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Governo Federal reconhece trabalho do Governo de Mato Grosso na redução da fome

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O Governo Federal reconheceu o trabalho do Governo de Mato Grosso na redução da fome na 1ª edição do Prêmio Brasil Sem Fome. O Estado foi o vencedor da Região Centro Oeste na categoria “Redução da Fome nos Estados e no Distrito Federal”, pelas ações desenvolvidas no programa SER Família. A Secretaria de Estado de Assistência Social (Setasc) recebeu a premiação nesta segunda-feira (5.1).

A primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, idealizadora do programa SER Família, ressaltou que o reconhecimento nacional é fruto de um trabalho que coloca as pessoas no centro das políticas públicas.

“O SER Família nasceu com o propósito de cuidar de quem mais precisa. Ver Mato Grosso entre os estados que mais reduziram a fome confirma que estamos no caminho certo. São ações que chegam diretamente às famílias, com transferência de renda, entrega de alimentos e acesso a refeições, garantindo dignidade e esperança para quem mais precisa”, afirmou.

A premiação reconhece experiências exitosas no combate à fome e os melhores resultados na redução da insegurança alimentar grave, com base nos dados da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), ambos mensurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período entre 2022 e 2024.

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Além de Mato Grosso, também foram premiados na mesma categoria os estados de Alagoas, Pará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, considerando o critério de um por região do país.

O desempenho de Mato Grosso está diretamente ligado à execução de políticas públicas estruturantes do programa SER Família, que atua em diversas frentes no enfrentamento da vulnerabilidade social e da insegurança alimentar.

Entre as principais ações, estão a transferência de renda, por meio das vertentes do SER Família, garantindo apoio financeiro direto às famílias em situação de vulnerabilidade; a distribuição de cestas de alimentos, por meio do programa SER Família Solidário, assegurando acesso imediato à alimentação básica; e o Restaurante Prato Popular, que oferta refeições a preço simbólico no almoço para a população em vulnerabilidade social e marmitas no jantar para pessoas em situação de rua, na capital, fortalecendo a política de segurança alimentar no estado.

Para o secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, o reconhecimento nacional reflete o esforço contínuo do governo no enfrentamento da fome e das desigualdades sociais.

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“Esse prêmio demonstra que Mato Grosso tem avançado de forma consistente na redução da insegurança alimentar grave. É resultado de uma política pública planejada, com foco na proteção social, na transferência de renda e no acesso à alimentação adequada. A Setasc tem atuado de forma integrada para garantir que as famílias em situação de vulnerabilidade tenham dignidade, segurança alimentar e oportunidades”, destacou o secretário.

Fonte: Governo MT – MT

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Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

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Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

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A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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