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Nosso Judiciário: Estudantes de Direito de Jaciara visitam o Tribunal de Justiça de Mato Grosso

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O roteiro do Programa Nosso Judiciário finaliza na Sala da Memória, mas na tarde de segunda-feira (11 de setembro), a turma de Direito da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Vale do São Lourenço (EduVale) do campus de Jaciara, teve uma nova experiência. A visita ao Tribunal de Justiça do Mato Grosso, terminou no gabinete da Desembargadora Marilsen Andrade Addario que fez o convite aos acadêmicos, após uma roda de conversa.
 
No Espaço Memória, Cibele Felipin diretora da terceira secretaria criminal, recepcionou os estudantes e comentou tópicos importantes sobre o Tribunal. Tratou de assuntos como os desembargadores do quinto constitucional, explicou as diferenças entre as câmaras e as sessões de julgamento, além de mencionar como acontecem as sessões por videoconferência e do plenário virtual. Ressaltou a importância do PJe (Processo Judicial Eletrônico), suas vantagens e benefícios em relação aos processos físicos e como a plataforma online ajudou a agilizar os processos virtuais.
 
Em tom descontraído, a desembargadora Marilsen contou sobre sua trajetória na magistratura, o inicio de sua carreira e dedicação aos estudos. Sua história de empenho e esforço serviu de exemplo para os estudantes presentes. Para a desembargadora, o projeto “abre as portas do Poder Judiciário, além de mostrar o seu funcionamento e estrutura de justiça, e tem o objetivo de incentivar os jovens na carreira jurídica após o fim da graduação.” Para ela, o Programa renova o próprio Tribunal, motivando ainda mais a seguir com a missão de aplicar e distribuir justiça.
 
Ao todo, participaram do passeio 17 acadêmicos e 3 professores. Na reta final do curso, a experiência foi inspiradora para a primeira turma de direito da Faculdade Eduvale. O aluno Ricardo Castro destacou a oportunidade para conhecer a organização e refletiu sobre a chance de assistir uma sessão de julgamento cível de perto como importante para a formação acadêmica, e acredita que essa prática pode gerar familiaridade com o ambiente jurídico, auxiliando em sua futura carreira.
 
Os alunos receberam da Desembargadora Marilsen o glossário jurídico, possuindo termos técnicos usados e que é revisado anualmente. Além disso, a faculdade recebeu o livro da trajetória do Tribunal de Justiça de Mato Grosso em 130 anos. A pedido dos alunos, a desembargadora escreveu uma dedicatória com votos de sucesso. A visita foi encerrada no gabinete da Magistrada, onde ela apresentou seus assessores e finalizou com palavras de incentivo.
 
O coordenador do curso, Vilso Franco comentou sobre a ansiedade dos estudantes para a viagem até o Tribunal, e salientou a atenção dada pelos desembargadores durante a sessão de julgamento com a turma, sempre se dirigindo aos discentes explicando os procedimentos, e também colocando em prática o conteúdo estudado em sala, além de considerar o convite como uma oportunidade única.
 
Programa Nosso Judiciário – O Programa Nosso Judiciário visa aproximar o Tribunal de Justiça da sociedade. Além de estudantes do colegial, o programa também visa promover essa ação com os discentes acadêmicos de direito.
 
PJe – O Processo Judicial Eletrônico é um sistema eletrônico desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça em colaboração com tribunais brasileiros para modernizar e agilizar processos judiciais em todo o país, substituindo o papel por documentos eletrônicos. Ele atende a diferentes ramos do Poder Judiciário no Brasil.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual.
Foto 01: Estudantes e professores de direito, posam ao lado da Desembargadora Marilsen Andrade Addario. O local é o Espaço Memória do TJMT, que possui em suas paredes diversos quadros e distribuído no espaço, livros e relíquias do Poder Judiciário de MT.
Foto 02: Desembargadora Marilsen Andrade Addario, mulher branca de cabelos loiros acinzentados, usa blusa branca.
Foto 03: Desembargadora Marilsen Andrade Addario, mulher branca de cabelos loiros acinzentados, usa blusa branca e assina dedicatória ao lado do estudante de direito Ricardo Castro, homem alto que usa terno preto e camisa cor de rosa, ao fundo o Espaço Memória.
 
Emanuelle Caroline Candido da Costa
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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