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Hospital Regional de Rondonópolis recebe premiação internacional por atendimentos ágeis de casos de AVC

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O Hospital Regional de Rondonópolis, unidade administrada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), recebeu oficialmente, na noite desta quinta-feira (20.3), o prêmio WSO Angels Awards, premiação internacional destinada aos hospitais que atingem métricas de qualidade no atendimento e tratamento de casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A unidade regional conquistou a classificação ouro e se tornou a primeira unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso a ganhar essa certificação internacional.

O prêmio foi entregue durante a programação do 2º Congresso de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems-MT), que ocorreu no Hotel Inter, em Cuiabá. Na mesma oportunidade, houve a cerimônia de premiação dos 31 municípios que se destacaram na cobertura vacinal da população pelo programa Imuniza Mais MT.

Hospitais certificados como ouro demonstram excelência ao atingir metas essenciais, como tempo porta-agulha (tempo entre a chegada do paciente ao hospital e a administração do medicamento) abaixo de 60 minutos em pelo menos 50% dos casos, uso adequado da trombólise e adesão às diretrizes de profilaxia secundária na prevenção de recorrência de AVC.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, parabenizou o Hospital Regional de Rondonópolis e fez um discurso de reconhecimento pelas boas práticas adotadas. “Essa certificação é a validação do grande trabalho que vem sendo feito nos últimos seis anos, além do efetivo investimento na área da saúde”, disse.

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Segundo o consultor científico da Angels no Brasil, Lucas Luizão, a premiação, realizada em parceria com a Iniciativa Angels (projeto da indústria farmacêutica Boehringer Ingelheim) e com a Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization), existe para consagrar os serviços que são de qualidade no atendimento aos pacientes com AVC.

“É uma certificação que reflete o compromisso da gestão com o tratamento do paciente que tem AVC”, explicou.

O consultor destacou que o Hospital Regional de Rondonópolis é um exemplo ao ser a primeira unidade pública do Estado a receber essa certificação. Até hoje, na categoria ouro, foram premiados cerca de cem hospitais no país, entre privados e públicos, em três anos. “Assim que o hospital é certificado, ele deve ser recertificado trimestralmente para garantir a continuidade do tratamento”, acrescentou.

A diretora do Hospital Regional de Rondonópolis, Milena Polizel, destacou que os pacientes com AVC são tratados com agilidade e devolvidos à sociedade com dignidade, sem sequelas, pela unidade hospitalar.

“A gente recebe um paciente com AVC, é diagnosticado em uma hora e é feita a medicação em tempo hábil. Em um ano, nós devolvemos 26 pacientes com AVC sem sequela nenhuma e isso é um marco porque, antes do treinamento do projeto MT sem AVC ser instalado, nós fazíamos em torno de seis pacientes”, explicou.

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O projeto surgiu há mais de um ano com a ideia de padronizar as medicações, agilizar o atendimento aos pacientes com AVC e possibilitar treinamentos com todos os municípios da região sul de Mato Grosso. “Hoje, o Hospital Regional atende 19 municípios da região. Nós somos o ponto focal da Região Sul. Então, todos os casos de AVCs da região, a unidade atende. Em Rondonópolis, especificamente, a gente é o único hospital que atende AVC”, ressaltou.

Milena disse ainda que a próxima meta do hospital é ganhar o prêmio platinum, que é quando o tempo porta-agulha para o paciente fazer o exame de tomografia, ter o diagnóstico de AVC e começar a tomar a medicação leva até 45 minutos.

A gestão estadual pretende implementar esse mesmo protocolo existente em Rondonópolis nos demais hospitais regionais do Estado por meio do projeto MT sem AVC.

Fonte: Governo MT – MT

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Conselheiros do TCE-MT publicam nota de solidariedade a Waldir Júlio Teis após exoneração da Escola Superior de Contas

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Os conselheiros Antonio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Carvalho, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), divulgaram nota pública de solidariedade ao conselheiro Waldir Júlio Teis, exonerado na segunda-feira (21) da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do órgão. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo.

No documento, os signatários afirmam que a medida causa “grave preocupação institucional” pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros do Tribunal. Eles defendem que, em uma Corte de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro.

Segundo a nota, nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições. Os conselheiros ressaltam ainda que as prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos.

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Os autores do manifesto consideram que medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger a Corte. Por essa razão, manifestam firme discordância com a decisão e defendem sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Segue integra da nota:

NOTA DE SOLIDARIEDADE AO CONSELHEIRO WALDIR JÚLIO TEIS

Os conselheiros abaixo assinados vêm a público manifestar sua solidariedade ao Conselheiro Waldir Júlio Teis, diante de sua exoneração da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, por ato da Presidência do TCE-MT.

A medida causa grave preocupação institucional pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros desta Corte.

Em um Tribunal de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro. Nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições.

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As prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos. Medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger esta Corte.

Por essa razão, manifestamos nossa firme discordância com a decisão adotada e defendemos sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Cuiabá-MT, 22 de setembro de 2026.

Antonio Joaquim
Conselheiro – TCE/MT

Guilherme Maluf
Conselheiro – TCE/MT

Alisson Alencar
Conselheiro – TCE/MT

Fonte: TCE

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