MATO GROSSO

Maior festival de sustentabilidade da América Latina terá segunda edição em Mato Grosso

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Mato Grosso terá a 2ª edição da Virada Sustentável, o maior festival de sustentabilidade da América Latina e um dos mais importantes do mundo, em Mato Grosso. O evento é uma realização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e Instituto Virada Sustentável, com apoio do Governo Federal via Lei de Incentivo à Cultura e patrocínio da Rumo Logística.

Neste ano, a Virada Sustentável no Estado será realizada nas cidades de Rondonópolis, nos dias 31 de maio e 1º de junho, e em Cuiabá, entre os dias 4 e 8 de junho. Artistas, coletivos de cultura, empresas, escolas e universidades, entre outros representantes da sociedade civil, que tenham interesse em somar à programação, já podem acessar o link do chamamento público para submeter os projetos para serem avaliados e incorporados à programação.

O evento será realizado em oito cidades brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Manaus e Belém (edição especial COP30), além de Cuiabá e Rondonópolis.

As propostas devem ter como foco as duas cidades que receberão o evento. Serão aceitas apenas propostas de atividades já prontas para execução, que sejam inéditas ou não. Os proponentes poderão indicar a necessidade de financiamento, mas também são aceitas as chamadas “propostas de adesão”, ou seja, que não dependem de apoio financeiro dos organizadores do evento para sua realização. Elas devem estar em sintonia com os temas da sustentabilidade e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Para inscrição e mais informações, basta acessar o formulário online.

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Toda a programação da Virada Sustentável tem como foco apresentar à população uma visão positiva e inspiradora sobre o tema, com atividades que conectam cultura, conhecimento e ação.

“A população de Cuiabá e Rondonópolis terá a oportunidade de celebrar a Semana do Meio Ambiente em um espaço de conexão e engajamento com as pautas ambientais. Por meio da correalização do Festival Virada Sustentável, a Sema busca inspirar reflexões e incentivar atitudes mais sustentáveis, com um olhar especial para a biodiversidade, tema central do debate em 2025″, revelou a superintendente de Educação Ambiental da Sema, Juliana Carvalho.

“Ampliamos a força do evento nesta edição de 2025, com mais atrações, mais impacto e sempre de olho na proposta de agregarmos diferentes visões e atores na promoção do desenvolvimento sustentável, um tema tão caro para a população local, gestores públicos e setor privado”, reforça o cofundador da Virada Sustentável, André Palhano.

Valor da biodiversidade

Com mais de 50 edições já realizadas, o projeto que nasceu em 2011 em São Paulo, já circulou por cidades de várias regiões brasileiras, contempladas com uma série de espetáculos, apresentações artísticas, performances, intervenções culturais, exposições, oficinas, workshops, palestras, debates, assim como projetos educativos e atividades de bem-estar.

A coordenadora da Virada Sustentável em Mato Grosso, Daniela Kern Sznelwar lembra que Cuiabá estreou no circuito da Virada Sustentável em 2024, com uma versão pocket, a Viradinha Sustentável. Realizada em parques estaduais da cidade, entre os dias 5 e 9 de junho, atraiu mais de três mil pessoas que participaram das atividades e envolveu mais de 260 profissionais, entre técnicos e artistas, que ministraram as ações.

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Neste ano, o evento terá uma programação mais diversificada que da primeira edição. “E como o tema deste ano é a ‘Biodiversidade’, vamos exaltar a riqueza do território e sensibilizar para a importância da conservação ambiental. Especialmente num estado como o nosso, que abriga três importantes biomas: Pantanal, Cerrado e Amazônia”, explica Daniela.

A edição 2025 da Virada Sustentável tem o patrocínio da Rumo, operadora logística ferroviária do país. “A Virada Sustentável é um espaço essencial para reforçarmos nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável, conectando infraestrutura e preservação ambiental. Em Mato Grosso, onde estamos construindo aproximadamente 740 km de trilhos da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, entendemos que a preservação da biodiversidade e o progresso devem caminhar juntos. Estamos trabalhando junto ao Estado de MT para realização da Virada Sustentável desde o ano passado e nosso apoio ao evento demonstra a importância de integrar inovação, respeito ao meio ambiente e impacto positivo para as comunidades locais”, destaca Paula Tagliari, gerente da Rumo, na área de Gestão Ambiental – Expansão.

Mais informações sobre a Virada Sustentável podem ser obtidas no site oficial https://www.viradasustentavel.org.br .

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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