MATO GROSSO

Monitoramento da Sema identifica maior volume de água nas baías de Chacororé e Siá Mariana desde o ano passado

Publicado em

Monitoramento realizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) demonstra que as baías Chacororé e Siá Mariana, localizadas no Pantanal Mato-grossense, registraram no mês de março índice pluviométrico de 247.75 milímetros. É o maior volume de água de chuvas registrado desde o ano passado. Cada milímetro equivale a um litro de água de chuva por metro quadrado.

A mudança de cenário, se comparado ao mesmo período do ano passado, quando foi registrada escassez hídrica, e em março a preciptação ficou em 177 milímetros de chuva, se aproxima das tradicionais cheias que eram comuns à região do Pantanal Mato-grossense. A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, acompanhou in-loco o trabalho realizado pela equipe responsável pelo monitoramento e destacou a importância da iniciativa.

“O monitoramento contínuo tanto no período chuvoso quanto no período de seca é essencial para averiguar a efetividade das ações implementadas e também orientar novas medidas a serem realizadas pelo governo do estado para que as baías de Chacororé e Siá Mariana continuem cumprindo o seu relevante papel para o meio ambiente local do Pantanal”, ressaltou a secretária.

Leia Também:  Com apoio da Sesp, bairro Parque do Lago recebe a 3ª edição de 2025 do evento "Cultura Pela Paz"

O trabalho que vem sendo realizado, segundo ela, permite também acompanhar a situação das barragens que foram revitalizadas e o comportamento dos corixos, que são cursos d’água que se formam durante a cheia na planície pantaneira. Os técnicos analisam se existe algum tipo de obstrução nesses locais que possa interferir no volume da água nas baías.

Mauren Lazzaretti adiantou que a Sema estuda a viabilidade de implantação de um centro de monitoramento avançado no local para análise permanente das condições hídricas das baías de Chacororé e Siá Mariana. O projeto deve ser executado em parceria com a Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa Ambiental e Ordem Urbanística do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

.

Fonte: Governo MT – MT

Advertisement

MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

Published

on

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

Leia Também:  SES realiza encontro para discutir educação permanente em saúde na região Teles Pires

Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

Leia Também:  Projeto selecionado em edital da Secel oferece desenvolvimento de identidade visual para pequenos empreendedores de MT

Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA