC de Rondonópolis, Leia Cristina Aoyama Barbosa Souza, ressalta que o projeto vencedor da Feciti recebeu boa aprovação dos avaliadores e por isso a ideia será apresentada pela Escola a empresários do município para que o protótipo seja reproduzido.
“A Escola Técnica Estadual de Rondonópolis procura sempre incentivar os estudantes na elaboração de projetos e produtos criativos e inovadores. E a Feciti é uma Feira pensada no município de Rondonópolis para este objetivo: de promover o movimento de inovação entre os estudantes e empresas. É um orgulho e alegria imensa ter esse reconhecimento dos projetos de nossos estudantes”, completa a diretora.
Além do Hidrobov, a ETEC de Rondonópolis contou com outros dois trabalhos inscritos na Feciti: o projeto “HiBye: Controle e fluxo em ambiente”, do estudante Deividson Campos, do curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas; e “Sala Controlada: monitoramento em ambiente escolar”, de Luiz Fernando de Assis, do curso técnico em Administração.
Ao todo, a Feciti recebeu 54 participantes nas diversas categorias. Os trabalhos da ETEC inscritos na Feciti já haviam participado e se destacado nesse ano da 16ª Mostra Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso (MECTI), realizada em Cuiabá pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci).
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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