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Indústria mato-grossense registra segunda maior alta do país em março e avança no acumulado do ano

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Mato Grosso registrou a segunda maior alta da produção industrial do país em março de 2026, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e compilados pelo DataHub MT, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec). O Estado apresentou crescimento de 3,6% em relação a fevereiro, empatando com Goiás e ficando atrás apenas do Pará, que teve avanço de 4,5%.

O resultado coloca Mato Grosso entre os destaques nacionais da indústria no período. Entre os 15 locais pesquisados pelo IBGE, 11 apresentaram crescimento da produção industrial. Além de Mato Grosso e Pará, os maiores avanços foram registrados em Goiás (3,6%) e Espírito Santo (3,5%). No cenário nacional, a produção industrial brasileira teve variação positiva de 0,1% em março.

Com o desempenho registrado no mês, Mato Grosso eliminou a perda acumulada de 1,5% observada nos dois primeiros meses do ano. No acumulado de janeiro a março de 2026, a indústria mato-grossense apresentou crescimento de 5,3%.

O mercado de trabalho industrial também apresentou desempenho positivo. O estoque de empregos do setor em março de 2026, responsável por 15,6% do total de empregos formais do Estado, registrou crescimento de 2% em relação ao mesmo período de 2025, quando havia 153.209 postos de trabalho.

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No acumulado do ano até março, a indústria contabilizou saldo de 2.739 empregos, resultado 13,5% superior ao registrado no mesmo período de 2025, que foi de 2.413 vagas.

Os setores industriais com maior saldo de contratações até março deste ano foram fabricação de produtos alimentícios; fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis; fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos; e fabricação de produtos minerais não metálicos.

Exportações aceleram

As exportações industriais também seguem em trajetória ascendente. Em 2025, os embarques da indústria de transformação somaram US$ 8,6 bilhões, enquanto a indústria extrativa registrou US$ 215 milhões, com crescimento global de 17,5% em relação a 2024.

A tendência se intensificou em 2026: de janeiro a abril, as exportações industriais cresceram aproximadamente 40% frente ao mesmo período do ano anterior, que havia registrado US$ 2,4 bilhões, sinalizando aquecimento na pauta de produtos industrializados.

O secretário adjunto de Indústria, Comércio e Incentivos Programáticos da Sedec, Anderson Lombardi, avalia que o crescimento das exportações indica uma mudança na qualidade da inserção do Estado no comércio exterior.

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“Mato Grosso exporta cada vez mais produtos com valor agregado. O crescimento de 40% nas exportações industriais neste início de ano mostra que o Estado não está apenas produzindo mais, está vendendo melhor para o mundo.”

Os principais produtos exportados pela indústria de transformação foram carnes (50,24%), soja (35,27%), minérios semimanufaturados (5,89%), aves (2,81%) e suínos (1,2%), que juntos representam 95,4% da pauta. Na indústria extrativa, os destaques foram minérios de chumbo e seus concentrados (44%), minérios de cobre e seus concentrados (30%), minérios de metais preciosos e seus concentrados (24%) e minérios de estanho e seus concentrados, que totalizam 99% dos produtos exportados pelo segmento em 2025.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Conselheiros do TCE-MT publicam nota de solidariedade a Waldir Júlio Teis após exoneração da Escola Superior de Contas

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Os conselheiros Antonio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Carvalho, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), divulgaram nota pública de solidariedade ao conselheiro Waldir Júlio Teis, exonerado na segunda-feira (21) da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do órgão. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo.

No documento, os signatários afirmam que a medida causa “grave preocupação institucional” pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros do Tribunal. Eles defendem que, em uma Corte de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro.

Segundo a nota, nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições. Os conselheiros ressaltam ainda que as prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos.

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Os autores do manifesto consideram que medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger a Corte. Por essa razão, manifestam firme discordância com a decisão e defendem sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Segue integra da nota:

NOTA DE SOLIDARIEDADE AO CONSELHEIRO WALDIR JÚLIO TEIS

Os conselheiros abaixo assinados vêm a público manifestar sua solidariedade ao Conselheiro Waldir Júlio Teis, diante de sua exoneração da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, por ato da Presidência do TCE-MT.

A medida causa grave preocupação institucional pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros desta Corte.

Em um Tribunal de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro. Nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições.

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As prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos. Medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger esta Corte.

Por essa razão, manifestamos nossa firme discordância com a decisão adotada e defendemos sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Cuiabá-MT, 22 de setembro de 2026.

Antonio Joaquim
Conselheiro – TCE/MT

Guilherme Maluf
Conselheiro – TCE/MT

Alisson Alencar
Conselheiro – TCE/MT

Fonte: TCE

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